El Marronzito

Quando as pedras rolam, não tem jeito

4 Comentários

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Agarra a mulé, Amito

A vida é encontro e desencontro. Não é frase de Antoine Lavoisier, o cara francês  do control C, control V de “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.

É coisa minha mesmo. Vamos dar uma volta de DeLorean e voltar no tempo.

Dezembro de 2007.

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Olha a Lu Sales aí gente

Eu não tinha sequer um cabelo branco e passava a maior parte do meu tempo atrás de telas pretas gigantes enquanto conversava com indianos malucos. Eu já não acreditava no Papai Noel. Sendo assim, não poderia pedir ao bom velhote que me ajudasse com meu TCC. Estava a me formar em Jornalismo.

Num sábado de plantão na antiga firma, meu telefone Nokia 1100 (aquele mais resistente que a armadura do Antony Stark) tocou. Do outro lado era um paizão feliz e babão:
“Roniel, topa fotografar a festa dos meus filhos?”.

O então crescente gosto por Fotografia e a oportunidade de rever velhos amigos me fizeram esquecer completamente as barreiras logísticas e resumir tudo num “Topo!”.

No domingo, dia 16 de dezembro de 2007, saí de Hortolândia às 16h45, rumei para São Paulo até a estação Barra Funda e, de lá, tomei um “confortável” trem para Caieiras, cidade famosa pelas vistosas árvores que deram rios de dinheiro ao Tio Patinhas da Melhoramentos.

O amigo pai dos gêmeos Amilton e Isabela, marinheiro de de primeira viagem no mundo mágico da paternidade e camarada da saudosa Zumbi Cup (campeonato de futebol virtual onde marmanjos passavam  tardes comendo churrasco, bebendo cerveja e jogando Winning Eleven) é o Amilton Neves.

Eu o conheci em 2002, época que a minha tia ainda me chamava de Pelézinho e eu nem sabia o que iria fazer da minha vida profissional (não que hoje eu seja o senhor Você S/A).

Desde então, muita coisa mudou. Fotografei mais algumas vezes seus filhos (que nem devem se lembrar deste protótipo de Morgan Freeman que vos fala por meio de códigos binários). Nós deixamos de jogar a Zumbi Cup, eu passei alguns meses trabalhando como repórter e morando em Caieiras  e, apesar dos desencontros da vida, eu sempre encontrava o Amilton.

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Pri

Num desses reencontros mais recentes, ele me apresentou a Priscila, pessoa que ele conhecera durante sua juventude. Reza a lenda do amor que eles curtiram muitos shows de Rock and Roll juntos. Eu até gostaria de dar uma outra volta do De Lorean, mas a gasolina tá muito cara. Sendo assim, fiquemos com as lembranças do casal: grandes shows, rolês épicos na Galeria do Rock e metros de mullets. Aquela nostalgia gostosa.

Agora você, amiga leitora balzaca e fã de histórias fofas, me pergunta onde eles se reencontraram (no fundo você quer encontrar aquele carinha gatinho do colégio. Já está o imaginando a cara do George Clooney com colã da roupa do Batman).

Se você falou Facebook, Badoo, E-Harmony ou na Porta da Esperança, errou.

Amilton reencontrou a Pri num bar que toca o bom e velho Rock and Roll.
Sim, depois do mundo dar um monte de voltas (e põe volta nisso), eles se acharam, se identificaram, se apaixonaram e noivaram.

Como hoje eu creio que o Pokémon da minha fotografia evoluiu um pouco, assumi a responsabilidade de, mais uma vez, fazer parte de um momento bacana na vida do meu amigo palmeirense e contador de histórias.

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Resolvendo as diferenças sobre estilos de Rock

Com o cabelo diferente, mas a mesma voz de moleque, fotografei Amilton e a Pri numa E-session que tinha um único objetivo: serem eles mesmos ao som de rock!

Dessa forma, rumamos para o Estúdio Moita Maria, no bairro de Perdizes, na terra onde não existe amor (fato aprovado pelo rapper Criolo e negado veemente pelo casal roqueiro) para fazermos alguns cliques.

Além da Pri e do Amilton, participaram da seção a make up artist Lu Sales (que reencontrei depois de uns bons cinco anos) e a assistente Tita Viviane (que esteve comigo há algumas semanas no lançamento do meu livro em São Paulo). Ao som de boa música (sim, não rolou Michel Teló) nos divertimos e aproveitamos outras dependências do prédio para fazermos um ensaio ainda mais incrementado.

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Tá na veia

Incrível como a vida dá voltas. Incrível como apesar de todos desencontros, quando as pedras rolam, a coisa realmente dá certo.

Felicidades ao casal.
E sorte a todos nóis.
Mais encontros reais e menos desencontros virtuais.
O mundão bão agradece.
Let it be.

E, para fechar com chave de ouro, vamos de volta para o futuro com o Huey Lewis e a Banda com o “Poder do Amor”.

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😉

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Aproveitamos para fotografar além da sala de treino de Dragon Ball

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Só um pouco fã dos caras de Liverpool

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Mito Ramone

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Air Guitar é para poucos

mito4

Quando as pedram rolam, não tem jeito.

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Autor: ronielfelipe

Jornalista e Fotógrafo

4 pensamentos sobre “Quando as pedras rolam, não tem jeito

  1. Muito show as fotos e a história. Impressionante como as coisas evoluem e como os laços verdadeiros continuam sempre por perdurar.

  2. Casal lindo. Bela história. Encontros e reencontros. E a vida segue, como deve ser. Beijos. =)

  3. Lindo trabalho, Ro! Beijinhos

  4. Ae Maluco…curti muito a história e vou compartilhar…você só esqueceu de lembrar da sua chuteira mokassim de franjinha que fez um gol histórico e memorável em Campinas!

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