El Marronzito


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Quando os meninos viram homens meninos

Parece que foi ontem, mas não foi.

Isso é de 2003. Note que as pessoas mais inteligentes sempre ficam no extremo

Isso é de 2003. Note que as pessoas mais inteligentes sempre ficam no extremo da foto

Era o primeiro dia de aula do curso de Jornalismo da PUC Campinas e minha segunda tentativa de me formar na área, já que eu havia falhado miseravelmente na primeira tentativa (nem vou contar a história mexicana do sujeito que não conseguira a bolsa prometida e ficara endividado até a Copa de 2014). Bem, o ano era 2003 e as pessoas ainda faziam piadinhas sobre o Corinthians não ter ganho a Libertadores e médicos cubanos eram figurantes em “Diários de Motocicleta”.

Faculdade nova, novas oportunidades e novas descobertas. Lembro que no primeiro dia me direcionei ao fundo da sala onde havia uma galera mais jovem e nerd. Arranjei uma carteira entre os juvenis e logo conheci um japonês cabeçudo como o gato robótico Doraemon.

O que me chamou atenção no jovem era seu senso de humor cheio de sarcasmo e ironia, além de muita inteligência (diga-se de passagem, essa última característica é cada vez mais rara no Jornalismo).

Ô, o Renatão casou...Ô, o Renatão casou...

Ô, o Renatão casou…Ô, o Renatão casou…

Como alguém lá de cima mexe os pauzinhos e o improvável acontece, logo o menino marrom da Vila Bela se tornou amigo do menino japa do Cambuí. Apesar de termos origens tão diferentes e sermos pessoas de realidades completamente opostas, ainda éramos jovens estudantes de Jornalismo, fãs de quadrinhos e literatura e, obviamente, aficionados por games. Amizade não tem cor de pele e nem preferência por plataforma de games (Renato sempre foi pczista, eu consolista)

Durante a faculdade, por diversas vezes o japonês cabeçudo me ajudou. Seja nas caronas para o menino bolsista que, no tempo das vacas anoréxicas, tinha bastante problemas para se manter no curso. Fizemos trabalhos juntos, jogamos Playstation 2, discutíamos sobre livros e zoávamos coleguinhas de classe (tá, os caras pediam).

Até no meu TCC (sim, aquele livro chamados Negros Heróis: histórias que não estão no gibi), o oriental brincalhão teve participação (eu estava em casa terminando de editar o livro e, se não fosse meu amigo Doraemon, não teria entregue o TCC a tempo).

Enfim.

O nome desse sujeito é Renato Abe, mas como amizade masculina é sincera, sempre o chamei de várias formas: Renatão, Japa, Renato ABC, GB, Paid Bitch, Sumarudicu e tantas outras maneiras carinhosas e impublicáveis neste blog familiar e de princípios que encheriam de orgulho o Marco Feliciano.

Após dez anos de amizade, finalmente vejo o noivo com o cabelo penteado (prazer que nunca lhe darei)

Após dez anos de amizade, finalmente vejo o noivo com o cabelo penteado (prazer que nunca lhe darei)

No dia 25 de Setembro Agosto de 2013, tive mais uma vez a chance de fazer parte da vida do meu irmão de olhos esticados e um pouquinho mais avantajado fisicamente. Renato, que é a ovelha oriental negra de uma família que optou pela Medicina é jornalista (sim, falei de novo para ressaltar sua escolha corajosa) e se casou com a Dra. Silvia, uma doce neonatalogista (pediatra que cuida de bebês bem bebês mesmo), que também é filha da PUC.

Como disse no parágrafo anterior, lá estava eu como amigo, fotógrafo, convidado e cronista de um dia daqueles de encher os olhos de marmanjo de ciscos até eles chorarem. Geralmente, quando sou contratado para fotografar um casamento é porque as pessoas acreditam no meu trabalho e gostam do que eu faço. No caso do Renato, rolou uma responsabilidade extra já que os familiares dele me conhecem desde quando as pessoas não me chamavam de Seu Jorge.

Olha a Dra. Silvia se preparando para o grande momento. Spray (não de pimenta) nela

Olha a Dra. Silvia se preparando para o grande momento. Spray (não de pimenta) nela

Para me auxiliar nessa missão de fotografar o casamento que envolve uma família japonesa (o que significa que haveria muita gente fotografando o tempo todo), estrategicamente escolhi uma segunda fotógrafa muito especial: Lilian Higa. Embora ela tenha olho da japa, cara de japa e cabelo de japa, a Lilian é muito japaraguaia e extremamente talentosa (confiram aqui seu último projeto).

Com o time completo, variado culturalmente e mais confiável que as Carnes Friboi, mandamos ver nos cliques.

Embora o Renatão estivesse desconfiado que o tempo iria estar feio (até pensou em alugar aquecedores, tsc, tsc), o dia foi maravilhoso e tive a sorte de fotografar um dos casamento mais bacanas que já presenciei. Todo casamento tem um quê de especial e o casamento de gente amiga, que adoro de coração e que sempre me auxiliou quando precisei, não tinha como não ser diferente.

Creio que como eu, todos têm a impressão que o Renato nasceu pra Silvia e a Silvia tem superpoderes pra aguentar esse japonês grandão de coração enorme. Parece clichê de novela das nove, mas quem os conhece, sabe que não estou fazendo doce.

Quando as pessoas riem do fotógrafo

Quando as pessoas riem do fotógrafo

Divertido como não poderia deixar de ser, já que o noivo é um fanfarrão, o casamento teve momentos de muita descontração. Com olhos brilhando, a Dra. Silvia disse que o Renato é uma pessoa muito boa, sem egoísmo e que sempre tenta ver todo mundo bem. Eu, com os olhos por trás da câmera, concordei com cada sílaba. No altar, ela também disse que Renato é um fofo e todos os presentes sem encantaram. Por sua vez, Renatão, sempre muito bom com as palavras, resumiu a dona da pensão como  “espetáculo”.

Frases bem colocadas e certeiras que marcaram um dia de céu azul, muita foto (sim, tinha muito japoneses na festa mesmo), papos divertidos, um pouco da tensão pré-casamento e reencontro com gente que eu não via há muito.

Creio que a minha missão foi cumprida com êxito. Aos noivos e amigos, desejo toda felicidade do mundo pois são pessoas que realmente se merecem. Nem é preciso ser gênio para captar essa conexão bacana (pediatras gostam de crianças, logo a Silvia se encantou com o Renato).

Ah, não posso deixar de mencionar a máquina Polaroid que os noivos disponibilizaram para que os convidados pudessem levar retratos para casa. Nos divertimos muito (claro que eu também entrei na dança e guardei uma foto para lembrar para sempre desse dia tão bacana).

"Olha você no vídeo da retrospectiva"

“Olha você no vídeo da retrospectiva”

Um abraço para os Abe e para os Rodrigues, famílias que nos receberam muito bem (inclusive a tia do Renato que disse que meu nome é nome de anjo).

Um beijo pra Silvia e um abraço meu japa cabeçudo predileto. Obrigado por ser meu amigo, cara.

Felicidades mil pra todo mundo. Chega de falar.

Eis alguns cliques:

Dança dos artistas

Dança dos artistas

O noivo contando piadas para Dona Áurea, sua mãe

O noivo contando piadas para Dona Áurea, sua mãe

Silvia já passou a usar a magia da multiplicação

Silvia já passou a usar a magia da multiplicação

Olha o Renato quando era pequeno. Olha a lata desse fofo

Olha o Renato quando era pequeno. Olha a lata desse fofo

Após o momento de tensão, um relax na limousine

Após o momento de tensão, um relax na limousine

Renato é fofo. Silvia é espetáculo. Roniel é o Seu Jorge

Renato é fofo. Silvia é espetáculo. Roniel é o Seu Jorge

Muito bom ver os amigos queridos realizando sonhos

Muito bom ver os amigos queridos realizando sonhos

Tá no sangue a fotografia. Não tem jeito

Tá no sangue a fotografia. Não tem jeito

Apesar da preocupação com o clima, o dia foi lindão

Apesar da preocupação com o clima, o dia foi lindão

As amigas dras. da dra. também fizeram a festa no salão

As amigas dras. da dra. também fizeram a festa no salão

Pre-par-ra

Pre-par-ra

Smack

Smack

Quando a foto vale mais que mil palavras do El Marronzito

Quando a foto vale mais que mil palavras do El Marronzito

Longe do plantão. Uhu

Longe do plantão. Uhu

Viva, viva

Viva, viva


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Hoje é dia dos casados

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Erich e Cacau SAL

Eu ia ficar quietinho, mas não consegui.

Hoje é dia de amor no ar. Hoje, aquele casal de pombos que você tanto odeia por ter defecado na sua roupa nova, se tornará um casal de pombos albinos fazedores de arco-íris. Eles voarão por aí transformando as manifestações pelo aumento do valor da passagem de bus/metrô em Sampa e no Rio em manifestações da mais pura paz e amor. A truculência da tropa de choque dará lugar à leveza do “não-provoque-é-cor-de-rosa-choque”. A quebradeira vai ceder vez a qualquer clássico do Lionel Richie ou do José Augusto.

É o “mais amor por favor virando realidade”. É a bolsa borboleta no estômago.

Tá, parei de devaneios. Chega. Voltemos ao mundo real.

Hoje é dia dos namorados. Embora seja uma data comercial, não dá pra deixar de lado as emoções do final de semana. “São tantas emoções”, diria o rei Roberto “esse cara sou eu” Carlos. E lá vou eu contar mais uma vez uma história.

Numa das incontáveis viagens pra São Paulo, terra da garoa e do transporte público caro (só perdendo pra Campinas), conheci uma menina magra, alta e de olhos claros (não é sueca não). Simpática que só, descobri que ela era fisioterapeuta de um hospital de SP e já havia sido modelo (contrariando o clássico “sou modelo, apresentadora e jornalista)”.

Cacau é o apelido da magrela que superou meus 1.78 cm.

Bem, para variar, no dia que a conheci a Camila Bueno (o alter ego da Cacau) eu estava acompanhado da minha namorada Canon e fotografando. O encontro se deu numa festança de um amigo jornalista.

Cacau, escondendo a tenção com careta

Cacau, escondendo a tensão com careta

Na ocasião, conversamos sobre foto, culinária, futebol, rimos pra caramba e no fim da noite (já era dia), ao lado de uma turma que tinha como integrante o Amilton Neves (o cara do Rock and Roll deste ensaio), saímos da inesquecível festa (teve sapato jogado da janela do 13 terceiro andar, visita da PM e muita alegria) e fomos comer pastel na feirinha de Pinheiros

Apesar dos pesares de trampos e distância (como se SP fosse o Acre em relação à Campinas), mantive o contato com a Cacau, que também é atriz.

Como a vida é engraçada e o cara lá de cima escreve nossas histórias de forma muitas vezes irônicas, os encontros com a Camila Bueno sempre foram  épicos. Quando eu estava de Lenny Kravitz de Carapicuíba (sim, eu me vesti de astro preto do rock pra uma festa temática), ela estava de Barbie Girl (aquela do Aqua, não a da Kelly Key, por favor). Em outra ocasião, numa outra festa maluca, ela estava vestida de Princesa Lea de Star Wars e eu estava muito gato de Jules Winnfield, personagem icônico de Samuel L. Jackson no clássico Pulp Fiction.

Como esse grande mundo é muitas vezes tão pequeno quanto um Kinder Ovo (aliás, o Kinder Ovo está cada vez mais caro), encontrei a Cacau e seu então namorado, Erich Brants, no casamento da Flora e do Richard, evento épico realizado aqui em Campinas. Quem quiser ver as fotos põe o dedo virtual aqui.

Depois da tensão, vem a zoeira

Depois da tensão, vem a zoeira

Resumindo o rolo. A noiva Flora, que eu já conhecia há anos, se casou com o Richard (que mora em Munich e eu nunca tinha visto). O Richard é primo do Erich que, por sua vez, namorava a Cacau. Resumindo de novo. A Cacau casou (repita a frase dez vezes sem dizer  “Cacau causou” e ganhe um caro Kinder Ovo).

E como a vida dá voltas, eu estava lá da mesma forma que conheci a Camila Bueno: magro, cabeludo, falador e com uma câmera nas mãos (tá, eu estava muito mais elegante de terno e gravata, mas isso parece papo de homem desesperado pra arranjar uma namorada no dia de hoje). A noiva também era a mesma. Brincalhona e espontânea, porém tão emotiva quanto o final de “As Pontes de Madison”.

Foi uma honra fotografar uma noiva tão bonita, chorona e que foi extremamente carinhosa comigo em todas as ocasiões que nos encontramos. Eu costumo dizer que a vida é encontro e desencontro. Talvez tudo tenha um porquê (inclusive a alta do preço do Kinder Ovo). Acho que era pra eu estar lá, de uma forma ou de outra. E assim seguimos.

A pequena dama de honra

A pequena dama de honra

Ah, também foi muito bacana conhecer a mãe do noivo/marido. É muito legal alguém te parar na festa e dizer “Admiro muito o seu trabalho. É inspiradora a forma que você conta as histórias”. Geralmente, as pessoas me param pra perguntar se eu fiz o comercial x porque tem um negão de blackpower parecido comigo.

Enfim.. Felicidades pra Cacau e pro Erich (que não atenderam o meu pedido de se casarem vestidos de Princesa Lea e de Obi-Wan, mas deram um verdadeiro show).

Tudo de bom, gente. Agora eu vou assistir Ghost na Sessão da Tarde.

Até a próxima história.

As moças japas do cabelo colorido são boas de produção

As moças japas do cabelo colorido são boas de produção

Alguém furou o dedo

Alguém furou o dedo

A legenda é por conta de vocês

A legenda é por conta de vocês

Vestido, vestido meu. Existe noiva mais esguia e chorona que eu?

Vestido, vestido meu. Existe noiva mais esguia e chorona que eu?

Erich e os belos votos

Erich e os belos votos

O abraço no brother

O abraço no brother

Mercado cada vez mais concorrido

Mercado cada vez mais concorrido

;)

;)

Cacau casou, Cacau casou (repita)

Cacau casou, Cacau casou (repita)

O x pro Ronin

O x pro Ronin

Censurado para menores

Censurado para menores

C de Camila e E de Erich. Sim, sou um gênio

C de Camila e E de Erich. Sim, sou um gênio e saquei as letras

As criança pira

As criança pira

Olha a alegria da pessoa ao saber que o champagne não é Sidra Cereser

Olha a alegria da pessoa ao saber que o champagne não é Sidra Cereser

Um beijo pra selar a união. Tudo de bom

Um beijo pra selar a união. Tudo de bom

Erich, um cara com a grava torta e a Cacauziita

Erich, um cara com a gravata torta e a Cacauziita (foto: Hara Fotografia)


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Eu digo sim, 2013

Sim.

Se eu estou aqui escrevendo e você esta aí lendo, significa que não acabou.

“Não acabou o quê?”, questiona o leitor impaciente.

Ora, o mundo.

Se o mundo não acabou em barranco para morrermos encostados, significa que o trabalho segue dando trabalho. O tal de 2013 chegou com tudo. Além de eu finalmente parir meu filho preto e culto “Negros Heróis: histórias que não estão no gibi”, livro-reportagem que será lançado no próximo dia 19, janeiro é o mês do primeiro casamento do ano.

Sorria, os Maias estavam errados

Sorria, os Maias estavam errados

No dia 5, ainda queimado pelo mormaço do céu de Floripa, estive ao lado dos auxiliares Ly Park e Renato Neves fazendo a cobertura fotográfica do casamento da Renatinha Lopes e do Luke Riberto.

Dando sequência ao projeto “Casaozamigos”, reencontrei a noiva, que ainda trabalha na mesma multinacional que eu abandonara para viver no fantástico mundo do Texto e da Foto. Minha emancipação acontecera em 2008, quando um monte de gente que partiu dessas para melhor, ainda era viva.

Um detalhe interessante desse casamento foi que a Renatinha sempre me disse que, quando fosse casar, eu seria o fotógrafo. Na verdade, eu sempre escuto isso vindo de algumas mulheres (até hoje, só um homem me proferiu tal frase).

Porém, nós, fotógrafos, somos um tipo de Gremlins que se multiplicam. Como motoboys, grupos de pagode e sucessos sem nexo do sertanejo universitário, diariamente pipocam novos fotógrafos de casamento no mercado.

Tem para todos os gostos, estilos e preços.

Em dia de casamento, homem pode puxar homem pela gravata numa boa

Em dia de casamento, homem pode puxar homem pela gravata numa boa

Lembro que, quando passei meus valores para a noiva, ela disse que iria batalhar para conseguir fechar comigo, já que sempre gostou do meu trabalho. É muito legal quando alguém confia na gente e não abre mão de sua opinião.

Como podem ver, a Renatinha fez valer sua vontade (mesmo eu sendo mais custoso que as opções lhe oferecidas). E, como não poderia deixar de ser, vesti a camisa e fiz o meu melhor para que a torcida ficasse satisfeita (momento jogador de futebol).

Enfim. To feliz por começar o ano com o pé direito.

Chega de falar e vamos as imagens desse dia tão bacana.

Um grande beijo para a simpática avó da noiva.

Soube que ela não gosta de tirar fotos, mas comigo estava toda toda e ainda dizia que fazia questão de sair bonita nas imagens. Quando a gente faz com o coração, acaba atraindo coisas boas e pessoas idem.

Um super 2013 para todos.

Olha meu livro aí, gente

Ah, em tempo…

Recebi as estatísticas do blog no ano de 2012.

O post mais popular do ano passado foi o casamento da “Flora e do Rich”, seguido pelo post “Não pago pensão, mas clico seu filhão”. A medalha de bronze foi para o casamento da Elizama e Fabrício, com o post “Endai auais lovi u”.

E, para variar, as palavras que trouxeram mais pessoas aqui, além de fotos de casamento, foram Paola de Marco e Sabrina Sartori (eita povo que não pode ver uma mulher bonita).

Não posso fechar o post sem meu momento Maguila e meu agradecimento super especial às leitoras Mariana Barbosa, Sandra Nascimento, Leidiana Palma, minhas musas que sempre passam por aqui e deixam seu recadinho.

As minas são vocês. E o cara não sou eu.

O bom moço fotógrafo pega água pra moça noiva nervosa

O bom moço fotógrafo pega água pra moça noiva com sede de casar

A dança do estica e puxa

A dança do estica e puxa

Oi

Oi

Sim. Eu lembrei da clássica frase  "Eu sou rica!"

Sim. Eu lembrei da clássica frase “Eu sou rica!”

Sapadinoiva

Sapadinoiva

Cerimonial em ação

Acho que esse casal do quadro revive todo os finais de semana o dia deles

Acho que esse casal do quadro revive todo os finais de semana o dia deles

Luke prometeu não acordar a esposa quando for ver Fórmula 1 de madrugada

Luke prometeu não acordar a esposa quando for ver Fórmula-1 de madrugada

Abraço de mãe é tudo

Abraço de mãe é tudo

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Olha os avós simpáticos da noiva. Destaque para a avó da Renata

Recém-casados e bastante clicados

Recém-casados e bastante clicados

Um por amor, dois por dinheiro

Um por amor, dois por dinheiro

Os amigos do noivo inovaram. Alguém pediu um pedaço da cueca do cara. Reflitamos

Os amigos do noivo inovaram. Alguém pediu um pedaço da cueca do cara. Reflitamos

Yes, we can

Yes, we can


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Everbody mama mia

Passar trote a dois é bem mais bacana

O ano era 2006. Esse auê de fim do mundo não existia e meus amigos me zoavam porque o Corinthians não tinha sequer uma Libertadores. Eu era estudante de Jornalismo da PUCC e tinha uma missão: escrever uma história/perfil de qualquer pessoa tendo por base o Jornalismo Literário. A chefa que me incubiu do trabalho foi Márcia Fantinatti, minha mestra, professora e eterna esposa de mentirinha (com quem hei de me casar um dia se o mundo não acabar).

Mais perdido que um fã de heavy metal no show do Mr. Catra na favela da Rocinha, acabei procurando uma colega de trabalho para me ajudar. Italiana de nascença, Elisa Raimondi falou que seus pais, também nascidos na terra da pizza, tinham uma história de vida fantástica. Fui até eles, os ouvi, me apaixonei por aquele jeitão italiano, escrevi o perfil do casal Raimondi e tirei nota dez no trampo.

O tempo passou, eu deixei de tirar nota dez em tudo, passei a fazer mais foto do que texto, mas eu nunca esqueci o jeito bacana e hospitalidade do Seu Giuseppe e da Dona Anna Raimondi. Geralmente, tardes bacanas com pessoas idem sempre ficam guardadas na nossa memória. Todo repórter adora uma história bacana.

Hoje, após todo esse tempo, os reencontrei em uma data especial. Foi dia de fotografar o casamento de um dos seus filhos. O bambino Ângelo (leia-se com aquele sotaque italiano) foi o noivo da vez. Sua senhora é a divertida e simpática Cíntia Gianini.

Sim, foi um casamento tipicamente italiano e com todos aqueles trejeitos do povo que fala com as mãos. E sim, foi uma tarde bacana com gente idem, e que ficará guardada na minha mente e na cabeça loira da minha querida assistente, Priscila Rodrigues.

A bela Capela São Sebastião

A cerimônia aconteceu na Capela São Sebastião, uma linda igreja construída em 1883 e tombada no começo dessa década que vivemos (se você acha que a igreja caiu e mesmo assim as fotos foram feitas lá, aconselho que vá ler sobre história da arte). Pequenina e antiga, mas extremamente bem conservada, a capela, localizada no Distrito de Sousas, Campinas,  é fantástica em todos os sentidos.

Se um dia eu for casar, farei o máximo para que meu casamento ocorra lá (só cabem 50 pessoas no recinto, portanto podem começar a parcelar o meu fogão de 4 bocas).

Os noivos, como já andei falando nas comunidades sociais, sem dúvida formam um dos casais mais animados que já fotografei na minha vida. Mais do que felizes, eles demonstram aquela sincronia de duas pessoas que realmente se encaixam (se você pensou sacanagem, suma do meu blog e vá ler aquele lixo de “50 tons de Cinza”, seu tarado).

Demorou, mas chegou

Além da beleza da igreja, também rolou um mini-ensaio nas redondezas. Para nossa alegria, sempre há personagens engraçados que compõe a nossa história. Dentre eles destacamos:

O mendigo boa praça da praça: bêbaço, o cidadão acompanhou o casal durante o ensaio, teve seu momento de guarda de trânsito (ao pedir que os carros parassem para que a noiva atravessasse a rua) e ainda disse que se lhe déssemos um qualquer, ele garantiria a nossa paz. Não dava para entender nada que ele falava, mas espero que ele fique bem.

Stop, in the name of love…

A curiosa da ponte das pilhas perdidas: enquanto fotografávamos em uma ponte, uma transeunte interrompeu a seção fotográfica. Ela chegou de mansinho, olhou para o casal e, sem muita cerimônia, perguntou se eles eram noivos.  A sorte é que noivos tolerância zero são raros.

“Não. Somos inimigos mortais e estamos pagando uma aposta após perdemos no truco para nossas respectivas avós”

“Eu sou gay e estamos casando de mentirinha. O fotógrafo negro lindo que é meu homem de verdade, moça”

“Não somos noivos. Isso é uma pegadinha do Silvio Santos. Olha a câmera ali”

Bem…enfim. Talvez a ponte receba muitos ensaios fotográficos de grifes de noiva. Vamos pensar que sim antes de chamar o Master of Obvious.

Olha ele aí

Vocês são noivos? Hein?

Ah, minutos antes da senhora fazer essa pergunta, houve um pequeno acidente que resultou na perda de duas pilhas recarregáveis. O flash se desprendeu do suporte, caiu, de um duplo twist carpado e as pilhas passaram entre os vãos da madeira da ponte, chegando ao rio e despedindo-se do papai Roniel para sempre.

Acidentes acontecem.  O amor acontece. Reencontros épicos acontecem. Perguntas sem nexo também.

Após o ensaio, fomos para o belo Restaurante Ca’di Mattone onde rolou a recepção. Teve música italiana, vinho italiano, comida de origem italiana e muita alegria e emoção afro-italiana.

Belo ristoranti

Tarde toda dez! Fiquem com algumas fotos que eu vou jogar Super Mario e comer um pedação de pizza porque eu também son de dio mio, manos e minas.

Abraços.

Felicidades ao casal, aos familiares e a todos envolvidos na festa.

Construída em 1883, a capela é encantadora

Glória Raimondi foi uma das responsáveis pelas belas músicas da cerimônia

Aquele momento que precede o casamento (e que alguns homens pensam em fugir para o Congo Belga)

Casal que não precisa de direção é guiado pelo coração

:P

Senhora Gianini Raimondi

Ê, Macarena! Hey! Só de olhar essa foto eu caio na risada

Yoga time

???

Ao lado de um homem grande numa grande foto, sempre há uma grande mulher numa imagem feita com uma lente grande angular

Assim eu me sinto quando o fotógrafo diz que estou liberado pra curtir o meu casamento

<3

Um beijo intenso


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Endai auais lovi u

Dueto do bom

Saudações, caros leitores deste singelo e quase abandonado espaço virtual. Cá estou para narrar mais um dia bacana. Sim, para os amorosos e apaixonados de plantão, hoje é dia de post sobre entrelace matrimonial. Dessa vez,  o papo reto é sobre o casal Fabrício e Elizama, membros da Igreja Batista.

Como todo casamento tem uma história e, diferentemente das novelas da Globo, sempre há algo de novo para ser contado. Desta vez o destaque é a música.

Se você, caro amigo leitor fã de Glee e High School Musical já está imaginando um casamento no qual até o fotógrafo interpreta Michel Teló em inglês, sinto…mas você errou.

O legal de casamentos evangélicos é que, muitas vezes, o talento dos noivos vai além de dançar, jogar o sapinho ou fazer com que o tio pão duro pague R$ 50,00 por um pedaço de gravata. Quem fez bonito mesmo foi a noiva que mostrou toda sua capacidade vocal. O maridão (no momento da cantoria eles já tinham feito o passa anel de gente grande) foi para os teclados.

Aqui não tem esse negócio de maquiagem não, mermão

Um outro detalhe desse casamento, é que dessa vez eu não acompanhei a noiva no tradicional make up. Sendo assim, desta vez eu não pude fazer as terríveis perguntas que costumo fazer para as moças (tipo: Então, será que ele está te esperando na igreja ou esqueceu o casamento porque tá jogando Winning Eleven com os amigos?).

A bela Elizama não passou por essa tortura. Porém, como trabalho pouco é bobagem, estive ao lado do macho. E digo, make up de macho não existe. É troca de roupa mesmo, barba feita com navalha e testosterona exalando pelos erupções da pele (porque esse negócio de poros e cútis não é coisa de homem que assume compromisso e deve trocar o gás da casa e abrir embalagens para sua esposa).

Após um “leve” atraso, a noiva chegou chegando em um belo Galaxy 500, um luxuoso carango do tempo em que Dondon jogava no Andaraí. A igreja estava lotada. Aliás, uma nota, os fotógrafos familiares estão cada vez mais modernos. Tinha até uma senhora com um Ipad registrando tudo. Na hora lembrei do mano que foi fazer fotos de um show segurando um Macbook Pro. Também tinha um pequeno fotógrafo que mostrou que tem futuro pra coisa.

Enfim.

Olha a senhoria do Ipad

Noite quente, emoções quentes, boas fotos e um clima muito gostoso.

Ah, como meu segundo fotógrafo oficial passou por uma cirurgia (dizem que foi troca de sexo, mas ele jura que teve problemas no apêndice), optei por chamar a gente boníssima Ligiane Braga para a ingrata missão de ser minha segunda fotógrafa. A Giovanna Romaro foi como aprendiz e fez as fotos do make da Eliza (e também derrubou meu flash me deixando mais tenso que a noiva).

Apesar do corre-corre, tudo deu certo. Destaque para as fotos feitas do alto. Havia um ângulo bem bacana, mas uma parte do belo templo estava em construção. Imaginem se o povo da foto não foi lá se aventurar e sujar a calça lindamente.

Creio que o talentoso casal vai ficar muito contente com o resultado.

Felicidades aos noivos e a todos envolvidos direta ou indiretamente no evento. Depois de ontem, escolhi que só vou casar com uma mulher que cante bem. O processo de audição de “Endai auais lovi u” será aberta.

Viva o amor…principalmente ao amor bem cantado. Ah, na quinta-feira a galeria de fotos estará pronta.

Eis algumas cliques meus. Os das meninas em breve estarão disponíveis:

O mak…digo, a troca de roupa do noivo

Amar garidas. Sim, o trocadilho é péssimo, mas a foto mostra um pouco da bela decoração do templo. Aliás, são crisântemos. Obrigado, Dani Ivasse por me avisar do erro

A moça que também cantou bonito

Se você viu a foto e pensou naquela música do Kenny G (sim, aquela do comercial do Motel), suma do meu blog

A noiva demorou

Mas chegou

Canta muito, canta muito

Enfim, o casal

Lógico que aproveitei para dar um rolê de Galaxy. Pimp my wedding

Meus pezinhos, meu pezinhos (tá, eu sei que são os dedinhos, mas o blog é meu)

Pintou um clima

Dizem que a felicidade é uma rosa. Concordo muito

Abraço de mãe é sempre bom

Olha a Igreja aí

Saída triunfal sem capotes, micos e gafes (essas ficaram para os fotógrafos). Felicidades ao casal


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S&Z

O riso veio da piada

Agora é de praxe.

“Lá vem o Ronin com aquele já batido papo de fazer parte da história da vida de pessoas com suas fotos. Certeza que ele vai vir falar da trajetória de uma pessoa conhecida que é amigável e que, depois do mundo girar feito a saia da Sandra Rosa Madalena, acabou fotografando o casamento dessa pessoa”.

Essa é um pensamento possível na mente cruel, fria e calculista dos leitores que dormiram de calça jeans número 36, e que acompanham meu trabalho. Mas é sério, gente. Esse lance do mundo rodar e a gente cair de paraquedas na vida das pessoas é pura realidade. O camarada Nicolau Copérnico nem precisou consultar o Google para saber que o mundo dá voltas.

Após muitos giros, os personagens da história de amor de hoje se encontraram. Antes de tudo, explico que embora tenham sobrenomes um tanto estranhos para a terra dos Silva, Santos e afins, o casal Suwelack & Zilberleib é coisa nostra.

SZ se conheceram na faculdade, mas a vida, por motivos que nem o sabichão Copérnico saberia explicar, tratou de separar seus caminhos. A Zilberleib (nome que só aprendi a pronunciar perfeitamente ao ouvir a simpática juíza do casamento) é carioca da gema, com sotaque carregado e ainda mora em Campinas, cidade conhecida pela escola de cadetes da parede da cor da Pantera-Cor-de-Rosa.

Por sua vez, o nosso amigo Suwelack, mora em Munique, na Alemanha, terra do chucrute e do Ozil, aquele jogador que parece ter nascido em Springfield. Eu sei muito pouco sobre o noivo, mas ele ganhou minha admiração por se casar vestindo uma camisa de uma banda de Rock and Roll.

O noivo e o Eddie

Porém, se você mulher que gosta do Michel Teló e do Roberto Carlos e acredita que um homem que usa uma camisa do Iron Maiden em seu casamento é um troglodita, sinto dizer que você caiu do cavalo. O “S” protagonizou um dos momentos altos da noite ao ler um texto de sua autoria que falava exatamente dessa coisa louca que é a vida: a gente passa muito tempo do lado da pessoa, vai morar em outro continente e na frieza da internet, encontra o calor do amor (ui, parece letra do Wando). A noiva chorou com as palavras, guardadas carinhosamente no smartphone do maridão.

Ah, a menina Zilerbeib chama-se Flora e, por muitas vezes, abusei de sua sapiência. Centrada, ela tornou-se uma espécie de conselheira em um momento complicado da minha vida. Foram horas de papo e, apesar dos desencontros, sempre foi muito bacana ter aquela prosa que só conseguimos manter com pessoas com sobrenome estranho.

A cerimônia e a festa aconteceram em sua casa e, como não poderia deixar de ser, tinha muita gente conhecida, pois trabalhei na mesma firma que a Flora (o que significa muitos “Roni, tira uma foto nossa que tu me deve”). Até mesmo um casal de amigos de Sampa apareceu para provar que o mundo é um Kinder Ovo.

Momento “I Will Survive”

Como não poderia deixar de ser, foi uma noite daquelas passando pelo taxista maluco que me levou até o evento em 30 minutos, o bico que a noiva fez durante uma foto e a notícia da gravidez de amigona que é esposa de um amigão (futuros clientes vem aí).

Ah, antes que me esqueça, o noivo Rock and Roll “S” chama-se Richard.

Enfim, que a vida continue a nos brindar com desencontros homéricos que acabem em histórias de amor com final feliz (se eu comecei o texto com A de amor, tinha que terminar com Z de Paz).

Tudo de bom pra Flora, pro Richard e para seus familiares.

Eis as fotoZ:

Depois que vi esse bico, pensei que não iria mais ter casamento. Juro

Risos quando a juíza anunciou o novo nome da noiva

:P

Adultos, bah

As mina pira

Forró familiar

Risada ‘Usurpadora’

Todo noivo deve fazer o curso de como cortar o bolo

A galeria completa das fotos está aqui.

Ah, e visitem e curtam minha Fan Page no Facebook, povo.


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Santa santidade batedora, Batman

My preciousssssssssssss

Quanto mais cabelos brancos surgem na minha cabeça, mais acredito naquele papo que nada na vida é por acaso. Sim, eu sei que esse discurso parece letra de música romântica dos anos 80, mas é sério. Tem gente que acredita muito na tal batida dos santos.

A batida dos santos, para você que imaginou o São Pedro saindo no tapa com o Santo Antônio, não tem nada a ver com a versão do Programa do Ratinho na Santa Ceia. Eu quero falar da química, da aproximação natural que se dá entre duas pessoas. Também não to falando de romance mela cueca ou da paixão arrebatadora quando você vê aquele mano segurando aquela caixa de mp3 com um pen drive ou aquela periguete que, quando te vê, desce.

Falo de amizade mesmo.

De ser dar bem de primeira porque as forças do universo ou o Papai do Céu assim quiseram. Ele olhou e disse: Adriana Patrício, tu, que é especialista em revisão vai trabalhar com Tecnologia da Informação e será a rainha dos indianos. Nesse cenário pitoresco, lotado de gente puxa-saco e horas de trabalho extra aos finais de semana, você encontrará um sujeito magro, de cabelo de mola de isqueiro e falador. Vocês se tornarão amigos…

Catapimba, plutf, zoom e qualquer outra onomatopéia que vocês tenham em mente.

Deu no que deu.

Tá certo que quando o santo bate, não tem jeito. Por sermos amantes da literatura perdidos em um complexo mundo de números e símbolos (tipo a Matrix), ficamos amigos. A moça grandona que ia buscar lanche para gente aos domingos de prisão e sem direito a visitas, me estendeu a mão ao dizer que me ajudava com meu livro. Não cobrou sequer um centavo (até porque como operador da IBM eu não tinha nenhum centavo mesmo). Eu era imortal pois não tinha onde cair morto.

Como a Dri não suportou a vida de operadora de sistemas, abandonou o cadeião, por onde permaneci alguns anos cumprindo minha pena por sumir com o capecete do Playmobil de um menino fresco do prezinho. Continuamos a nos falar via email, a nos ver esporadicamente e fazermos parcerias de trampo (apesar de eu ser jornalista, tenho um sério problema com vírgulas, crases e ainda tenho acne de monte).

A Dri conheceu o namorado Plínio e foi morar no Rio. E não é que, depois de um tempão sem vê-la fui encontrá-la na terra do Zé Carioca? Durante o Show do Viva Favela conheci o Plínio. Engraçado pacas. rês paulistanos do interior no Rio. Eu campineiro (porém, macho), o Plínio da terra do puro creme do milho verde e a Dri de Americana.

Mais uma prova que, apesar dos pesares, amigos continuam amigos, por mais que os caminhos sejam outros. Por fim, a Dri continou a me ajudar com revisões (agora eu já era um ex-presidiário e já pagava bonitinho) e fiquei muito feliz quando ela disse que eu iria fotografar seu casamento.

Como segurar seu homem na hora H

Após cinco anos de amizade das boas, calhei de participar do desencalhamento da encalhada Adriana Patrício. Em suma, eu, fotógrafo encalhado, fotografei o casamento de uma das pessoas mais bacanas que conheci na IBM.

E rolou.

E foi dez.

E a mãe do noivo disse que daria uma surra se eu não comesse.

E o juiz do cartório praticou bullying comigo ao me informar na frente de todos os convidados e noivos de quais ângulos as fotos ficariam melhores (só faltou ele dizer “me dá essa máquina que você é moleque).

É realmente maravilhoso saber que quando estivermos velhos gagás, nos lembraremos dessas deliciosas coincidências da vida. É incrível como em apenas um dia a gente conhece tanta gente legal e cria pequenos laços eternos.

Eu não sei quem será a próxima amigona a casar. Nem quando, nem onde e nem com quem. Só sei que esse negócio do santo que bate é realmente forte. E aquele papo que as pessoas não se conhecem por acaso, realmente me faz pensar quão bom é viver.

Viva a vida.

Viva os santos batedores.

Viva os noivos.

Viva a amizade.

E um viva especial ao tiozinho do cartório que dizia “Desse ângulo fica melhor” e ainda ordenou os noivos repetirem o beijo para que a foto ficasse do jeito que ele queria.

;)

 Ah. Para quem quiser ver mais fotos do casamento, é só clicar aqui

Eis as fotos:

Véi, na boa. De quem é esse pé?

A sobrinha da Dri e o juiz que me "bulinou"

Fomos no belo Engenho Central engenhar um engenhoso ensaio

Os concorrentes fotógrafos da festa estavam bem criativos. Saquem a técnica para atrair o olhar da criança

Como não cortar um bolo

"Beija a mão dela agora", ordenou o juiz ao noivo. Ao fundo, os pais se divertem com tudo

As crianças pira em Pira

Felicidades mil ao casal


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O mundo é um ovo de dinossauro de Itú

Eu, em 2000 e alguma coisa (foto de Bruno Silva)

O ano, 2003.

O cenário, uma feira do troca-troca. Bem, se sua mente suja pensou em sexo, errou, caro leitor fã da Rita Cadillac e que lamenta o fim das “Brasileirinhas”.

O cenário era uma feira onde pessoas trocavam de tudo. Desde vinis do Amado Batista até álbuns de figurinhas da Copa de 90. “Feira do Rolo” era o nome dado ao escambo livre, que acontecia nas manhãs de sábado e domingo, fronte ao Teatro Castro Mendes, na Vila Industrial. A cidade, Campinas, terra de machos.

Ali, em uma manhã de domingo, estava um menino magro de dar dó e careca como como vocalistas pagodeiros dos anos 90. Também estava ali, acompanhada do pai, uma menina de olhos esticados como oriental, de fala doce. Moça bem educada.

Os dois tinham algo em comum. Eles não estavam lá para trocarem nada, mas sim fazerem reportagens para o curso de Jornalismo da PUCC (Puta Universidade Cara de Campinas, segundo os endividados). Jornalista bacana quando vê outro jornalista bacana, mal bate o olho no sujeito e já sai falando pelas ventas.

Feira do rolo: um bom lugar para fazer amigos e ainda descolar um Atari 2600

A menina de beleza sútil e o menino magrelo bateram um papo. Após descobrir que ele também pensava em ganhar o Pulitzer, o Oscar do Jornalismo, a menina entrou em pânico. Sua pauta poderia cair diante aquele intruso. “Você não veio fazer matéria para o Jornal da PUC, né?”, questionou a moça, temendo ter caído do cavalo.

O menino marrom respondeu: “Não. É uma matéria para uma disciplina do primeiro ano”. Imbróglio resolvido. Ambos carregavam máquinas fotográficas. Ela, uma máquina manual bacanuda. Ele, uma Genius G-Shot, que além de ser pior que uma Tekpix, ainda emitia um som irritante a cada clique.

Eles voltaram a se encontrar novamente nos corredores da PUC. Papos rápidos no laboratório de informática e na redação modelo, repleta de pseudo-modelos, celebridades e aspirantes a uma vaguinha no BBB. Seus caminhos se cruzaram por mais algumas vezes. O menino marrom da máquina digital irritante soube que menina do olho esticado da máquina manual era uma fera do Jornalismo. Era só falar que a conhecia, e as pessoas desmanchavam-se em elogios.

A vida de ambos tomou rumos diferentes. Ela virou demógrafa. Ele virou um tipo de faz tudo da comunicação. A descoberta das metamorfoses se deu via internet, onde encontramos aquelas pessoas bacanas que não vemos há muito. Na Zuckerbeguelândia, se encontraram e trocaram algumas mensagens.

E, após oito longos anos, eles se encontraram frente a frente. Só que desta vez,  o menino tinha uma câmera bacana nas mãos e muito, muito mais cabelo. Ela, tinha um sorriso lindo, olhos brilhantes, a alegria dos familiares e amigos e não desgrudava de um sujeito boa pinta.

Olha aí a foto que fiz pra matéria de 2003. Reparem na qualidade das cores da minha saudosa Genius

O cenário do reencontro também tinha vinis, mas esses faziam parte da decoração das mesas. O tal reencontro se deu em um clube da pacata Avaré, cidade do interior de São Paulo.

Lá, a menina Ana Carolina Berto se casou e deu um novo passo em sua vida, agora ao lado de Caio Felipe, seu marido bom de cozinha. O cara é mestre cuca, chef, rei da cozinha.

Lá, o menino marrom fotografou, sorriu, se divertiu e, de certa forma, se emocionou ao ver como o mundo da voltas malucas.E assim a vida segue, cheia de surpresas deliciosas que mostram que o mundo é um grande ovo de dinossauro de Itú.

Não sei dizer se as coisas acontecem por acontecer, se é destino ou se Deus joga xadrez com os peões humanos que não podem ver uma popozuda passando diante à obra. Só sei que essas deliciosas coincidências me deixam com um sorrisão. Que elas repitam muitas e muitas vezes, afinal, é muito bom fazer parte da história das pessoas.

Parabéns pra Carol, pela pessoa esforçada e bacana que sempre foi. E por se casar com um homem que sabe fazer croissant.

Parabéns pro Caio, que terá ao seu lado um ser humano encantador.

Parabéns pra Ligia, colega de profissão que conheci no dia da festa e que foi xavecada por um senhor de 94 anos.

Ah…parabéns pro senhorzinho que mostrou que nunca é tarde para o amor.

Olha o Casal Santander aí

Caipirinha de Kiwi, essa eu quase bebi

Se seu noivo não dá essa risada maléfica ao casar, duvide de seu amor

Olha a demógrafa chorona

Ícone do coração aqui

Melhor foto do dia. Foi pra relação das fotos do ano

O chef mostrando como se prova um bolo

Enquanto as noivas jogam bouquets, sapos e miniaturas de santos, os homens agora jogam homens para que outros homens os peguem. Juro

"Olha aqui. Você cuida bem do meu neto, senão..."

Enquanto isso

;)

Amar é em Avaré


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O marmanjão do Croc e a irmã da Periketty

Não é um bolo de aniversário

Nada como começar um post contrariando as tradições. Assim, venho bradar aos quatro cantos do planeta que o mês das noivas não é maio, mas sim, setembro. Sim, caros leitores e leitoras que amam vem um vestidão branco e um homem vestido de pinguim: trata-se de mais um texto sobre entrelace matrimonial. Dessa vez, as vítimas deste sórdido Menino Marrom são Gil Casanova e Keila Lucão.

Mas quem são esses dois? Nunca vimos o nome deles nos créditos da novela. Seriam a nova versão de Wilson & Soraia? Não. Vamos lá. Vamos ao momento flash-black.

Gil e Keila e o casamamento final de novela das 9h. Teve na sexta e reprise no sábado. Todos assiste

Bem, a primeira lembrança que eu tenho do Gil é o Croc. Sim, me refiro aquele sapato, sandália ou sei lá o quê que mais parece a máscara do Jason, o cara que mata os casaizinhos safados nas noites de Sexta-Feira 13. Quando eu era um peão da tecnologia da informação, por diversas vezes cruzei o caminho de um cara alto e com cara de mafioso italiano calçando Crock no corredor da firma. E eu sempre pensava com os botões A e B do meu inseparável Game Boy Advance SP: “Que porra é essa, mano? Um homem desse tamanho com esse sapato de criança fã de Ben 10!”

E quem diria que um dia eu iria fotografar seu casamento?

A simpática Keila acabou chegando até a mim por indicação da sua irmã Ketty (que eu costumo chamar de Periketty) e por ter visto algumas fotos que fiz no casamento de um grande amigo sumido e ausente. Keila viu, gostou do trabalho, me mandou um sinal de fumaça e combinamos um papo no Frans Café.

Como eu já conhecia o Gil pelo Croc e a Keila por ser muito parecida com sua irmã, o papo rolou super tranquilamente. Mostrei meu portifólio, contei as costumeiras lorotas e aproveitei para falar mal da ex-firma também.

Olha o coroinha style de All Star. Mocassim é para os fracos e mimados

Desde o começo, o casal depositou toda confiança no meu trabalho, e isso é muito importante. Ah, diferentemente dos grandes eventos porpurinados que há por aí, o entrelace dos pombinhos da T.I. teve dois lances simples, mas muito bacanas:

1-Na sexta, antes da data oficial, rolou uma cerimônia em uma igreja singela e agradável. Clima gostoso, pessoas conversando sobre o Curintia na praça, o coreto bagunçado, o coroinha calçando All Star, uma bela lua e a benção do padre deram um clima especial à noite de sexta-feira.

2- A noiva foi vestida e maquiada por sua mãe.

Oras, mais do economizar vários dinheiros da Dilma, também existe a questão emocional muito forte. Quem aqui não lembra quando a mãe nos vestia (algumas vezes, ridiculamente) para irmos à escolinha? (Se sua mãe faz isso pra você até hoje, por favor, saia do meu blog).

Maquiagem feita por mamãe no salão do fundo de casa de mamãe

Bem, agora voltando ao mundo do glamour (agora entra a musiquinha chata do Flash White do Amaury Jr.), a celebração de sábado aconteceu no belo Salão Imperial, também em Americana. Obviamente, estive lá correndo feito uma barata tonta, me sujando com o bem casado da Tia Cida, reencontrando velhos conhecidos da IBM e fotografando um pouco. Anna Assis, minha ex-assistente e Orestes “Chubi” Polisel também marcaram presença no evento.

Que mensagem do noivo nada, tava rolando um Angry Birds, isso sim

Ah, eu também fiz uma coisa muito feia nesse dia, mas não vou contar que quase acabei com a festa ao tentar subir num poste de iluminação quase o derrubando. Tudo pela fotografia.

Bem, o importante é que ninguém se machucou, que todos estão felizes, com saúde e relaxando os pés com seus respectivos Crocs, após uma noite das mais agradáveis.

;)

Felicidades ao casal, parentes, penetras, ibmistas e ao poste que ficou firme e forte.

Paz.

Make up caseiro tem lá o seu charme

Gil esperando para ser chamado para casar (de novo)

E olha a benção do pároco da paróquia

Keila are you ok, Are you ok Keila?

Ajudar a noiva? Nem pensar

Só na mordomia do carrão

E mais uma passa anel de gente grande registrado

Gil, mesmo com o joelho contundido, mandou bem na Valsa

Para alegria das crianças do Brasil, dessa vez não houve buquet assassino

Pose para o pessoal do vídeo aproveitada pelo pessoal da foto

Mais um fichado na delegacia do amor (uiiiiiiiiiiiiiiii)


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Tipo Eduardo & Mônica

Flores em você...ta nã nã nã

“Eu sou negro, magro e estarei lá na praça de alimentação. Qualquer coisa, é só ligar no nove dois onze…”

Você, leitor ou leitora, que já marcou encontros virtuais no Shopping Center conhece bem esse tipo de descrição. Na verdade, muitas vezes as pessoas tendem a mentir quando o assunto é o primeiro encontro após algum tempo de contato virtual.

Eis um dos momentos da vida do seres humanos em que é impensável deixar cair a peteca.“Olha, é nosso primeiro papo, mas independentemente do que vier acontecer, quero que saiba que sou cleptomaníaco, tenho halitose e adoro usar a roupa de mulher gato da minha irmã periguete”.

Obviamente, esse tipo de coisa não acontece. Todos “esconde” o ouro.

O primeiro encontro é decisivo para muitas coisas em nossas vidas. E, embora eu não me lembre com exatidão como o casal Rick e Eri chegou até a mim, recordo-me do nosso primeiro papo. A frase com que abro esse post é minha. A enviei para a Erivânia para confirmar que sou negro, magro e que estaria no local marcado para batermos um bom papo e eu mostrar um pouco do meu trabalho.

Doçura para os noivos

E, foi assim que aconteceu. Atrasei-me um pouco, como de costume. Cruzei o caminho do casal em um corredor de shopping. Logo eles pensaram “Negro ele é. Tem um físico de maratonista queniano”. Foi o bastante para nos reconhecermos, sentarmos, conversamos e a porcaria da bateria do meu laptop acabar enquanto eu falava pelos cotovelos.

Hoje, com alguns meses passados, eu ainda continuo com o físico de chassi de grilo, mas posso dizer, sem qualquer tipo de demagogia, que sou muito feliz por ter feito parte da história dos também magrelinhos Luis Henrique e Erivânia, agora senhor e senhora Ribeiro.

Até quem eu não é de chorar, chorou. Reparem o Obama à sua esquerda

Eu não sou tão bom quanto o Fábio Jr. ou a Gretchen para falar de casamento, mas eu tenho certeza que o cara lá de cima fez o Rick pra Eri e a Eri pro Rick. Com a confiança do casal em meu olhar, vieram novos papos, ideias e o divertidíssimo ensaio pré-casamento no Hopi Hari (se você não viu as fotos, por favor, estou lhe convidando gentilmente a pressionar a tecla ALT + F4 para você concorrer uma viagem pra Cancun).

As meninas que me acompanharam na farra como assistentes comentaram comigo que Rick e Eri eram tipo Eduardo e Mônica. Com o tempo, a constatação que se tratava de um casal realmente pra lá de bacana veio. Foram mais emails, mais papos, alguns contatos e, finalmente, era chegado o grande dia.

Olha o Fuscão 66 que nos levou para um rolê muito bacana

Creio que as fotos falam por si. Teve a Eri exalando tensão com o Fuscão que não chegava, teve muita emoção na igreja com o casal quase inundando o templo, houve um divertido ensaio na Torre do Castelo e até uma cena hilária no momento do sapo desencalhador. A Emoção que não só contagiou os presentes na igreja quando o casal mostrava o quanto se ama através de olhares e lágrimas pra lá de sinceras, como também pelas pessoas que cruzaram o caminho dos dois jovens noivos, no banco traseiro do Fuscão cheio de charme.

Em um dado momento, uma condutora de um Ford Ka Vermelho me perguntou se o pessoal do banco de trás eram noivos  (pergunta estúpida, que poderia ter sido respondido secamente com um “Não, eles estão brincando de marido e mulher” ou “Eles estão vestidos assim porque é a última moda pra baladas de sábado à noite).

Educado como um lord, respondi afirmativamente. Com os carros em movimento, a moça berrou “Boa Sorte”. Geralmente, as pessoas desejam felicidades, alegria, paz, compreensão, dinheiro, um pinguim de geladeira e muita paciência aos casais. O desejo de boa sorte da moça soou como “Espero que vocês se aturem e não se matem”.

Olha o motociclista simpático que parou para oferecer sua motoca ao casal para algumas fotos

Pelo que conheço do casal, o desejo da nossa colega do Ka já foi realizado. Rick tem sorte de ter a Eri, e a Eri tem sorte de ter o Rick. E sabe o que é mais bacana. Eu que tive a sorte de tê-los como clientes e, agora, amigos. Enfim, é muito bom fazer parte da vida das pessoas que realmente se amam e envelhecerão um ao lado do outro.

Rick mandou bem no style e casou de tênis. Sigam seu exemplo

Nada contra quem vive casando e descansando (ainda mais quando me contratam várias vezes), mas é realmente gratificante fotografar noivos tão sintonizados.

Viva o amor!

E acreditem, nem sempre ele é aquela flor roxa que nasce no ventrículo esquerdo de algumas pessoas bobocas.

As sandálias deram lugar para aos sapatos, porém a humildade há de permanecer

Olha a moça estilosa da make

Eri conversando com o vestido..Eu vi, juro

O Fuscão chegou, e chegou com muito estilo

A noiva e o trovão azul

Amém

Hands up

Família chorou, o templo inundou e o fotógrafo fotografou

Depois de assinar o livro na igreja, rolou uma outra assinatura: a do livro de visitas do Castelo

Obama deu um balão na tia Michelle e veio prestigiar o casório

Borbulhas de Amor

A foto mais tensa da noite. Reparem a inocente criança pegando o sapo e uma marmanja desesperada para desencalhar, empurrada por uma avalanche de mulheres, caí sobre a menina. No fim, o Sapo ficou com a moça de verde. Certeza que a menininha nunca mais vai querer saber desse lance de pegar o buquet

:)

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