El Marronzito

A vida segue o curso

9 Comentários

“Plantar uma árvore, fazer um filho e escrever um livro”.

Sim. Sou um santo de menino

Não sei quem é o pai ou mãe dessa frase, mas tenho certeza que não é da Clarice Lispector ou do Caio Fernando Abreu. A citação “acima citada”, geralmente anda de mãos dadas com o velho papo do que devemos fazer em nossas vidas. Como sou o Kadafi deste blog – que não aceita revides rebeldes nem RBD – , tomo a liberdade para falar da minha relação com essa distinta máxima.

Vamos começar pelo fim. Meu livro finalmente está próximo de ser lançado. Acelerei o processo porque creio que o dia do juízo final está próximo, uma vez que coisas estranhas têm acontecido nos quatro cantos do mundo. “Negros Heróis: histórias que não estão no gibi” vai sair, meu povo. Se não sair, podem me chamar de Marivaldo Aquinágua.

Para que ser Paulo Coelho se posso ser Paulo Cesar Caju?

Fazer um filho.

Bem. Eu poderia ser pagodeiro, jogador de futebol ou backing vocal do Mr. Catra, mas enveredei outros caminhos. Eu não tenho filhos porque a vida assim não o quis. Sigo com meus Comandos em Ação e meu Playstation 3. Gostaria de adotar um Playmobil Preto, mas é mais fácil achar um boneco do Justin Bieber.

Olha a Maíra Bonilha. Se formou comigo em 2007, mas só agora que nossos caminhos se cruzaram

Em seguida, vem a história de plantar uma árvore. Sei que o fiz há muito tempo, quando era um guri que não penteava o cabelo para ir ao saudoso colégio Antônio Fernandes Gonçalves (o AFG, também conhecido como Aluno Fedendo Gambá). Eu, Roniel Felipe, bicho-homem que joga papel no lixo, fiz a minha parte. Mudem e corram atrás de mudas, pessoal.

Mas será que é justo me sentir o novo Chico Mendes por ter plantado apenas uma árvore? Como um ser humano pode falar que tem filho se não sabe o que é responder perguntas que só as crianças fazem? (até porque videogame não fala… ainda)

Pensando bem, creio que tenho plantado várias árvores e, de certa forma, ajudei a algumas pessoas terem filhos. Eu também avisei para que muitos amigos se cuidassem evitando crias, mas o post é sobre a vida e não um programa anti-crescimento demográfico do governo do Maranhão.

Com as singelas aulas de foto que ministro, tenho plantado uma sementinha em muitas pessoas (não, não pense sacanagem, por favor). Já faz um tempo que tenho dedicado meu tempo livre às aulas particulares de fotos. “Ronin, você ensina o cara a ser fodão, avassalador dig, din, din?”. Não. Eu passo um pouco do que tenho aprendido nesses poucos anos de labuta. Não importa se a pessoa vai largar o salário polpudo e se jogar no mundo como fotógrafa ou vai desistir depois de me aturar. Importante é a troca, a vivência e as risadas.

Com minhas alunas, tenho aprendido e ensinado. São pessoas legais, que não me levam maçã para as aulas (até porque eu não tenho uma mesa), mas têm se empenhado muito em aprender. O bom de ensinar é que sempre estou revendo conceitos e acabo me atualizando. Para vocês verem que não é balela esse lance que minhas alunas mandam muito, posto algumas fotos das aulas e das minhas crias.

Ah, e o lance do filho? Bem. Embora eu seja um homem solteiro (momento drama), tenho feito papel de cupido às vezes. Quando eu apresentei o Fernando (o cara que foi meu maior rival no Winning Eleven) para a Grazi (a mina motoqueira gente boa do cursinho), jamais poderia saber que teriam um filho e que, nove anos depois, eu estaria fotografando um pouco da alegria do Léo. Na verdade, eu nem saberia o que seria de mim.

Quando seu filho perguntar com nasceu, mostre uma foto dessas no qual o papai voa como um rinoceronte que tomou ecstasy sobre a indefesa mamãe

Como eu poderia saber que um dia eu escreveria um livro, plantaria pequenas árvores fotográficas e, de certa maneira, iria ajudar numa história de amor que resultou num menino alegre?

A vida é isso aí. Mudança. Change. Esquadrão Relâmpago Changeman.

E que sigamos plantando, semeando e escrevendo.

Obrigado a todos por fazerem parte da minha história.

Algumas fotos das aulas e da festa:

Alunas, fotografem essa flor até ela mudar de cor duas vezes. Agora!!

Olha a bela Isa Beatriz, a modelo que me ajudou na última aula com a Má. Foto: Maíra Bonilha

Ti menino lindo do Tio Ronin (a cara do pai quando moleque jogador de Winning Eleven)

Eu, Michele Nega Maluca e a Célia Bambi Girl. Aula das mais banacas num sábado de sol em que alugamos um caminhão pra comer feijão

Quando falta modelos profissas, apelamos para os amigos cobaia. Na foto, Filipe Chiba Chao, o Xiba

É assim que uma mãe moderna consegue que seu filho estude química

Outra boa sacada da Má e um belo salto da Isa. Eu sou o cara que segura um dos flashes pra chefa

E que diria que 9 anos depois, eu estaria fotografando a cria do casal. Blackcupido ou Blacupado?

Cenas que marcam durante as aulas: um menino com cara de mau e seu patinete infernal

E o professor boboca testando o rádio flash atacava novamente

Esse foi o homem que apresentei pra Grazi, mãe do aniversariante. Nem mesmo a tatuagem e a camisa de lutador de jiu-jitsu livram o sujeito de uma interpretação tensa. No mais, graças a essa foto mostro que, como cupido, sou um ótimo fotógrafo

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Autor: ronielfelipe

Jornalista e Fotógrafo

9 pensamentos sobre “A vida segue o curso

  1. Vivendo e aprendendo, né maninho!!!
    Vc se sempre me surpreende!!! As fotos ficaram sensacionais!!!!
    Te amo mano!
    Beijos

  2. Nossa, não acredito que o filho do LF tá desse tamanhão..lembro dele pequenininho…putz..tô véia mesmo!

    E o livro, hein! Que orgulho, Roni! Você vai autografar a capa do meu exemplar? rs…

    Torço por você (já sabe, né?)

    Beijo

  3. O feijão no algodãozinho, brotando dentro do copinho, pode ser válido como “plantar uma arvore”? hehehehe se sim, só me falta um filho! kkkkkkkkkk afff…
    Como prof, como amigo, como escritor, como cupido, vc é sempre tudo de bom!!!
    bjos querido…

  4. roninho, você é o melhor professor de fotografia!!! obrigada pelas aulas e pelo carinho. fiquei super feliz com o resultado e com sua companhia!!!! e amei as fotos. haha um beijão!

  5. Eu sempre falo que o Roni é o cara que tinha TUDO pra dar errado na vida, com N variáveis favorecendo isso. Mas o que o faz assim tão maravilhoso é o fato dele ter ido totalmente contra o curso natural das coisas… Roni, você é responsável, distorcidamente, pelo meu relacionamento, mas também por tantas outras coisas mais que só me fazem feliz e me fazem acreditar cada vez mais que SIM, A VIDA VALE A PENA!!!

  6. Uma filha eu já tenho, plantei árvores e espalho as maia varidas sementes por aí.. só o livro que nunca pensei….. vendo exemplos como esse seu… dá um certo orgulho Viver… e saber que cada coisa faz diferença na nossa ou na vida alheia! Obrigada pela Leitura!!

  7. Eu quero ir no lançamento desse seu filhooooo!!
    eusheauehauea
    sucesso!

  8. Muito divertido e ao mesmo tempo nostálgico esse post…
    Mas eu fiquei com uma certa angústia, eu nunca plantei uma árvore, não tenho filhos e tampouco escrevi um livro… acho que por isso ainda mereço muitos e muitos anos de vida pra realizar todas essas coisas, né papai do céu? rs
    Ps: Sempre adoro seus textos.

  9. sensacional,quando seu livro estiver nas bancas nao tenha duvidas meu amigo terei o maior prazer de ler,acredite que o passado com seus erros e acertos serve como lição para a vida presente e o presente atua como uma grande oportunidade que se projeta para um futuro brilhante sucesso pois voçe é merecedor forte abraço e DEUS te abençõe

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