El Marronzito

Mameluco suspeito mochileiro das galáxias

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Saudações, meu povo.

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Beto Jamaica in London

Depois de um mês de férias, inicio uma série de posts sobre experiências do meu “mochilão emergente classe econômica” que fiz nas bandas do Velho Continente, mais conhecido como Europa. O roteiro foi idealizado enquanto eu olhava o Mapa Mundi e tomava Toddynho. Após horas torrenciais de muita leitura e pesquisa, além de contatar amigos brasileiro que poderiam me ceder asilo por alguns dias, fechei meus planos malévolos de dominar o continente. Eis o roteiro que escolhi:

Ingalterra/Londres – 4 dias

Holanda/Amsterdam  – 4 dias

Holanda/Rotterdam e vizinhanças – 5 dias

Alemanha/Munique – 3 dias

República Tcheca/Praga – 4 dias

Polônia/Cracóvia 4 dias

Alemanha/Berlim 3 dias

Irlanda/Dublin 3 dias

Irlanda/Bray e vizinhanças 4 dias

Como eu era marinheiro de primeira viagem, não hesitei em pedir ajuda para os universitários e amigos jornalistas especializados em turismo. Mesmo com algumas críticas sobre a rota escolhida, principalmente do pessoal chegado na tal Paris, segui fielmente a minha ideia inicial.

Arrependimento? Talvez. Com certeza eu passaria mais tempo em Berlim e pegaria um final de semana para curtir a vida noturna de Praga.

No entanto, eu estou longe de ser o Tio Patinhas black, portanto não tive como me dar ao luxo de mudar os planos e arcar com novos voos ou passagens de trem. Metrópoles como Berlim e Londres exigem um bom tempo de visitação, mas mesmo assim, por onde passei consegui visitar os principais pontos turísticos. Em algumas cidades, também consegui fazer um roteiro menos farofeiro e tive a chance de sair andando livre, leve e solto (daí vieram alguns episódios estranhos e momentos de pura perdição na Ilha de Lost)

A belíssima vista noturna do Castelo de Praga. Não tinha como não passar por lá

A belíssima vista noturna do Castelo de Praga. Não tinha como não passar por lá

Eu escolho você, Pokémon!

Mas por quê visitar tal cidade, Ronin? Vamos as minhas explicações didáticas:

Londres: O chá das cinco, Arsenal, o esqueleto gigante do dinossauro do Museu de História Natural, os chapéus Pork Pie de Candem Town e as pernas da Mel B

Amsterdam: Andar de bicicleta como se não houvesse amanhã, visitar o Anne Frank Museum e ver meninas bonitas desfilando com aqueles tamancos estranhos

Munique: Ver se o Bayern de Munique é tudo isso

Praga: Fotografar o castelo, comer carne de porco e rever a Sasha, uma linda tcheca que conheci no Rio de Janeiro

Cracóvia: Ah, eu fui pra lá porque fica perto de Auschwitz-Bikernau, mas descobri uma cidade muito bacana

Berlim: Procurar a garota de Berlim para o Supla, ver o muro de Berlim, contar os cavalos do Portal de Brandenburgo e fazer fotos no Memorial do Holocausto. Também queria comer a tal salchicha alemã

Dublin: Cantar U2 pelas ruas e ver se encontrava um Leprechaun pra voltar rico para o Brasil. Obviamente, a ideia também era rever os amigos brasileiros que moram por lá

Bray: Nadar mas praias gélidas e ver meu dengo Débora, ex-vizinha de quebrada que foi tentar ganhar a vida na Irlanda.

Wicklow: além de rever amigos brasileiros, a Irlanda presenteia o turista com paisagens maravilhosas

Wicklow: além de rever amigos brasileiros, a Irlanda presenteia o turista com paisagens maravilhosas

Brincadeiras à parte, minha paixão por história foi o norte principal das minhas escolhas. Simples assim. Andar pela Europa é vivenciar o que aprendi nos livros, documentários e filmes épicos. Por isso, fiz questão de visitar campos de concentração e extermínio, visitar museus e galerias e andar até gastar a sola do sapato para chegar a locais onde a história foi escrita.

Como procuro ser organizado, usei um aplicativo chamado Trip-It para me auxiliar na missão. Gratuito, o app é uma mão na roda para os viajantes pois automaticamente capta informações de voos e ainda traça rotas marotas. O Couchsurfing, comunidade virtual que ajuda mochileiros encontrarem estada mundo afora, também me ajudou bastante. Pelo site, fiz anúncios simpáticos do tipo “Brasileiro negro  gato e bem dotado sensualizando nas esquinas da Cracóvia”.

Kassia Sikora, polonesa gente boa que conheci via Couchsurfing. Ao fundo, o castelo da Cracóvia

Kassia Sikora, polonesa gente boa que conheci via Couchsurfing. Ao fundo, o castelo da Cracóvia e pessoas olhando como se dissessem “Olha, um negro”

Com essa técnica suja e barata como o frango da KFC, em algumas cidades consegui encontrar membros do site que me mostraram os pontos turísticos e me contaram histórias. Em outras cidades, teve gente que nem ligou para a minha cara sorridente e meu convite para um passeio alegre e divertido.

Como já era de se esperar, não realizei tudo que tinha em mente porquê, no meu caso, a viagem ganhou novas opções. Nas ruas, conheci muita gente. A necessidade de se encontrar após se ver perdido, foi cabal para que fizesse boas amizades por onde passei. Sendo assim, por conta de encontros e desencontros, a viagem ficou ainda mais bacana. O fato de viajar sozinho e com uma câmera fotográfica no pescoço também conspira para novas amizades (Hey, can you take me a picture?).

Dilka, do Israel, e o mano argentino que esqueci o nome (ele torce pro Boca e falei que o Amarilla roubou meu Curintia)

Dilka, do Israel, e o mano argentino que esqueci o nome (ele torce pro Boca e falei que o Amarilla roubou meu Curintia)

Teve passeio noturno com moça de Israel e um hermano argentino pelas ruas de Praga. Visita à república de um estudante de Recife que vive com espanholas que falam francês mas são fãs de funk carioca (juro, quando entrei no quarto estava rolando Valeska Popozuda em alto e ruim som). Também houve encontro com uma simpática polonesa que estava com uma divertida negra americana (que namora um polonês). E também teve a doce tcheca que conheci na London Bridge (estávamos perdidos procurando uma outra ponte). Juntos, passamos 4 dias passeando por Londres (e a gente ainda se reencontrou em Praga).

Turistas fazem turismo

Turistas fazem turismo

Sim, foi deliciosa balbúrdia cultural que faria Hitler ter calafrios tamanha a mistureba de cores, crenças, visões políticas e sociais.

E a tal da civilização?

Na escola, a gente aprende que o mundo é dividido em mundos. Há os países de primeiro mundo, onde a vida é justa, digna, segura e a igualdade impera. Também existem os países de segundo mundo que, se não são tão bacanas, mas ainda provem uma boa qualidade de vida para os cidadãos. Por último, vem o terceiro mundo (é nóis), o bloco de países sub-desenvolvidos, conhecido por alguns como a ralé composta de gente que usa prego para dar vida extra a tira de Havaianas arrebentada.

Opa. Péra lá!

É claro que a Europa tem muita coisa melhor que o Brasil (até porque países como a Espanha se aproveitam até hoje dos respingos do leite mamado das tetas dos pobres colonizados). Nem é preciso ser gênio para sacar quão atrasado o Brasil está questões básicas como transporte, saúde e educação. Porém, a Europa está longe de ser perfeita.

O Tram é o bonde (não o do Tigrão) muito comum na Europa. É um sistema de transporte que seria muito útil no Brasil. Pena que o governo prefere ser amigo das construtoras de automóveis ao invés de pensar nas pessoas e no meio ambiente

O Tram é o bonde (não o do Tigrão) muito comum na Europa. É um sistema de transporte que seria muito útil no Brasil. Pena que o governo prefere ser amigo das construtoras de automóveis ao invés de pensar nas pessoas e no meio ambiente. Esse tram é de Praga

Por lá, vi gente pedindo dinheiro, ruas sujas, drogados e muitos europeus que se apoiam no assistencialismo governamental para ficar coçando o saco o dia todo. Vivemos em um mundo cão, então a perfeição só existe nas animações da Pixar.

No entanto, mesmo com todos os defeitos, a Europa (ao menos nas cidades que passei), mostra-se muito mais segura e justa que o Brasil. Embora eles não estejam preparados para lidar com o calor excessivo (o mesmo vale para a gente quando o assunto é a frio), a viagem foi muito agradável. Sem tentativas de roubo e assalto. Sem engarrafamentos e barracos.

Encontrei muita gente educada e gentil por onde passei, mas também sempre existe um safado para cruzar o nosso caminho (no meu caso, foi um indiano dos dentes cor de paçoca, em Londres). Admiro bastante os brasileiros amigos que dão um duro danado por lá. Aprendi bastante com esse povo bronzeado que mostra o seu valor nas gringas.

Meu amigo Shrek de Praga

Meu amigo Shrek de Praga

Outro fato a ser lembrado: mesmo estando em países e cidades mais seguras, é sempre bom ficar esperto com os pertences. O dito do “achado não é roubado” segue em vigor. Nos países do Leste Europeu, menos glamurosos, mas muito charmosos, mais uma vez tive a certeza clara de como o regime comunista falhou miseravelmente. As construções carrancudas e alguns monumentos da época dos tovarisch seguem em pé, mas nota-se o desgosto de certos povos em relação às ideias impostas por gente bigoduda como Stalin (que também matou muita gente inocente em seus gulags).

Uma senhora tomando banho na rua na Cracóvia. Ele não parece rica

Uma senhora tomando banho na rua na Cracóvia. Ele não parece rica

Acho que o comunismo é uma utopia danada, já que seres humanos já vem com o chip do egoísmo quando saem da fábrica e não topariam viver em uma sociedade em que toda menina usa o vestido vermelho da Mônica.

Todavia, as marcas do capitalismo cruel assolam alguns países por quais passei. Como já disse acima, tem muita gente na pindaíba. Creio que um sistema que equilibre assistencialismo e meritocracia seria muito bom para o mundo, mas aí eu estaria querendo demais, infelizmente.

Deixando um pouco de lado a foice, o martelo e os óculos Ray Ban, falarei das três particularidades que saltaram aos olhos na Europa.

1-Não estou nem aí para você pensa de mim

Na Europa, pelo menos por onde andei, as pessoas estão pouco se lixando se você está com a sobrancelha mal feita ou se sua camisa tem um furo no sovaco. O Europeu não parece ligar muito para a vida alheia ou o jeito que as pessoas se vestem. Óbvio que existem casos e casos. As jovens europeias mais belas que conheci são extremamente simpáticas. Mesmo as alemãs que costumam ser mais fechadas, mantém uma relação sadia. Eu não sofri o “Eu sou linda e europeia e você tem cabelo duro é latino e preto”.

Eu seria muito demagogo ao dizer que não existe racismo e xenofobia na Europa. Por mais que um brasileiro viva por muito tempo por lá, ele ainda será um estrangeiro. Não sofri nenhuma retaliação, mas muitas pessoas fazem julgamentos de acordo com as pessoas com que você anda.

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De boas, tomando um sol

Embora em alguns países os nativos não costumam papear no metrô ou no ônibus, é muito comum você iniciar uma resenha com seja lá quem for, independentemente do que a pessoa aparenta ser. A noção de nudez do Europeu é bem flagrante em alguns países. Como não ficar abismado com os velhos nus tomando sol em uma manhã de domingo num parque. Visitar uma piscina pública na Alemanha também me ensinou muita coisa.

Não vou entrar na questão do banho (já que dizem que o povo da Europa não é chegado numa ducha).

2-Sou velho, mas lavou tá novo

Esse item se aplica principalmente à Holanda, país que dá um exemplo de como tratar os mais velhos. Em Amsterdam, Rotterdam, Kinderdijk ou em outras cidades por qual passei, é muito comum ver anciões pedalando por todos os cantos, exalando saúde e alegria. Muitos vovôs e vovós também utilizam veículos automatizados para se locomoverem.

Envelhecer em Amsterdam deve ser maravilhoso

Envelhecer em Amsterdam deve ser maravilhoso

É muito legal! Na Irlanda, é bem comum encontrar gente mais velha em pubs, tomando uma cervejinha e debatendo futebol e rugby entre os mais jovens. Com certeza, Amsterdam é um lugar ótimo para se envelhecer. Quero ser Morgan Freeman de tamancos.

3-Igualdade é segurança. Se fizer caquinha, vai pagar

Por ter uma sociedade mais igualitária no qual o sapateiro é tão respeitado quanto o médico, alguns países da Europa vivem uma espécie de harmonia social, já que os salários não são tão diferentes. Sendo assim, não há porque viver na bandidagem vida louca (a não ser que o sujeito nasça pra ser Jeremias, o inimigo do João do Santo Cristo).

As crianças piram com o sol. O mais legal é que a polícia raramente anda armada

As crianças piram com o sol. O mais legal é que a polícia raramente anda armada

A sensação de segurança é confortante. É muito prazeroso estar às 0h na rua fotografando com amigos. Não consigo imaginar alguém roubando um tênis em Dublin, já que você pode comprar um boot batuta por módicos seis euros na Penney’s. Mostre me um cidadão que agride ou invade uma residência em Londres que eu te mostro um cara com muitos, mas muitos problemas para o resto da vida. Voltando à minha teoria que o mundo perfeito está apenas nos desenhos da Pixar, existem problemas de segurança pelo Velho Continente, mas eles são praticamente nada perante o conteúdo de 30 minutos de Programa do Datena. Fato.

E o que você viu de legal, Ronin? Bem, eu vi um montão de coisas.

Vi coisas estranhas como uma anã bêbada vestida de Smurfete no fervente Red Light District, em Amsterdã. Outra cena marcante pode ser conferida no link abaixo, mas já aviso que só pessoas fortes devem acessá-la. Não me responsabilizo por ataques cardíacos ou por possíveis paixões torrenciais, ok?

Clique aqui e seja feliz (ou nunca mais tenha uma noite de sono).

Na Polônia, por engano, tentei pagar uma garrafa de água com uma moeda da República Tcheca e ouvi poucas e boas do vendedor. Ainda na terra do Papa João Paulo Segundo, bati meu recorde pessoal: passei mais de 24 horas sem ver um negro. Quando encontrei um brother o abracei e convidei pra fazermos um pagodão.

Ah, e como eu quebrei a cara durante esses dias. Perdi um flash na Holanda e uma objetiva quebrou após um leve acidente no Subway (o de comer lanche) em Londres. Tive que desembolsar 150 Libras para um indiano safado que queria ganhar ainda mais em cima de mim (e o fdp colou a baioneta na lente. Por muito pouco não perco uma objetiva caríssima).

Mas, se contabilizar, ganhei muito, mas muito mais.

A anã cantora, agora sem a roupa de Smurf.  A reencontrei na frente de um cassino de Amsterdam

A anã cantora, agora sem a roupa de Smurf. A reencontrei na frente de um cassino de Amsterdam

As trocas culturais e as experiências vivenciadas, boas ou ruins, me ajudaram a voltar um pouco mais humano e sereno pro Brasil. Também estou menos paciente quanto certas frescuras e pessoas que acham que tem o Henrique Oitavo na barriga.

Bom, chega de lero lero.

Começando com o pé esquerdo

Antes de tudo, vou começar pelo começo. A viagem começou tensa por dois motivos. O primeiro foi um belo congestionamento na Marginal Tietê que, por pouco, não me fez perder o voo para Amsterdam, a segunda cidade a ser dissecada por este jovem viajante que vos escreve nesse singelo blog. Bem, após a correria para chegar até o terminal de voo e chegar a tempo, rolou uma intensa viagem de 12 horas de voo até a capital holandesa.

Ao chegar na Holanda, cometi um erro juvenil. Não sabia que minhas bagagens seriam despachadas  diretamente para o avião que iria para Londres. Para quem não sabe, aqui no Brasil, mesmo que você faça escala, é obrigatório que sua bagagem passe pelo pessoal da segurança. Bem, pensei que estivesse no Brasil e me dirigi para alfândega/imigração (já que havia uma placa que informava que o caminho mágico para as malas era passando pelas guaritas).

O tiozão que brigou comigo na rua. Nem tudo são flores

O tiozão que brigou comigo na rua. Nem tudo são flores

Parei no guichê, falei para o fiscal que estava indo para Londres de férias e todo blá, blá, blá. Ele me olhou desconfiado. Perguntou da minha profissão, das lentes que estava levando e tudo mais. Achei meio bizarro aquilo, mas enfim. Ele gentilmente pediu que eu o acompanhasse a uma sala.

Pensei: “Pronto, nem cheguei e os caras já estão pensado que eu sou terrorista ou algo assim”. Em holandês, ele falou algo para outros dois caras que estavam na sala. Pegou meu passaporte e enfiou numa máquina estranha. Ele era careca, a cara do vocalista do New Radicals. Em seguida, o cidadão começou a me questionar incessantemente: o que eu fazia da vida, o que eu ia fazer na Europa, quanta grana tinha comigo e enquanto tempo eu tinha planejado a viagem. Também me perguntou porque eu iria pro aeroporto Tegel na Alemanha. Eu só respondi “Porque era a única opção de voo, oras”.

Com o tempo passando, eu estava ficando irritado e preocupado porque se continuássemos a brincar de Arquivo Confidencial do Faustão,  iria perder meu voo. O fiscal perguntou se eu tinha um site ou cartão de visitas. Como James Bond Black, saquei meu cartão e entreguei para o guarda que estava próximo a um computador. Ele olhou, não entendeu muito, digitou a url e pediu que eu ajudasse a traduzir o site. A coisa já tava ficando hilária quando ele disse em alto e bom inglês “Ele fotografa políticos”. Nessa hora, para minha sorte,  surgiu um outro cara de preto que perguntou que diabos eu estava fazendo lá.

A Moncha, minha amiga tcheca, tentando se achar em Londres

A Moncha, minha amiga tcheca, tentando se achar em Londres

Eu já tava me sentindo o Morfeu de Matrix sendo interrogados por agentes.

Um pouco irritado, expliquei que fui buscar minha bagagem. Esse novo agente me disse que não era necessário, pois o mochilão fora despachado para o avião que rumaria para London London. Depois da afirmativa do funcionário do Schipol (o aeroporto holandês que é maior que todos os bairros da minha região), só me restou fazer aquele cara de impressora sem papel. Expliquei a ele a situação e disse que no Brasil a coisa é diferente. Os dois guardas que só faltavam perguntar qual era cor do cavalo branco de Napoleão, perceberam a gafe e asseguraram que eu não perderia meu voo.

O portão principal do Auschwitz e a frase "O Trabalho Liberta". Aula de história e um suco no estômago

O portão principal do Auschwitz e a frase “O Trabalho Liberta”. Aula de história e um suco no estômago

Ao justificar o acontecido, um deles disse que esse tipo de engano é muito comum, já que nos USA a política de bagagens e despacho é a mesma do Brasil enquanto o vocalista do New Radicals fazia uma cara de “Oh, eu não sabia, mano”. Saí da sala meio que bravo, meio que rindo com tudo. Aliviado por não ser deportado antes mesmo da viagem começar. Na saída, ofereci o cartão para o guarda e disse “Se precisar, tamos aqui” e parti pro meu portão.

Artista de rua na Grafton Str, em Dublin: todo mundo ganhando a vida como lhe convém

Artista de rua na Grafton Str, em Dublin: todo mundo ganhando a vida como lhe convém

Depois desse sufoco, eu já estava calejado para enfrentar a terrível imigração inglesa, notória como uma das mais complicadas e exigentes do planeta. Armado de meu passaporte virgem, simpatia e um inglês de dar medo, rumei para Londres. O filme “A imigração 2” vai ser exibido nesse mesmo bat blog, nesse mesmo bat-url. Vejo vocês aqui.

Abraços a todos que leram até o final,

Roniel, um sujeito suspeito.

Fotos aleatórias:

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Olha o clássico orelhão londrinho. Fazer foto do lado dele, só tampando o nariz. Esse treco fede demais (tanto que estão estudando removê-los)

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Foram tantos cães legais fotografados na viagem. Essa simpatia é de um casal de jovens holandeses que conheci no parque ao lado do Van Gogh Museum

O belo Allienz Arena, quase uma Rua Javari

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Quem visita o Pergamon Museum, dá de cara com os Portais da Babilônia. Sério, esses alemães foram ninjas demais. É uma obra babante

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Sério. Só em Londres para encontrar a Rebordosa com a camisa do Flamengo

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Pelo menos uma vez na vida, senti a sensação de como é pilotar uma BMW. Viva Munique

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Altas casas da luz vermelha em Praga. Passava na frente todo santo dia e recebia os mesmos convites

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A mais bela igreja que vi na viagem: Santa Maria, na Cracóvia

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Dentro de um bunker, o abrigo atômico caso algum americano ou russo apertasse a tecla de destruir o mundo. Esse abrigo está escondido em um antigo estacionamento em Berlim

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Uma jovem italiana estuda inglês e aproveita o verão no belo St. Sthepens Green, em Dublin

Ray Charles pedindo dinheiro na frente de um dos 19 moinhos gigantes de Kinderjink, Holanda

Ray Charles pedindo dinheiro na frente de um dos 19 moinhos gigantes de Kinderdijk , Holanda

Tonho da Lua fazendo escola no antigo Castelo de Dublin

Tonho da Lua fazendo escola no antigo Castelo de Dublin

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Autor: ronielfelipe

Jornalista e Fotógrafo

6 pensamentos sobre “Mameluco suspeito mochileiro das galáxias

  1. Num sei.. acho que vou deixar tds meus comentários pro in box
    MUITAS DUVIDAS KKK

  2. A sensação de fazer uma viagem dessas é de viver 30 anos em 30 dias, não é? Muito legal seu post! Como sempre! Bjs!!!

  3. Que massa mano…proxima vamos ver se consigo ir junto pra vc nao sentir saudades…Abrassss

  4. hehehe…mal posso esperar pelos proximos posts…Em tempo: cachorro “ninito”

  5. Viajar é preciso!!! Que sensacional, Roni. Pra mim, a melhor parte de viajar são exatamente as trocas culturais e as experiências que você também comentou.

    Tô aqui ansiosa pra saber sobre a Imigração 2 🙂

    Beijos, Sá.

  6. Muito legal seu texto e seu roteiro. Faltou ir a Budapest, a melhor cidade que conheci. Gostaria de morar lá :limpa, calma, cortada pelo Danúbio, com construções maravilhosas e, o melhor: 1 real vale 119 florins.

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