El Marronzito

As aventuras do Menino Marrom na Terra do Tonho Matéria

10 Comentários

Olhe para o alto e veja um belo céu e um arquitetura linda. Só tome cuidado para não esbarrar em algum gringo

Axé, meus painhos e minhas painhas. O El Negrito volta à ativa com um post temperado, com cheiro de xinxim, vatapá e acarajé. Sim, para aqueles que têm mais o que fazer ao invés de ficar acompanhado meus status no Feicebuqui, serei curto e grosso como uma peixeirada no bucho de um cabra da peste: passei quatro dias na Bahia, terra da Axé Music, do meau bechano, de Jorge Amado, Caetano, Betânia, Mãe Menininha, Irmã Dulce, Gil, Dodô, Osmar e do Tonho Matéria. Estive na capital Salvador para fotografar um casal americano (em breve os detalhes, assim como as fotos do ensaio, estarão disponíveis nesse blog ordinário).

Antes que algum engraçadinho me pergunte, não dei de cara com nenhuma celebridade baiana. Na verdade, eu só gostaria de encontrar o Tonho Matéria. Ivete estava em tudo que era lugar, mas em forma de cartazes. Não vi pessoalmente a tal Cláudia Milk e nem o Carlinhos Brown.

Olodum tá rico, tá pobre, tá reggae, tá rock e tá muito fofo

E o que dizer de Salvador, do meu cafofo baiano, do povo soteropolitano e das bebidas com nomes estranhos (encontrei uma bebida chamada Xoxota)?

Fiquei hospedado no bairro Pelourinho, que faz parte do centro histórico de Salvador. Amarrei meu jegue no excelente Albergue das Laranjeiras, que é vizinho da Escola de Olodum. Sim, se existe a Escola de Rock (ao menos no cinema), na Bahia existe escola de Olodum (espero que não vire filme do naipe de Cinderela Baiana).

Sendo assim, todos os meus santos dias na Bahia de todos os santos, foram marcados pelo barulho da batucada. Aí você, amigo paulistano workaholic, diz que deve ter sido horrível minha estada, uma vez que, supostamente, os baianos não trabalham e quando não estão dormindo numa rede preguiçosa, estão batucando até perderem as impressões digitais.

Nada a ver. Os baianos trabalham sim. Assim como os cariocas trabalham. É óbvio que existe exceções, mas isso é comum. O baiano é de boa, gosta de uma brisa é muito tranquilo e receptivo. Sempre digo que, por onde passo, tenho tido sorte, pois sempre rolam boas relações com os brasileiros, apesar das diferenças culturais.

Yes, we have baianas e trabalho também

Como Salvador é uma cidade essencialmente turística, em poucos minutos você descobre que o português-baianês não é a língua oficial do munícipio. O jeito gringo é coisa de pele, meus reis e rainhas. Se você não gosta de frutos do mar, evite Salvador, pois lá você vê camarão andado por todos os lados. É muita gente da bunda branca com aquele bronzeado que se você soprar, machuca. E os gringos estão por todos os lados do Pelourinho. Seja arriscando uns golpes estranhos de capoeira ou sambando de uma maneira bem, digamos, pitoresca. Mas, como tudo é festa, todos paga mico. Todos se diverte e no fim, todos fica feliz na Bahia.

Desta maneira, a mistureba de nações, línguas, classes sociais somada às belezas históricas de Salvador, fazem da cidade um lugar que deve ser visitado. Muitos amigos têm aquele preconceito bobo com o povo nordestino, pois dizem que o povo que vem pra Sum Paulo é folgado e abusado. Eu, sinceramente, não tive problemas.

Um dos lugares mais místicos de salvador: a sala das promessas e agradecimentos às graças da Igreja do Bonfim

Obviamente, como estou falando de Brasil, há sempre uma nota triste e há um contraste maluco na capital da ACMlândia, Na mesma rua que há uma joalheria famosa e franceses degustando pratos carrissímos, há gente pegando comida no lixo, há poucos metros. Luxo e lixo.

No centro, pode-se comprar uma calcinha sensual pra namorada. Com 10 Real você ainda compra um pen-drive de 2 mega para guardar aquelas fotos sensuais feitas com a Tekpix estilosa.

Culturalmente, como já mencionei, Salvador é uma cidade deliciosa. Igrejas fantásticas, esculturas lindas e uma arquitetura maravilhosa fazem o bom visitante passar horas olhando pra cima. Isso porque nem mencionei as belas pinturas e os artesanatos produzidos pelos artistas locais. Tudo muito colorido e alegre.

Um fato que pode irritar muito que vem de fora é o comércio exacerbado, uma vez que todo mundo quer ganhar algumas Dilma$ ou Obama$ com os turistas. Sendo assim, os comerciantes e ambulantes falam todas as línguas possíveis. Do contrário, inventam dialetos.

“Duiú uant piquitule?” – disse uma baiana. Se eu fosse cego, juraria que era uma chinesa.

O truque da fitinha do Senhor do Bonfim, no qual o vendedor lhe dá uma fita, mas depois lhe pede algo em troca é mais antigo que o império Magalhães. Uma tia baiacigana me parou na frente do Mercado Modelo e falou coisas tão boas da minha vida que me senti o sucessor preto do Steve Jobs. Assim que eu ficar rico, volto pra Salvador para pagar a colaboration que fiquei devendo.

Outro lance engraçado é que, em alguns momentos, alguns baianos pensaram que eu fosse americano. Vejamos: negro, magrelo, de black power redondo, brinco de pedra do camelô, com um colete estranho cheio de lentes, um Nike tamanho 42 e uma máquina com uma lente que parece o pipi do Kid Bengala. É gringo!

“Bahia is véri biutifú” – me disse sorridentemente um taxista, enquanto eu fotografava uma linda igreja.

Palhaço que sou, respondi “Aqui é Curintia, tio!”

Cidade alta e cidade baixa. Adivinhe qual é a baixa e a alta e ganhe uma fitinha do Bonfim

O sujeito respondeu com um sorriso maroto e ficamos amigos. Trocamos uma ideias de baiano pra baianamericano de araque.

Engraçado que quando fiz os rolinhos no cabelo, ninguém mais me chamou de gringo. Virei baiano dos bons. Só faltou por uma camisa do Olodum e fazer aquela pose maneira com o tambor.

Bem, há muita coisa pra contar, mas deixo que as imagens dessa mini-viagem falem por si. Conheci muita gente bacana aqui do Brasil mesmo: Sampa, Porto Alegre, Recife e um simpático casal de vovozinhos do Rio de Janeiro. De lá de fora, troquei experiências com pessoal da Dinamarca, Holanda, Inglaterra, USA, Argentina e do Sri Lanka (tá, esse último país não rolou, mas na estranharia encontrar um cingalês descendo as ladeiras do Pelouro). Afinal, na Bahia quase tudo é festa.

Quero voltar futuramente, mas como turista camarão black e ir para as ilhas que não pude ir, além de conhecer o Projeto Tamar e, quem sabe finalmente, encontrar meu ídolo Tonho Matéria. Fiquem com as fotos e muito Axé:

De um lado, uma suecona de lingerie. Do outro lado, um negro afrouniformizado. Mistura cultura é bem legal

O Elevador Lacerda, minha decepção em Salvadô: pensei que tivesse a vista livre para o mar. Nada. É só um elevadô grandão que sobe e desce

Olha a baiana poliglota

Orisvaldina é uma mulher de sorte

As originais, mas com um tempero especial

O povo baiano é muito simpático, de modo geral

Tive pouco tempo pra turistar, mas paguei meu mico como todo bom forasteiro

Essa pegada de Carnaval Popular é uma delícia. A banda com as marchinhas, o batuque da molecada e os camarões seguindo a música pelas ruas. Parece aquela história do Flautista de Hamelin. Esse sim é Carnaval

Para fechar com chave de ouro, o belo por-do-sol na praia da Barra

Ah, para você que passou o post todo pensando no Tonho Matéria, eis um vídeo do mestre:

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Autor: ronielfelipe

Jornalista e Fotógrafo

10 pensamentos sobre “As aventuras do Menino Marrom na Terra do Tonho Matéria

  1. Você com certeza encontrou alguem famoso, só não reconheceu…

    olha qm vc chama de idolooooooo ¬¬

    mas te amo msmo assim kkkkkkkk

  2. Realmente: ORISVALDINA é uma mulher de sorte… Bahia, por do sol lindo, cores maravilhosas e um homem q não se importou de tatuar o nome in-tei-ro nas costas!!! ORISVALDINA, vc é a nega!!! kkkkkkkkkkkkkk
    Ah! Pretinho!! Como sempre: TU-DO DE BOM VC!!! bjo bjos

  3. Que belezinha!! Que delicia amore!
    Saudade de vc.

    bjão

  4. Não sei quem é Tonho Matéria, mas a foto da gringa de lingerie ao lado do negaõ eu curti muito!
    Dica da Paula: se vc tem amigo que tem preconceito contra nordestino, pelo amor, desfaça-se deles !
    Texto bom de lêr ! E entendo pq acharam que vc é gringo: vc é diferente. E isto é um elogio!
    beijo, muleque !!

  5. Tonho Matéria ídolo dos meus tempos de menino na Bahia. Muito boa referência.

    Sensacionais as fotos, até as mais simples, como a da casa amarela com o céu azulão. Parabéns!

    Prefere Salvador ou o Rio?

  6. Adorei!
    🙂
    xodades do c

  7. Muito Bom!! Ótimos clicks!!

    Foi feliz na escolha das paisagens, cenários e motivos!! Adorei.

  8. SEmpre maravilhoso…escrita e fotos!!!!

    Parabens Amigo!!!!

  9. Até onde sei…Tonho está fora do Brasil….mas se naum fosse isso, c/ certeza cruzaria c/ ele…é uma pessoa super simples e acessível…
    Adorei o click do gringo e do afro…assim como os pés da moçoila e do “aafrodescendente”
    Ia me eskecendo do batuqueiro mirim….p/ naum falar do resto…delicia de ver e ler…como sempre!!!

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