El Marronzito

Mecenas, vinde a mim

2 Comentários

É sempre assim.

O Trem da Juventude

Toda vez que o novo pinta, dizem que o velho está com os dias contados.
Quando o jornalismo online surgiu, disseram que a mídia impressa iria morrer seca, sozinha e tomando Chapinha em um quarto de hotel barato do centro de São Paulo.

Que nada! As revistas estão aí, assim como os jornais.

Outro exemplo: quando os tablets surgiram, disseram que os livros estavam com os dias contatos.

Balela!

Olha a mulherada lendo os contos eróticos de Sabrina nos circulares. Olha o menino franjundo emo lendo os contos do triângulo amoroso entre um vampiro emo, um lobisomem emo e uma menina ema.

A mesma lógica vale para os controles de videogame, para as Havaianas e para o Programa Silvio Santos. Ah, olha o Chavez que segue firme e forte encantando gerações com piadas mais velhas que a arte de espirrar de olhos fechados.

O que muito fotógrafo que se diz profissional não sabe é que, com a fotografia e a pintura, a história foi a mesma. Nos idos do século XIX, a fotografia começava a se tornar popular, mas deu de cara na tradição da pintura. Assim, fotógrafos não eram reconhecidos como artistas, mas sim como tecnólogos devido aos processos fisio-químicos para produção das imagens.

Como não poderia deixar de ser, houve opositores em relação ao novo. Para encurtar o papo, o final da história todos sabemos. Gente do naipe de Henri Cartier-Bresson, Robert Capa, Sebastião Salgado, Ansel Addams, Roniê Philippe (um baita fotógrafo francês negú comedor de angú) e tantos outros fizeram arte com a fotografia.

Não houve a morte da pintura. E cada um segue no seu quadrado
E, para alegria do capitalismo, as fotos passaram a ser vendidas como obras de arte. Algumas delas, com valores tão exorbitantes quanto as grande pinturas pintadas por gênios genias da nossa histórica história.

O artista visual Andreas Gursky faturou $4,338,500 ao vender sua foto entitulada “Rhein II”. Além de faturar a bolada, o alemão estabeleceu um novo recorde, pois, até então, a foto mais cara da história pertencia a Cindy Sherman. Eis a foto, que foi vendida por 3.89 milhões de dinheiros do Obama.

A foto mais cara da história

Nego teria que vencer alguns BBBs pra chegar lá.

Porém, aqui na terra do Mr. Catra e do Sarney, diferentemente da Europa, fotografia não é tão conhecida como obra de arte. No entanto, a coisa está mudando. Se por um lado muitos fotógrafos reclamam da prostituição fotográfica (do tipo “Book por 10 reais, mais 1000 impressões, mais massagem, mais duas Tele-Senas e mais um voucher para outra promoção), o mercado de fine-art segue a crescer.

Não vou passar horas aqui tentando dar minha concepção de fine-art, mas tem muita gente boa trabalhando com isso. Um exemplo é o grande Geraldo Garcia, fotógrafo carioca que montou o Imagem Impressa, um estúdio para impressão de imagens de alta qualidade.

Como entrar para esse mercado? Onde estão os mecenas?
Bem, existe várias maneiras, mas a principio é necessário ser criativo, ter projetos autorais e ter um conhecimento fotográfico que extrapole o básico. Por isso, ter cultura é essencial para qualquer tipo de fotografia. Ter bons contatos na área também é importante.

Há um mercado crescente aí.

El Bruxo del Caminito

Eu mesmo, que não chego aos pés do Roniê Philippe, aquele fotógrafo francês fresco primo do Anelka, já estou vendendo minhas imagens por aí. Já faz uns cinco anos que vendo fotos para algumas editoras e para Getty Images. Recentemente, entrei pra farra do Instacanvas, um mercado de fotos do Instagram, mas tenho sido procurado por colegas finos e cultos que querem comprar algumas fotografias. Olha minha galeria aí, povo.

O último deles, com muito bom gosto, escolheu algumas imagens minhas para dar um tom de beleza ao seu apê. Além da questão da grana, também é gratificante saber que seu trabalho e sua visão de mundo se tornam parte da história de uma pessoa. É a chance de ter pequenas exposições fixas e itinerantes ao mesmo tempo.

Atualmente, sigo negociando fotos com uma amiga paulistana e trabalhado em pequenos projetos de gente comum como eu, mas com boas sacadas. E assim vai. Ah, um outro toque para galera que fotografa: o 500 Px, aquele site que dizem ser 500 vezes melhor que o velho Flickr, vende por 500 Obamas uma foto sua impressa. Vejam direito no site como funciona a negociação.

Enfim…

Foto é arte.
Foto é presente.
Foto é futuro.
Foto é passado.

Tenho presenteado meus amigos com fotos e tenho vendido algumas imagens.
Tá certo que elas não são tão caras quanto a dos tops das gringas, mas tenho comprado algumas Tele-Senas com a grana obtida.

Fica dica para quem gosta de consumir arte e quem quer vender.
Se não der certo, ao menos tem BBB todo ano.

Eis algumas imagens que tenho separada para vendas. Ainda falta muita coisa urbana, mas é mais ou menos isso.

Metropolitana

Vertigem

Glorio Estandarte

Outono porteño

25th

Let the love rule

Pop

O mercado das flores

Reflexos da devoção

Menino do Rio

Anúncios

Autor: ronielfelipe

Jornalista e Fotógrafo

2 pensamentos sobre “Mecenas, vinde a mim

  1. Adoreeiiiiiii…sucesso. pra ti marronzito!!

  2. Excelente! Nada como o tempo para provar que certas suposições não fazem sentido!
    O que mais sinto falta nas fotos é da impressão. Sinto falta de levar o filme para revelar e depois ficar organizando álbuns de fotos…..as digitais me fizeram perder esse costume. O lado bom é que continuam eternas….. não precisarei ficar buscando fotos em baú….com rinite atacada…..rs
    #tovelha

    Sucesso Roni! Vida longa às fotos, fotógrafos e artistas!
    Bj

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