El Marronzito

Quando os meninos viram homens meninos

3 Comentários

Parece que foi ontem, mas não foi.

Isso é de 2003. Note que as pessoas mais inteligentes sempre ficam no extremo

Isso é de 2003. Note que as pessoas mais inteligentes sempre ficam no extremo da foto

Era o primeiro dia de aula do curso de Jornalismo da PUC Campinas e minha segunda tentativa de me formar na área, já que eu havia falhado miseravelmente na primeira tentativa (nem vou contar a história mexicana do sujeito que não conseguira a bolsa prometida e ficara endividado até a Copa de 2014). Bem, o ano era 2003 e as pessoas ainda faziam piadinhas sobre o Corinthians não ter ganho a Libertadores e médicos cubanos eram figurantes em “Diários de Motocicleta”.

Faculdade nova, novas oportunidades e novas descobertas. Lembro que no primeiro dia me direcionei ao fundo da sala onde havia uma galera mais jovem e nerd. Arranjei uma carteira entre os juvenis e logo conheci um japonês cabeçudo como o gato robótico Doraemon.

O que me chamou atenção no jovem era seu senso de humor cheio de sarcasmo e ironia, além de muita inteligência (diga-se de passagem, essa última característica é cada vez mais rara no Jornalismo).

Ô, o Renatão casou...Ô, o Renatão casou...

Ô, o Renatão casou…Ô, o Renatão casou…

Como alguém lá de cima mexe os pauzinhos e o improvável acontece, logo o menino marrom da Vila Bela se tornou amigo do menino japa do Cambuí. Apesar de termos origens tão diferentes e sermos pessoas de realidades completamente opostas, ainda éramos jovens estudantes de Jornalismo, fãs de quadrinhos e literatura e, obviamente, aficionados por games. Amizade não tem cor de pele e nem preferência por plataforma de games (Renato sempre foi pczista, eu consolista)

Durante a faculdade, por diversas vezes o japonês cabeçudo me ajudou. Seja nas caronas para o menino bolsista que, no tempo das vacas anoréxicas, tinha bastante problemas para se manter no curso. Fizemos trabalhos juntos, jogamos Playstation 2, discutíamos sobre livros e zoávamos coleguinhas de classe (tá, os caras pediam).

Até no meu TCC (sim, aquele livro chamados Negros Heróis: histórias que não estão no gibi), o oriental brincalhão teve participação (eu estava em casa terminando de editar o livro e, se não fosse meu amigo Doraemon, não teria entregue o TCC a tempo).

Enfim.

O nome desse sujeito é Renato Abe, mas como amizade masculina é sincera, sempre o chamei de várias formas: Renatão, Japa, Renato ABC, GB, Paid Bitch, Sumarudicu e tantas outras maneiras carinhosas e impublicáveis neste blog familiar e de princípios que encheriam de orgulho o Marco Feliciano.

Após dez anos de amizade, finalmente vejo o noivo com o cabelo penteado (prazer que nunca lhe darei)

Após dez anos de amizade, finalmente vejo o noivo com o cabelo penteado (prazer que nunca lhe darei)

No dia 25 de Setembro Agosto de 2013, tive mais uma vez a chance de fazer parte da vida do meu irmão de olhos esticados e um pouquinho mais avantajado fisicamente. Renato, que é a ovelha oriental negra de uma família que optou pela Medicina é jornalista (sim, falei de novo para ressaltar sua escolha corajosa) e se casou com a Dra. Silvia, uma doce neonatalogista (pediatra que cuida de bebês bem bebês mesmo), que também é filha da PUC.

Como disse no parágrafo anterior, lá estava eu como amigo, fotógrafo, convidado e cronista de um dia daqueles de encher os olhos de marmanjo de ciscos até eles chorarem. Geralmente, quando sou contratado para fotografar um casamento é porque as pessoas acreditam no meu trabalho e gostam do que eu faço. No caso do Renato, rolou uma responsabilidade extra já que os familiares dele me conhecem desde quando as pessoas não me chamavam de Seu Jorge.

Olha a Dra. Silvia se preparando para o grande momento. Spray (não de pimenta) nela

Olha a Dra. Silvia se preparando para o grande momento. Spray (não de pimenta) nela

Para me auxiliar nessa missão de fotografar o casamento que envolve uma família japonesa (o que significa que haveria muita gente fotografando o tempo todo), estrategicamente escolhi uma segunda fotógrafa muito especial: Lilian Higa. Embora ela tenha olho da japa, cara de japa e cabelo de japa, a Lilian é muito japaraguaia e extremamente talentosa (confiram aqui seu último projeto).

Com o time completo, variado culturalmente e mais confiável que as Carnes Friboi, mandamos ver nos cliques.

Embora o Renatão estivesse desconfiado que o tempo iria estar feio (até pensou em alugar aquecedores, tsc, tsc), o dia foi maravilhoso e tive a sorte de fotografar um dos casamento mais bacanas que já presenciei. Todo casamento tem um quê de especial e o casamento de gente amiga, que adoro de coração e que sempre me auxiliou quando precisei, não tinha como não ser diferente.

Creio que como eu, todos têm a impressão que o Renato nasceu pra Silvia e a Silvia tem superpoderes pra aguentar esse japonês grandão de coração enorme. Parece clichê de novela das nove, mas quem os conhece, sabe que não estou fazendo doce.

Quando as pessoas riem do fotógrafo

Quando as pessoas riem do fotógrafo

Divertido como não poderia deixar de ser, já que o noivo é um fanfarrão, o casamento teve momentos de muita descontração. Com olhos brilhando, a Dra. Silvia disse que o Renato é uma pessoa muito boa, sem egoísmo e que sempre tenta ver todo mundo bem. Eu, com os olhos por trás da câmera, concordei com cada sílaba. No altar, ela também disse que Renato é um fofo e todos os presentes sem encantaram. Por sua vez, Renatão, sempre muito bom com as palavras, resumiu a dona da pensão como  “espetáculo”.

Frases bem colocadas e certeiras que marcaram um dia de céu azul, muita foto (sim, tinha muito japoneses na festa mesmo), papos divertidos, um pouco da tensão pré-casamento e reencontro com gente que eu não via há muito.

Creio que a minha missão foi cumprida com êxito. Aos noivos e amigos, desejo toda felicidade do mundo pois são pessoas que realmente se merecem. Nem é preciso ser gênio para captar essa conexão bacana (pediatras gostam de crianças, logo a Silvia se encantou com o Renato).

Ah, não posso deixar de mencionar a máquina Polaroid que os noivos disponibilizaram para que os convidados pudessem levar retratos para casa. Nos divertimos muito (claro que eu também entrei na dança e guardei uma foto para lembrar para sempre desse dia tão bacana).

"Olha você no vídeo da retrospectiva"

“Olha você no vídeo da retrospectiva”

Um abraço para os Abe e para os Rodrigues, famílias que nos receberam muito bem (inclusive a tia do Renato que disse que meu nome é nome de anjo).

Um beijo pra Silvia e um abraço meu japa cabeçudo predileto. Obrigado por ser meu amigo, cara.

Felicidades mil pra todo mundo. Chega de falar.

Eis alguns cliques:

Dança dos artistas

Dança dos artistas

O noivo contando piadas para Dona Áurea, sua mãe

O noivo contando piadas para Dona Áurea, sua mãe

Silvia já passou a usar a magia da multiplicação

Silvia já passou a usar a magia da multiplicação

Olha o Renato quando era pequeno. Olha a lata desse fofo

Olha o Renato quando era pequeno. Olha a lata desse fofo

Após o momento de tensão, um relax na limousine

Após o momento de tensão, um relax na limousine

Renato é fofo. Silvia é espetáculo. Roniel é o Seu Jorge

Renato é fofo. Silvia é espetáculo. Roniel é o Seu Jorge

Muito bom ver os amigos queridos realizando sonhos

Muito bom ver os amigos queridos realizando sonhos

Tá no sangue a fotografia. Não tem jeito

Tá no sangue a fotografia. Não tem jeito

Apesar da preocupação com o clima, o dia foi lindão

Apesar da preocupação com o clima, o dia foi lindão

As amigas dras. da dra. também fizeram a festa no salão

As amigas dras. da dra. também fizeram a festa no salão

Pre-par-ra

Pre-par-ra

Smack

Smack

Quando a foto vale mais que mil palavras do El Marronzito

Quando a foto vale mais que mil palavras do El Marronzito

Longe do plantão. Uhu

Longe do plantão. Uhu

Viva, viva

Viva, viva

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Autor: ronielfelipe

Jornalista e Fotógrafo

3 pensamentos sobre “Quando os meninos viram homens meninos

  1. Parabéns Renato Abe e Fecha (esqueceu dessa Roniel) e Silvia!!!
    Muitas felicidades ao casal e que seja o início de uma vida cheia de alegrias.

    PS1: O ano era 2004 Roniel.
    PS2: Deixa a dona Renata Oliveira saber que ela não estava nas extremidades da foto…

  2. Roniel, depois de ler esse texto, fiquei sem palavras, amizades sinceras é bom demais.Parabens por tudo.

  3. Roniel, eu li esse texto em NY, mas agora tenho tempo para responder: foi uma honra incrivel ter voce participando desse dia especial, cara. Nao poderia ter sido diferente! Voce é o cara! 😀

    Eu é que me sinto honrado de te ter como amigo, Roni! E estamos juntos para essas e varias outras! Abraco!

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