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“Uma ideia na cabeça e uma câmera na mão”.

Assim dizia Clarice Lispector. Ou será que essa frase é do Caio Fernando Abreu?
Seria a máxima retirada de algum texto épico do Jabor ou do Veríssimo? Bem, em nossos tempos modernos em que a “literatura de uma frase só” inunda o Facebook, também somos bombardeados pela fotografia digital, oriunda dos celulares. Fotos de biquinho na frente do espelho, poses bizarras e muita auto promoção são comuns nas fotos feitas com telefones móveis.

MaCdonis e MaCegonvis pra todos

Sim.

Existe muita gente, inclusive profissionais do ramo, que torcem o nariz quando o assunto é fotografia no celular. É óbvio que existem alguns exageros e muito malandro Mandrake que usa fotos feitas com DSLRs e afirma ter feito com o celular. Mas enfim.

Eu sempre achei bacana, mas quem me conhece bem, sabe que até pouco tempo eu fazia uso de celulares simples e sem frescura.

Como esquecer do meu querido Nokia 1100?
Quantas ligações amorosas e discussões de relacionamentos até a orelha ficar grande e suada.
Quantas quedas bruscas que lhe soltavam a tampa e, consequentemente, sua bateria.
Quantas toques polifônicos dentro do busão (e todo mundo pensando “opa, é o meu que tá tocando”).

No começo, eu odiava celulares, mas a vida moderna nos obriga a ter esses bichinhos. Odiava pelo falso status que eles trazem. Via muita gente se exibindo com um tijolo nas mãos (sem falar dos tiozinhos de calça jeans agarrada, botina do Chico Bento e um vistoso bloco telefônico exposto com ajuda de uma sensual pochete. Era muito Chuck Norris pra pouco Bradock).

Mas, confesso que  sinto saudades dos meus velhos telefones velhos. Aliás, ainda faço uso de um deles.

Porém, desde dezembro adicionei um pouco de tecnologia ao meu dia a dia.

Contando com a ajuda da querida Gisele Akemi, a amável japa ruiva que mora na terra do Crocodilo Dundee, obtive um smartphone (aquele da maçã mordida, obra do moço visionário, amigo das antigas do Tio Bill).

Com o bicho nas mãos, passei a fotografar nos momentos de puro lazer e ócio.

Para quem pensa que eu me tornei um daqueles zumbis que não largam o telefone, já aviso que continuo o mesmo. Adoro conversar com as pessoas no trem lotado enquanto rola aquele funk proibidão, adoro tricotar com a senhora que reclama da aposentadoria e ainda flerto com as cobradoras de ônibus que me dão bola.

Quando ela me vê ela mexe, piri pi piri piri guete

Mesmo sem mudar minha essência, encaro o celular como a minha primeira câmera digital. Ela era sem-vergonha e tinha cores sofríveis, mas era minha. E era muito melhor que a tal Tekpix. Saudades da minha Genius-D211, que foi furtada e nunca mais voltou. Que o Deus da Fotografia a tenha.

Embora já tenha ouvido reclamações dizendo que virei um instagramer, sigo fotografando com o celular. É muito gostoso. Dá um ‘1Up’ (cogumelo verde do Mario) àquela vontade de fazermos foto por simplesmente ser tarado por foto, não só para garantir o sustento das minhas 27 crias (sim, tenho mais filhos e mulheres que o Mr. Catra).

Saudades

O melhor da brincadeira é poder compartilhar as visões em pouco tempo. Só não sou muito adepto de fazer check-in e dizer onde ando. Afinal, não quero que as pessoas saibam que frequento e fotografo casas de massagem indianas e festas como essa aqui.

Bem…Vamos ver onde a tecnologia nos levará.

Seguem algumas fotos com o celular.

Entre pra você para o clube. As Casas Bahia parcelam em 286 vezes um bom smartphone.

Foto é foto.
Seja no celular ou na mais poderosa câmera que ainda nem saiu.
O importante é ser feliz com o que se tem (menos com a Tekpix). O importante é ter um olhar bacana e soltar o dedo.

Bons cliques, e evitem fotos de biquinho. Como diria a linda Sandra Annemberg: “é deselegante”.

O garço do restaurante japa que eu esqueci o nome e onde fica

A mobilidade ajuda na hora da chuva, mas cuidado com raios

Tai uma família unida por aldeídos

Ah, Curitiba

Quem vem primeiro: o ovo ou o Yoshi?

Minha foto predileta feita no celular

Dip n Lik para os marmanjos sem infância

O case Stitch que casou furor e muito faniquitos no Instagram. Coisa de coreana

As moças discutindo as malvadezas da Teresa Cristina, no Terminal Rodoviário de Campinas

Saudades das férias e do Pneu (sim, eu fiz uso dele)

Outra foto que tem a pegada da facilidade de estar com um celular na hora certa e no local certo. Trans Pica-Pau é genial

Quem vê pensa que eu bebo alguma coisa

Sem abuso e sem biquinho

Essa foto fiz em versões DSLR e Iphone. Uma das mais bacanas de um dos lugares mais bacanas que já visitei nesse mundo bacana: o Memorial de Curitiba

O céu de Campinas num domingo agradável. Um clique feito na mesa do café

Cidadã cheia de sacolas plásticas na mala numa tarde em Sampa

Saudações, caros leitores do El Marronzito.

Eis que, finalmente, regresso a esse ilustre e abandonado espaço virtual. Quem acompanha o blog (eu, mãe e um Lango Lango vesgo) notou que houve um pequeno hiato. Desde 2011 (nossa, quanto tempo!) não posto nada.

Bem, se você pensa que andei contando as pintas da colcha de Onçinha do BBBesta ou passei os dias jogando videogame…errou feio. Estou na labuta desde o dia 06 de janeiro. O ano começou com o aniversário do Arthur, filho da Isa, que é amiga da Marideise que, por sua vez, é amiga da Paulinha, aquela que me queimou com um cigarro em 2000 e alguma coisa.

Festa infantil moderna que se preze, tem que ter na trilha sonora o Michel Teló…e teve.

Parece que alguém não aguenta mais ouvir o Nossa, nossa...

Paulinha, Isa, Marideise e Homem-Aranha com o cabelo do Freazkazoid

Também produzi alguns retratos para a Revista Raça Brasil. Na verdade, são fotos para ilustrar uma matéria que estava engavetada, mas finalmente saiu. O texto fala do mundo dos negros que tem olhos claros, sejam eles naturais ou sobrenaturais (sim, falo do Eddie Murphy em Um Vampiro do Brooklyn). Entrevistei bastante gente bacana e descobri muita coisa legal sobre genes e tudo mais. Podem me chamar de Professor X, se quiserem.

Wil, o moço preto do zóio claro

Porém, apesar desses trabalhos bacanas, o motivo desse post, ao menos para este jovem que voz fala, é muito mais alegre:  F-É-R-I-A-S.

Passei uma semana em Curitiba, a organizada capital do Paraná. Lá, como não poderia deixar de ser, aprendi mais sobre geografia, costumes e, obviamente, fiz aquelas fotos de turista bobão. A ideia de ter férias no Paraná nasceu de um papo com a minha amiga loira/preta/ucraniana/brasileira Carol Mulek. Após alguns meses de papo, parti pra terra das araucárias, e não me arrependi nem um pouco.

Curitiba tem parques lindos, uma arquitetura fantástica e um pouco daquele ar europeu abrasileirado. Os locais sempre me disseram que se trata de uma cidade fria e chuvosa, mas como sou sobrinho do Morgan Freeman do “Deus é Poderoso”, ganhei sete dias ensolarados. Sabecumé!

Turistão é uma coisa (por Carolina Mulek)

Quem estuda um pouco de Geografia e sabe a diferença entre PA e PR (se você disse “R”, sinto muito, mas você já pode entrar pro elenco de Shrek no papel de Burro) e conhece um pouco do Brasil, sabe que Curitiba é uma cidade planejada, com sistema de transportes bem bacana e muito respeito ao meio ambiente.

“Em Curitiba se você jogar papel no chão, leva multa”, ouvi um sujeito dizer isso, aqui mesmo em Campinas. Eu não fiz o teste, mas notei uma cidade bem limpa. Também aprendi muito com os amigos que fiz por lá.

Aprendi que vina é salsicha (mas há controvérsias).

Aprendi que estojo é penal.

Aprendi que mesmo tendo cabelos brancos, sou um piá.

Aprendi que o curitibano não fala com estranhos.

Aprendi que ser picado por uma Aranha-Marrom, não virarei Homem-Aranha marrom, mas sim um defunto marrom.

Ah! Apesar dos passeios e visitas aos museus, bares, restaurantes, casas das vós e parques, também tive um papo excelente com o fotógrafo Marino Pietro, que meu deu altas dicas sobre bons rumos a serem tomados.

Demétrius acabou de ver um tio estranho. Fato da foto

Enfim.

Só tenho agradecer aos amigos Muleks e a maninha Ana Lúcia pela recepção.

Espero um dia voltar para essa terra bacana.

 Menos estranho, obviamente.

Assim, farei ainda mais amigos.

Eis as fotos, piás e gúrias:

Sim, é uma universidade. Sim, eu sei que você gostaria de estudar lá

O charmoso centro histórico de Curitiba. Uma bela surpresa

Se o sujeito passa o telefone dele pra uma gata, e ela diz que esqueceu seu número...bem, a coisa está realmente tensa pro lado do rapaz

O belíssimo Mercado das Flores

Jardim Botânico, mas confundi com Parque Ecológico

O Museu do Olho: obra do eterno Oscar Niemeyer, o Moon Ha da nossa arquitetura

Srta. Quero-Quero pondo a piazinha pra correr

Os famosos tubos de transporte de Curitiba. Me senti o Super Mário entrando na boca do tubo e saindo do outro lado da cidade. Juro

O muso do museu

Minha visita predileta: o Memorial de Curitiba

Seria Dadaísmo, Cubismo ou Neo Expressionismo?

Os muleks, mas a gata Nessi, o cachorro Neguinho e o invasor de Sum Paulo: dias inesquecíveis que nos lembram que ainda existe gente boa nesse mundão maluco

Para quem quer ver mais fotos de Curitiba, eis o link do álbum do Facebook: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.346247082060333.87489.100000251318097&type=1

Eu, em 2000 e alguma coisa (foto de Bruno Silva)

O ano, 2003.

O cenário, uma feira do troca-troca. Bem, se sua mente suja pensou em sexo, errou, caro leitor fã da Rita Cadillac e que lamenta o fim das “Brasileirinhas”.

O cenário era uma feira onde pessoas trocavam de tudo. Desde vinis do Amado Batista até álbuns de figurinhas da Copa de 90. “Feira do Rolo” era o nome dado ao escambo livre, que acontecia nas manhãs de sábado e domingo, fronte ao Teatro Castro Mendes, na Vila Industrial. A cidade, Campinas, terra de machos.

Ali, em uma manhã de domingo, estava um menino magro de dar dó e careca como como vocalistas pagodeiros dos anos 90. Também estava ali, acompanhada do pai, uma menina de olhos esticados como oriental, de fala doce. Moça bem educada.

Os dois tinham algo em comum. Eles não estavam lá para trocarem nada, mas sim fazerem reportagens para o curso de Jornalismo da PUCC (Puta Universidade Cara de Campinas, segundo os endividados). Jornalista bacana quando vê outro jornalista bacana, mal bate o olho no sujeito e já sai falando pelas ventas.

Feira do rolo: um bom lugar para fazer amigos e ainda descolar um Atari 2600

A menina de beleza sútil e o menino magrelo bateram um papo. Após descobrir que ele também pensava em ganhar o Pulitzer, o Oscar do Jornalismo, a menina entrou em pânico. Sua pauta poderia cair diante aquele intruso. “Você não veio fazer matéria para o Jornal da PUC, né?”, questionou a moça, temendo ter caído do cavalo.

O menino marrom respondeu: “Não. É uma matéria para uma disciplina do primeiro ano”. Imbróglio resolvido. Ambos carregavam máquinas fotográficas. Ela, uma máquina manual bacanuda. Ele, uma Genius G-Shot, que além de ser pior que uma Tekpix, ainda emitia um som irritante a cada clique.

Eles voltaram a se encontrar novamente nos corredores da PUC. Papos rápidos no laboratório de informática e na redação modelo, repleta de pseudo-modelos, celebridades e aspirantes a uma vaguinha no BBB. Seus caminhos se cruzaram por mais algumas vezes. O menino marrom da máquina digital irritante soube que menina do olho esticado da máquina manual era uma fera do Jornalismo. Era só falar que a conhecia, e as pessoas desmanchavam-se em elogios.

A vida de ambos tomou rumos diferentes. Ela virou demógrafa. Ele virou um tipo de faz tudo da comunicação. A descoberta das metamorfoses se deu via internet, onde encontramos aquelas pessoas bacanas que não vemos há muito. Na Zuckerbeguelândia, se encontraram e trocaram algumas mensagens.

E, após oito longos anos, eles se encontraram frente a frente. Só que desta vez,  o menino tinha uma câmera bacana nas mãos e muito, muito mais cabelo. Ela, tinha um sorriso lindo, olhos brilhantes, a alegria dos familiares e amigos e não desgrudava de um sujeito boa pinta.

Olha aí a foto que fiz pra matéria de 2003. Reparem na qualidade das cores da minha saudosa Genius

O cenário do reencontro também tinha vinis, mas esses faziam parte da decoração das mesas. O tal reencontro se deu em um clube da pacata Avaré, cidade do interior de São Paulo.

Lá, a menina Ana Carolina Berto se casou e deu um novo passo em sua vida, agora ao lado de Caio Felipe, seu marido bom de cozinha. O cara é mestre cuca, chef, rei da cozinha.

Lá, o menino marrom fotografou, sorriu, se divertiu e, de certa forma, se emocionou ao ver como o mundo da voltas malucas.E assim a vida segue, cheia de surpresas deliciosas que mostram que o mundo é um grande ovo de dinossauro de Itú.

Não sei dizer se as coisas acontecem por acontecer, se é destino ou se Deus joga xadrez com os peões humanos que não podem ver uma popozuda passando diante à obra. Só sei que essas deliciosas coincidências me deixam com um sorrisão. Que elas repitam muitas e muitas vezes, afinal, é muito bom fazer parte da história das pessoas.

Parabéns pra Carol, pela pessoa esforçada e bacana que sempre foi. E por se casar com um homem que sabe fazer croissant.

Parabéns pro Caio, que terá ao seu lado um ser humano encantador.

Parabéns pra Ligia, colega de profissão que conheci no dia da festa e que foi xavecada por um senhor de 94 anos.

Ah…parabéns pro senhorzinho que mostrou que nunca é tarde para o amor.

Olha o Casal Santander aí

Caipirinha de Kiwi, essa eu quase bebi

Se seu noivo não dá essa risada maléfica ao casar, duvide de seu amor

Olha a demógrafa chorona

Ícone do coração aqui

Melhor foto do dia. Foi pra relação das fotos do ano

O chef mostrando como se prova um bolo

Enquanto as noivas jogam bouquets, sapos e miniaturas de santos, os homens agora jogam homens para que outros homens os peguem. Juro

"Olha aqui. Você cuida bem do meu neto, senão..."

Enquanto isso

;)

Amar é em Avaré

Olha, olha. Os 365 dias do ano chegando ao fim (361, segundo a Dani Albuquerque). Já que frases clichês tornam-se ainda mais corriqueiras nesta época,  me dou o direito de começar esse texto com a expressão “parece que foi ontem”.

Fazendo a minha, a sua e a história de um monte de gente em 2011

Parece que foi ontem que eu estava em casa escolhendo as melhores fotos de 2010 e criando um texto tragável para os leitores do El Marronzito. Como as aparências enganam como o tal Denorex (aquele que parece mas não é), o ontem já foi faz tempo. Dando continuidade as frases criativas, encho meu peito para bradar que o “tempo não pára e tampouco volta” (a não ser que você tenha um Delorean que viaja no tempo).

Aquele menino preto com sua câmera igualmente preta, estudante de Jornalismo e aspirante a não sei o quê, hoje é um homem formado (com diploma que vale menos que uma Bala Maluquinha, ao menos para o Gilmar Mendes), com os cabelos brancos aflorando e as marcas de expressão dizendo que ele logo será um Morgan Freeman.

O tempo voa. E em 2011, ele voou. Voou como o Super Mario de capinha amarela.

Quem me conhece bem, sabe que tenho dificuldade para recordar datas. Na verdade, eu consigo lembrar de coisas inúteis como a canção que a menina mais metida do prézinho cantava na apresentação de final de ano, quando teve um problema estomacal e vomitou no palco, diante todos os pais e convidados.

Até recordo da minha risada maquiavélica (HAahahahahahahahuauauajua).  A pentelha interpretava “Emília”, a música da boneca de pano que aprendeu a andar, após engolir uma pilha Rayovac. Clássico hit da Baby do Brasil, Baby Consuelo.

Bom…melhor parar por aqui com minhas lembranças inférteis. Vai que a menina metida acha meu blog pelo Facebook e me processa por danos morais temporais paradoxais?! Se ela tiver um DeLorean então, sujou.

Hoje, utilizo a fotografia para lembrar do tempo. Para saber de algum acontecimento, recorro aos arquivos fotográficos. “Eu jantei com aquela pessoa x, após fazer o ensaio daquele fulano y”, “Ah. A viagem para comprar muambas no Paraguai foi depois do casamento daquela amiga que dizia que nunca teria um homem ao seu lado” ou “Eu fiz as fotos com a lente x naquela pauta maldita. Então o trampo  foi depois daquele caloteiro me pagar”. E assim vai.

Como o ano está chegando ao fim, nada como reviver o que de melhor houve em 2011 com algumas imagens que marcaram a vida de muita gente, inclusive a minha. Diferentemente do ano passado, a escolha não foi baseada em meses, mas sim pela qualidade das imagens.

Talvez muita gente não concorde, mas o blog ainda é meu e continuo firme e forte como o ditador deste singelo espaço virtual.  Chega de blá, blá, blá antes que alguém diga “Fala muito”.

Eis as minhas principais imagens de 2011:

Dane-se o mundo. O importante é amar

Começando a seleção de fotos com uma verdadeira obra de arte. Sim, arte porque são dois artistas sendo fotografados. Sidney Santiago e Lucélia Sérgio, protagonistas da peça “Além do Ponto”, posaram em um ensaio urbano, cheio de amor, humor e cliques insanos. O cenário de fundo foi o centrão de Sampa. Aqui, os dois bonitos fazendo arte em plena Estação da Sé no horário de pico. Quem não gostou da arte foi o pessoal da segurança da CPTM que me chamou na xinxa. Fui um belo ator para lidar com a situação e sair pela tangente. Dia épico.

Boas vibrações

 A segunda foto é cheia de axé e boas energias. Embora eu seja campineiro, nunca havia acompanhado a tradicional lavagem da escadaria da  Catedral de Campinas. Em 2011, estive lá debaixo de um sol de fritar ovo no asfalto. Dia muito bacana que rendeu imagens das mais interessantes. Mais sobre a lavagem das escadarias aqui ó.

Ah, Buenos Aires

O mês de abril foi marcado pelas férias em Buenos Aires, a charmosa capital da Maradonalândia. Apesar de alguns pesares (como a mambembe tentativa de furto no metrô), a viagem foi ótima e rendeu muita coisa legal. Aprendi muitas lições na Argentina. O fato de ser negro de cabelos enroladinhos em um país sem negros, fez de mim uma celebridade instantânea. Brilhei muito no Boca Juniors.

Na subida do morro é diferente

O outro momento turista japonês (que fotografa tudo e todos) em 2011, se deu no Rio de Janeiro. Difícil escolher a foto predileta do rolê no Morro da Mineira, comunidade pertencente ao Complexo do São Carlos. Lá, me perdi da equipe, andei sozinho por 45 minutos, enchi o saco dos torcedores do Flamengo, usei meu carioquês nativo para lidar com uma saia justa e ainda fui chamado de bicha por uma menina de cinco anos de idade. Ah, também aprendi que as UPPs são pra inglês ver a Copa do Mundo, uma vez que os morros têm “segurança”, mas não tem projetos educacionais e profissionalizantes. Porra, Dilma!Mais do acontecido no texto “Na subida do morro é diferente”.

Olívia, o bebê mais lindo de 2011

E não foi só de marmanjos babões que a fotografia de 2011 foi feita. Teve o ensaio da lindeza chamada Olívia. Olhos claros, sorriso contagiante e muita alegria da pequena mocinha lhe renderam o prêmio de bebê mais simpático dos olhos azuis de 2011. Ela não me mostrou a língua, não me xingou de feio e bobo e ainda foi super gentil com o tio da foto. Tem como não gostar? Mais fotos no post “Pequenas”.

É muito amor

O tal do amor comeu solto em 2011. Presenciei muitos casamentos divertidos, cenas de comoção e muito choro. Também teve muita menina pagando mico e mostrando as calçolas durante o momento do buquet (tarados de plantão, desistam, não vou postar essas fotos). Dentre tantas imagens emotivas, a minha predileta é a de cima. Sob o olhar do anjo Moroni, Thiago e Mariana fizeram juras de amor e se divertiram muito em um mini-ensaio, realizado num templo Mormon em Sampa, Capital. 

O negritão bom de sopapo

 O ano de 2011 também teve muita testosterona no ar. Pela primeira vez, fotografei um evento de MMA. Não teve hadouken, não teve shoryuken, mas teve muita coisa bacana. Taí uma experiência que quero repetir em 2012. Caso você vá sair na mão com seu priminho, me dá um alô. Fotografo numa boa a briga. Inclusive a parte que os pais descem o chinelo na bunda dos brigões.

É u cão!

Um dos pontos altos de 2011, sem dúvida, foi a viagem para a Terra do Tonho Matéria, a Bahia de todos os santos (que ganhou a presença beata do São Roniel). Estive lá para fotografar a americana Ciera e o jamaicano Gauntlet, mas também  tive meus momentos turistão. Quem ainda não viu ou quer matar as saudades da terra do Cumpadi Washington, é só clicar aqui, ó. Menção honrosa pra esse click aqui: http://www.flickr.com/photos/roniel/6255884775/in/photostream

Ai, ai, se eu te pego…tá bom. Parei

O ensaio mais quente de 2011 ficou por conta da minha querida Débora Teixeira. Luz natural,  amizade natural e suco artificial fizeram parte da seção de fotos para lá de descontraída. Dentre as imagens mais bacanas, selecionei essa da silhueta dos pés pititicos da querida Dé. 

Muqueta da Água

Era calor, muito calor. Então, tive a ideia (não original) de brincar com água e fotografia. Para tanto, convoquei as corajosas (e loucas) amigas Camila Picheco e Ly Park. Foram horas de muita diversão, na qual destilei todo meu veneno nas minhas modelos. “Joga água na cara dela com força. Vai, sem dó”, dizia enquanto me escondia covardemente atrás da minha câmera e de plásticos de proteção. Meu incentivo deu certo. Fotos aqui.

Ajudar que é bom, nada

Pauta bacana, deliciosa e nutritiva. O que mais um repórter pode querer da vida? Assim foi o trampo realizado pra Raça Brasil sobre a Feijoada, o prato mais brasileiro do Brasil brasileiro. No início, propus ao editor apenas um ensaio, mas o danado me fez pesquisar tudo sobre o rango que o Pedrão, amigo do Zé Carioca, prepara com maestria. Por fim, além das fotos produzidas durante a feitura da Fejuca na Fazenda Roseiras, rolou um texto super bacana. Olha ele aqui, pessoal.

Roda a saia, nega

Não sei quantos ensaios produzi em 2011, mas tenho certeza que a foto mais bacana é esta acima. Camilinha Petit, strobist, por-do-sol e aquela bagunça em plena pedreira do Jardim Garcia, Campinas. Mais fotos no post “Pequenas”.

Amizade é isso aí

Num dos posts mais recentes e que levou muita gente ao choramingo, falo um pouco da alegria de ter fotografado o aniversário de 80 anos da simpática Dona Carminha. Foto pra lá de especial que nos faz questionar o que realmente importa nessa vida e quem estará ao nosso lado quando nossos fios de cabelos forem mais brancos que a barba do Papai Smurf. Pense nisso e leia aqui.

Quijauá

Nesse ano, como de costume, fotografei muito sobre a cultura negra. Uma das fotos mais bacanas e que fez muito sucesso entre os manos pow e as minas pá, foi esse retrato da querida Naya. Toda de branco e sorridente como sempre, a pequena posou para uma seção de fotos para o portal Quijaua, do meu brother Banto Palmarino. Também molhamos a pequena criança sapeca. Mais do dia, aqui, ó.

Se o meu fusca casasse

O ano de 2011 teve várias mulheres de branco (enfermeiras, fisioterapeutas e fãs da Skol Sensation). Entre as minhas fotos prediletas, há a foto de uma noiva. Neste caso, trata-se da simpática Eri, que ao lado do seu hombre Rick, protagonizou um dos casamentos mais bacanas e emocionantes da temporada. E como esquecer da dramática história do sapo assassino? Quer saber mais sobre? Então clique aqui e ria impiedosamente.

O mito

Essa foto é pra lá de especial. Se trata do mito, o único e topo-poderoso João Black. Conheci essa figura durante a festa dos 10 anos do Viva Favela, realizada no não menos épico Circo Voador, no Rio de Janeiro. Conheça o Michael Jackson do Morro do Arará aqui e veja as fotos do show aqui

Emoticon de coração aqui

E olha o casal 20 do ano de 2011 reaparecendo entre as mais mais. Por quê? Porque tiveram a genial ideia de fazer sua e-session em um parque de diversões. Além de render fotos ótimas, como a de cima, a ideia também agradou o moço da foto que andou de carrossel, comeu maçã do amor e ganhou um beijo de uma moça após conquistar um urso de pelúcia ao derrubar todas as latinhas com um tiro de espingarda. Tá bom. É quase tudo mentira, mas que foi divertido, isso foi.

Bem, acho que é isso aí.

Em 2011, foram quase 25 mil cliques dos mais variados.  Porém, ao rever parte desse material, encontrei uma imagem que não recebi sequer uma Dilma para produzir, mas encheu meu coração de riqueza. Eis a minha foto predileta de 2011.

Quem é que não quer um abraço assim?

 ”Bah, Roniel. Essa imagem não tem técnica, tem uma edição porca e o cenário está todo bagunçado”, diz você, leitor insensível que não chorou no final do E.T. – O Extraterrestre.

E daí? Ela foi feita numa reunião de amigos. A moça da foto é a Carolina Rizzi. O rapaz é o Rodrigo Reis, que em um ato de covardia de dois seres humanos desprezíveis, perdeu o movimento das pernas. Eu tenho a mania de não apagar do meu celular as mensagens velhas e marcantes. Uma delas, datada de 14/05/2010 diz que a bala que atingiu nosso amigo, não lesionou sua coluna ele pode voltar a andar futuramente. A reli esse dias e lembrei dessa foto na hora.

Hoje, o Reis tem se esforçado para chegar lá e tem contado com pessoas que lhe amam bastantão. Essa foto, feita meio que sem pretensão, sem ninguém posar. Foi apenas um clique que diz muito. Um clique que me fez pensar o quão é importante e grandiosa  a vida diante nossos mimimis e chororôs egoístas. Mais uma lição ensinada por essa coisa mágica chamada foto, que tem me sustentado e me trazido muita coisa boa.

E que tenhamos abraços sinceros como este em 2012, 2013, 2014, 2015…

Paz aí meu povo. Obrigado por lerem meu blog e acompanharem meu trampo.

Se Deus quiser, estamos de volta com a mesma cara de madeira em 2012 (se o mundo não acabar, é claro).

Feliz tudo a todos.

Para começar com estilo, nada de "ai, se eu te pego"

São 02h46, acabei de chegar  e estou aqui, escrevendo mais um post para o El Marronzito.

Venho da capitar. O cartão está cheio de fotos de um aniversário dos mais agradáveis. Se você já está pensando em imagens de bochechas rosadas, uma decoração baseada em alguma série infantil da TV a cabo e o estridente som de bexigas sendo estouradas (ato daquele priminho mala que tem o costume de soprar a vela antes do aniversariante)…

Bem, você errou.

Hoje não é dia de aniversário de bebê, bebê.

O post que marca o meu regresso ao blog, após um período de trabalhos impublicáveis (não, não fotografei o Neymar usando cueca elefantinho), fala um pouco da festa de 80 primaveras da simpática Dona Carminha. Tá, tá, tá! (Prof. Girafales). Não sei dizer quantos verões, outonos e invernos foram completados, pois atualmente as estações são mais loucas que o Michel Teló vestido de Batman cantando “Ai se eu te pego”em mandarim.

Então, utilizo o clichê das primaveras mesmo.

Dona Carminha é que manda nesse post

Como já disse há alguns parágrafos, registrei um pouco das emoções de uma noite super legal. Teve uma pequena orquestra tocando músicas bacanas, teve uma vídeo retrospectiva criada pelos filhos em homenagem à aniversariante, teve um jantar delicioso (o qual eu fui gentilmente obrigado a provar) e teve muita coisa boa no ar.

Algumas pessoas (umas duas, sendo que uma é praticamente parente) me perguntam os motivos de eu não postar com tanta frequência no El Marronzito. Esse post sintetiza o que penso. Quando alguém te liga e diz que tem um trabalho para ti, você não sabe o que vai encontrar. Muitas vezes, no fim, você se dá conta que além das Dilma$ que fazem o mundo andar, você ganhou uma mini-lição de respeito por essa coisa apaixonante e inconstante chamada vida.

Sendo assim, procuro postar aqui coisas legais tanto pra mim quanto para quem passa aqui pra ver as fotos (mas não lê porque não sabe). Tem muita gente que lê, mas não comenta porque é tímida como um monge tibetano conversando sobre Kama Sutra com uma periguete funkeira.

Mulheres são sempre mulheres, independentemente da idade

Voltando aos saber e não saber.

Eu não sei o que será de mim caso um dia eu seja um Morgan Freeman, não sei se haverá uma companheira para chamar de minha véia. Tampouco sei se chegarei até os 40, 50, 60, 90, 135 anos ou serei  eterno como o Moon-Ha.

Porém, o evento de ontem me mostrou (mais uma vez) que não nascermos pra viver sozinhos, que a vida perde muito a graça quando se é forever alone. Que apesar de sermos moderninhos, fica complicado vivermos sem a tal família. Que me desculpem os hermitões e os náufragos que jogam truco com bolas de vôlei nipônicas.

Até hoje, as pessoas só veem Lagoa Azul porque há um casal. Certeza que “Crepúsculo” teria ainda menos sem graça se a trama tivesse apenas o vampiro raquítico com cara de quem toma Taffman-E em vez de sangue.

Cirilo sem Maria Joaquina? Não rola.

Fred Flintstone sem Vilma e Pedrita? Não dá.

Simpsons sem os Simpsons? Buscapé sem a família? Fat sem Family?

Isso porque nem comentei dos avós (mas vou comentar logo abaixo… quer ver?).

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Quem é que não guarda com carinho aquela foto com a vó, ba-chan, biza ou seja lá como vocês chamem a 9ª? Quem é que nunca se empolgou com uma história contada com aquele jeito que só os mais velhos sabem contar?

Estar presente é um grande presente

Eu não conheci meus avós biológicos, mas a família adotiva me deu a chance de adotar um casal de velhinhos do mais simpáticos. Eu chamava o pai do meu pai adotivo de “Chico Branco”. Ele, sacando o velho cachimbo da boca, respondia “Chico Preto”. Eu retrucava, ele jogava a tréplica. E assim a coisa ia. Se deixassem, ficávamos a tarde toda em um papo que não fazia muito sentido, mas era extremamente delicioso. Ah, Seu Antônio. Da avó, recordo de algumas broncas e de suas visitas ao nosso casebre. Dona Iracema. Bons tempos eram aqueles em que eu usava calça branca combinando com  Kichute (sim, sempre tive estilo).

Todo mundo de olho na retrospectiva. Parecia até a final do Brasileirão

Enfim.

Post nostálgico. Aproveite e dê um abraço no seu avô e avó. Se eles estiverem no céu, vendo vocês perdendo seu tempo lendo meu blog, parem para pensar no que você é hoje e no que será amanhã?

Quem é que vai estar ao seu lado te enchendo de amor quando você estiver carente de saúde? O Facebook, nossos smartphones, nossos chefes lunáticos e nossos videogames nos tomam o tempo, mas paremos um pouco pra olhar para o futuro (se o mundo não acabar em 2012, claro).

Quem planta o amor, tem grandes chances de colhê-lo futuramente. Dona Carminha deve tê-lo o  feito muito bem, pois vi seus olhos brilhando de alegria a cada pessoa que chegava (só esqueci de mencionar que foi uma festa supresa). Às vezes, durante a colheita, pintam uns meninos marrons da foto, mas vamos que vamos.

Felicidades a todos envolvidos na festa. Desde os organizadores e parentes, que me trataram super bem, assim como o pessoal que deu duro pra que tudo fosse lindo.

Afinal, não se faz 80 anos todo dia, certo?

PAZ

PS: Em um dado momento, a aniversariante gentilmente ofereceu-me uma taça de vinho. Eu, chato que sou, disse que não bebia nada alcoólico (com exceção do Álcool Zulu, é claro).

Ela abriu um sorriso e disse “quem dera eu fosse comportada assim”.

Mais uma lição pra vida. Borá tomar um vinho e rir um pouco da vida?

:)

Las fotas:

Talher é colher

Lo bolo

Somos nozes

O quarteto musical deu um clima muito especial à noite

Nem preciso comentar nada

Quando não tem aquela bagunça infantil, crianças ficam assim, mas logo entram no clima da festa

Taí um gesto que nunca deve mudar com o tempo: o abraço

Todos dizem Bazinga!

Splash!

Três fases: medinho, aguinha e friozinho

Antes de tudo, uma pergunta pertinente:

Estava calor?

Estava. Não era um calor de Salvador, mas era um calor bacaninha. Não dava pra fritar um ovo no chão, mas tava quente. Sendo assim, eu, Camila Picheco e Ly Park encaramos uma brincadeira fotográfica com água. É inédito esse tipo de foto fazendo uso de flashes e água, Ronin?

Vamos moiá as nega?

Claro que não.

Há muito tempo, vi um chegado fotógrafo o fazer. Mas e daí? O importante é se divertir e jogar litros de água na face das pessoas. E foi o que rolou. Muita diversão, risadas e cliques bem interessantes. Quando a gente passa a viver de Fotografia, raramente faz fotos por fazer. Em meio a contratos, freelas, pautas, eventos e viagens de Cometão, é necessário brincar com as coisas sérias da vida, às vezes.

Como diria a Rita Cadillac, é bom para o moral.

Antes do aguaceiro, uma chance para pagar de gatinha

Munido de um Softbox 80x60cm, dois tripés de iluminação, três flashes dedicados, rádio-flashes e plásticos para proteger os equipamentos dos respingo da água, fomos fazer marmanjices.

Resumindo, a segunda parte da brincadeira era simplesmente molhar as vítim..digo, modelos, e usar luzes e alta velocidade para congelar o momento “gata respingada” das meninas.

"Banzé, se latir você vai ser o próximo a entrar na água, entendido?"

Eu até levei roupas para também ser molhado, mas achei mais cômodo ficar clicando.

Na próxima vou cair pra dentro (O Cascão aposto e ganho, vai morrer sem nunca tomar banho).

Uma semana refrescante a todos.

 Chuáááááá:

Água na cachola

;P

Dois flashes, um gel, uma pessoa corajosa e uma pessoa maldosa enfiando-lhe água na face. Ô vida boa

O último moicano coreano (Ly, não reclama)

Tá com sede? Olha, olha, olha a água baldeal

Da próxima vez, prometo que será com água morninha

Preciso de mais duas pessoas pra formar o Blue Wet Girls Group

Sim, elas são normais

"Todos azul"

Ciera

Ela é uma negra americana, de sorriso largo, de risada estridente e que, como muitos americanos, tem um português tipo Dona Armênia.

Gauntlett

Ele usa turbante, parece um cantor de reggae e chama atenção por onde passa. Também é da terra do Obama.

Bem, eu sou o cara magrelo da pernas tortas, de cabelo espetado, portando um colete cheio de lentes, uma câmera grande e acessórios malucos.

Juntos, fotografamos por alguns pontos de Salvador, a belíssima capital da Bahia, terra do Tonho Matéria, do Olodum, do Bobô e da talentosa Mariene de Castro.Ah, como o assunto é gente marrom e sorridente, a edição de Raça Brasil desse mês traz fotos dos meus eternos sobrinhos Miguel e Julinho (aqueles que tem medo do The Presidente). Fotos e textos aqui

Bem, chega de lero-lero:

Olhe para o alto e veja um belo céu e um arquitetura linda. Só tome cuidado para não esbarrar em algum gringo

Axé, meus painhos e minhas painhas. O El Negrito volta à ativa com um post temperado, com cheiro de xinxim, vatapá e acarajé. Sim, para aqueles que têm mais o que fazer ao invés de ficar acompanhado meus status no Feicebuqui, serei curto e grosso como uma peixeirada no bucho de um cabra da peste: passei quatro dias na Bahia, terra da Axé Music, do meau bechano, de Jorge Amado, Caetano, Betânia, Mãe Menininha, Irmã Dulce, Gil, Dodô, Osmar e do Tonho Matéria. Estive na capital Salvador para fotografar um casal americano (em breve os detalhes, assim como as fotos do ensaio, estarão disponíveis nesse blog ordinário).

Antes que algum engraçadinho me pergunte, não dei de cara com nenhuma celebridade baiana. Na verdade, eu só gostaria de encontrar o Tonho Matéria. Ivete estava em tudo que era lugar, mas em forma de cartazes. Não vi pessoalmente a tal Cláudia Milk e nem o Carlinhos Brown.

Olodum tá rico, tá pobre, tá reggae, tá rock e tá muito fofo

E o que dizer de Salvador, do meu cafofo baiano, do povo soteropolitano e das bebidas com nomes estranhos (encontrei uma bebida chamada Xoxota)?

Fiquei hospedado no bairro Pelourinho, que faz parte do centro histórico de Salvador. Amarrei meu jegue no excelente Albergue das Laranjeiras, que é vizinho da Escola de Olodum. Sim, se existe a Escola de Rock (ao menos no cinema), na Bahia existe escola de Olodum (espero que não vire filme do naipe de Cinderela Baiana).

Sendo assim, todos os meus santos dias na Bahia de todos os santos, foram marcados pelo barulho da batucada. Aí você, amigo paulistano workaholic, diz que deve ter sido horrível minha estada, uma vez que, supostamente, os baianos não trabalham e quando não estão dormindo numa rede preguiçosa, estão batucando até perderem as impressões digitais.

Nada a ver. Os baianos trabalham sim. Assim como os cariocas trabalham. É óbvio que existe exceções, mas isso é comum. O baiano é de boa, gosta de uma brisa é muito tranquilo e receptivo. Sempre digo que, por onde passo, tenho tido sorte, pois sempre rolam boas relações com os brasileiros, apesar das diferenças culturais.

Yes, we have baianas e trabalho também

Como Salvador é uma cidade essencialmente turística, em poucos minutos você descobre que o português-baianês não é a língua oficial do munícipio. O jeito gringo é coisa de pele, meus reis e rainhas. Se você não gosta de frutos do mar, evite Salvador, pois lá você vê camarão andado por todos os lados. É muita gente da bunda branca com aquele bronzeado que se você soprar, machuca. E os gringos estão por todos os lados do Pelourinho. Seja arriscando uns golpes estranhos de capoeira ou sambando de uma maneira bem, digamos, pitoresca. Mas, como tudo é festa, todos paga mico. Todos se diverte e no fim, todos fica feliz na Bahia.

Desta maneira, a mistureba de nações, línguas, classes sociais somada às belezas históricas de Salvador, fazem da cidade um lugar que deve ser visitado. Muitos amigos têm aquele preconceito bobo com o povo nordestino, pois dizem que o povo que vem pra Sum Paulo é folgado e abusado. Eu, sinceramente, não tive problemas.

Um dos lugares mais místicos de salvador: a sala das promessas e agradecimentos às graças da Igreja do Bonfim

Obviamente, como estou falando de Brasil, há sempre uma nota triste e há um contraste maluco na capital da ACMlândia, Na mesma rua que há uma joalheria famosa e franceses degustando pratos carrissímos, há gente pegando comida no lixo, há poucos metros. Luxo e lixo.

No centro, pode-se comprar uma calcinha sensual pra namorada. Com 10 Real você ainda compra um pen-drive de 2 mega para guardar aquelas fotos sensuais feitas com a Tekpix estilosa.

Culturalmente, como já mencionei, Salvador é uma cidade deliciosa. Igrejas fantásticas, esculturas lindas e uma arquitetura maravilhosa fazem o bom visitante passar horas olhando pra cima. Isso porque nem mencionei as belas pinturas e os artesanatos produzidos pelos artistas locais. Tudo muito colorido e alegre.

Um fato que pode irritar muito que vem de fora é o comércio exacerbado, uma vez que todo mundo quer ganhar algumas Dilma$ ou Obama$ com os turistas. Sendo assim, os comerciantes e ambulantes falam todas as línguas possíveis. Do contrário, inventam dialetos.

“Duiú uant piquitule?” – disse uma baiana. Se eu fosse cego, juraria que era uma chinesa.

O truque da fitinha do Senhor do Bonfim, no qual o vendedor lhe dá uma fita, mas depois lhe pede algo em troca é mais antigo que o império Magalhães. Uma tia baiacigana me parou na frente do Mercado Modelo e falou coisas tão boas da minha vida que me senti o sucessor preto do Steve Jobs. Assim que eu ficar rico, volto pra Salvador para pagar a colaboration que fiquei devendo.

Outro lance engraçado é que, em alguns momentos, alguns baianos pensaram que eu fosse americano. Vejamos: negro, magrelo, de black power redondo, brinco de pedra do camelô, com um colete estranho cheio de lentes, um Nike tamanho 42 e uma máquina com uma lente que parece o pipi do Kid Bengala. É gringo!

“Bahia is véri biutifú” – me disse sorridentemente um taxista, enquanto eu fotografava uma linda igreja.

Palhaço que sou, respondi “Aqui é Curintia, tio!”

Cidade alta e cidade baixa. Adivinhe qual é a baixa e a alta e ganhe uma fitinha do Bonfim

O sujeito respondeu com um sorriso maroto e ficamos amigos. Trocamos uma ideias de baiano pra baianamericano de araque.

Engraçado que quando fiz os rolinhos no cabelo, ninguém mais me chamou de gringo. Virei baiano dos bons. Só faltou por uma camisa do Olodum e fazer aquela pose maneira com o tambor.

Bem, há muita coisa pra contar, mas deixo que as imagens dessa mini-viagem falem por si. Conheci muita gente bacana aqui do Brasil mesmo: Sampa, Porto Alegre, Recife e um simpático casal de vovozinhos do Rio de Janeiro. De lá de fora, troquei experiências com pessoal da Dinamarca, Holanda, Inglaterra, USA, Argentina e do Sri Lanka (tá, esse último país não rolou, mas na estranharia encontrar um cingalês descendo as ladeiras do Pelouro). Afinal, na Bahia quase tudo é festa.

Quero voltar futuramente, mas como turista camarão black e ir para as ilhas que não pude ir, além de conhecer o Projeto Tamar e, quem sabe finalmente, encontrar meu ídolo Tonho Matéria. Fiquem com as fotos e muito Axé:

De um lado, uma suecona de lingerie. Do outro lado, um negro afrouniformizado. Mistura cultura é bem legal

O Elevador Lacerda, minha decepção em Salvadô: pensei que tivesse a vista livre para o mar. Nada. É só um elevadô grandão que sobe e desce

Olha a baiana poliglota

Orisvaldina é uma mulher de sorte

As originais, mas com um tempero especial

O povo baiano é muito simpático, de modo geral

Tive pouco tempo pra turistar, mas paguei meu mico como todo bom forasteiro

Essa pegada de Carnaval Popular é uma delícia. A banda com as marchinhas, o batuque da molecada e os camarões seguindo a música pelas ruas. Parece aquela história do Flautista de Hamelin. Esse sim é Carnaval

Para fechar com chave de ouro, o belo por-do-sol na praia da Barra

Ah, para você que passou o post todo pensando no Tonho Matéria, eis um vídeo do mestre:

“Plantar uma árvore, fazer um filho e escrever um livro”.

Sim. Sou um santo de menino

Não sei quem é o pai ou mãe dessa frase, mas tenho certeza que não é da Clarice Lispector ou do Caio Fernando Abreu. A citação “acima citada”, geralmente anda de mãos dadas com o velho papo do que devemos fazer em nossas vidas. Como sou o Kadafi deste blog – que não aceita revides rebeldes nem RBD – , tomo a liberdade para falar da minha relação com essa distinta máxima.

Vamos começar pelo fim. Meu livro finalmente está próximo de ser lançado. Acelerei o processo porque creio que o dia do juízo final está próximo, uma vez que coisas estranhas têm acontecido nos quatro cantos do mundo. “Negros Heróis: histórias que não estão no gibi” vai sair, meu povo. Se não sair, podem me chamar de Marivaldo Aquinágua.

Para que ser Paulo Coelho se posso ser Paulo Cesar Caju?

Fazer um filho.

Bem. Eu poderia ser pagodeiro, jogador de futebol ou backing vocal do Mr. Catra, mas enveredei outros caminhos. Eu não tenho filhos porque a vida assim não o quis. Sigo com meus Comandos em Ação e meu Playstation 3. Gostaria de adotar um Playmobil Preto, mas é mais fácil achar um boneco do Justin Bieber.

Olha a Maíra Bonilha. Se formou comigo em 2007, mas só agora que nossos caminhos se cruzaram

Em seguida, vem a história de plantar uma árvore. Sei que o fiz há muito tempo, quando era um guri que não penteava o cabelo para ir ao saudoso colégio Antônio Fernandes Gonçalves (o AFG, também conhecido como Aluno Fedendo Gambá). Eu, Roniel Felipe, bicho-homem que joga papel no lixo, fiz a minha parte. Mudem e corram atrás de mudas, pessoal.

Mas será que é justo me sentir o novo Chico Mendes por ter plantado apenas uma árvore? Como um ser humano pode falar que tem filho se não sabe o que é responder perguntas que só as crianças fazem? (até porque videogame não fala… ainda)

Pensando bem, creio que tenho plantado várias árvores e, de certa forma, ajudei a algumas pessoas terem filhos. Eu também avisei para que muitos amigos se cuidassem evitando crias, mas o post é sobre a vida e não um programa anti-crescimento demográfico do governo do Maranhão.

Com as singelas aulas de foto que ministro, tenho plantado uma sementinha em muitas pessoas (não, não pense sacanagem, por favor). Já faz um tempo que tenho dedicado meu tempo livre às aulas particulares de fotos. “Ronin, você ensina o cara a ser fodão, avassalador dig, din, din?”. Não. Eu passo um pouco do que tenho aprendido nesses poucos anos de labuta. Não importa se a pessoa vai largar o salário polpudo e se jogar no mundo como fotógrafa ou vai desistir depois de me aturar. Importante é a troca, a vivência e as risadas.

Com minhas alunas, tenho aprendido e ensinado. São pessoas legais, que não me levam maçã para as aulas (até porque eu não tenho uma mesa), mas têm se empenhado muito em aprender. O bom de ensinar é que sempre estou revendo conceitos e acabo me atualizando. Para vocês verem que não é balela esse lance que minhas alunas mandam muito, posto algumas fotos das aulas e das minhas crias.

Ah, e o lance do filho? Bem. Embora eu seja um homem solteiro (momento drama), tenho feito papel de cupido às vezes. Quando eu apresentei o Fernando (o cara que foi meu maior rival no Winning Eleven) para a Grazi (a mina motoqueira gente boa do cursinho), jamais poderia saber que teriam um filho e que, nove anos depois, eu estaria fotografando um pouco da alegria do Léo. Na verdade, eu nem saberia o que seria de mim.

Quando seu filho perguntar com nasceu, mostre uma foto dessas no qual o papai voa como um rinoceronte que tomou ecstasy sobre a indefesa mamãe

Como eu poderia saber que um dia eu escreveria um livro, plantaria pequenas árvores fotográficas e, de certa maneira, iria ajudar numa história de amor que resultou num menino alegre?

A vida é isso aí. Mudança. Change. Esquadrão Relâmpago Changeman.

E que sigamos plantando, semeando e escrevendo.

Obrigado a todos por fazerem parte da minha história.

Algumas fotos das aulas e da festa:

Alunas, fotografem essa flor até ela mudar de cor duas vezes. Agora!!

Olha a bela Isa Beatriz, a modelo que me ajudou na última aula com a Má. Foto: Maíra Bonilha

Ti menino lindo do Tio Ronin (a cara do pai quando moleque jogador de Winning Eleven)

Eu, Michele Nega Maluca e a Célia Bambi Girl. Aula das mais banacas num sábado de sol em que alugamos um caminhão pra comer feijão

Quando falta modelos profissas, apelamos para os amigos cobaia. Na foto, Filipe Chiba Chao, o Xiba

É assim que uma mãe moderna consegue que seu filho estude química

Outra boa sacada da Má e um belo salto da Isa. Eu sou o cara que segura um dos flashes pra chefa

E que diria que 9 anos depois, eu estaria fotografando a cria do casal. Blackcupido ou Blacupado?

Cenas que marcam durante as aulas: um menino com cara de mau e seu patinete infernal

E o professor boboca testando o rádio flash atacava novamente

Esse foi o homem que apresentei pra Grazi, mãe do aniversariante. Nem mesmo a tatuagem e a camisa de lutador de jiu-jitsu livram o sujeito de uma interpretação tensa. No mais, graças a essa foto mostro que, como cupido, sou um ótimo fotógrafo

Não é um bolo de aniversário

Nada como começar um post contrariando as tradições. Assim, venho bradar aos quatro cantos do planeta que o mês das noivas não é maio, mas sim, setembro. Sim, caros leitores e leitoras que amam vem um vestidão branco e um homem vestido de pinguim: trata-se de mais um texto sobre entrelace matrimonial. Dessa vez, as vítimas deste sórdido Menino Marrom são Gil Casanova e Keila Lucão.

Mas quem são esses dois? Nunca vimos o nome deles nos créditos da novela. Seriam a nova versão de Wilson & Soraia? Não. Vamos lá. Vamos ao momento flash-black.

Gil e Keila e o casamamento final de novela das 9h. Teve na sexta e reprise no sábado. Todos assiste

Bem, a primeira lembrança que eu tenho do Gil é o Croc. Sim, me refiro aquele sapato, sandália ou sei lá o quê que mais parece a máscara do Jason, o cara que mata os casaizinhos safados nas noites de Sexta-Feira 13. Quando eu era um peão da tecnologia da informação, por diversas vezes cruzei o caminho de um cara alto e com cara de mafioso italiano calçando Crock no corredor da firma. E eu sempre pensava com os botões A e B do meu inseparável Game Boy Advance SP: “Que porra é essa, mano? Um homem desse tamanho com esse sapato de criança fã de Ben 10!”

E quem diria que um dia eu iria fotografar seu casamento?

A simpática Keila acabou chegando até a mim por indicação da sua irmã Ketty (que eu costumo chamar de Periketty) e por ter visto algumas fotos que fiz no casamento de um grande amigo sumido e ausente. Keila viu, gostou do trabalho, me mandou um sinal de fumaça e combinamos um papo no Frans Café.

Como eu já conhecia o Gil pelo Croc e a Keila por ser muito parecida com sua irmã, o papo rolou super tranquilamente. Mostrei meu portifólio, contei as costumeiras lorotas e aproveitei para falar mal da ex-firma também.

Olha o coroinha style de All Star. Mocassim é para os fracos e mimados

Desde o começo, o casal depositou toda confiança no meu trabalho, e isso é muito importante. Ah, diferentemente dos grandes eventos porpurinados que há por aí, o entrelace dos pombinhos da T.I. teve dois lances simples, mas muito bacanas:

1-Na sexta, antes da data oficial, rolou uma cerimônia em uma igreja singela e agradável. Clima gostoso, pessoas conversando sobre o Curintia na praça, o coreto bagunçado, o coroinha calçando All Star, uma bela lua e a benção do padre deram um clima especial à noite de sexta-feira.

2- A noiva foi vestida e maquiada por sua mãe.

Oras, mais do economizar vários dinheiros da Dilma, também existe a questão emocional muito forte. Quem aqui não lembra quando a mãe nos vestia (algumas vezes, ridiculamente) para irmos à escolinha? (Se sua mãe faz isso pra você até hoje, por favor, saia do meu blog).

Maquiagem feita por mamãe no salão do fundo de casa de mamãe

Bem, agora voltando ao mundo do glamour (agora entra a musiquinha chata do Flash White do Amaury Jr.), a celebração de sábado aconteceu no belo Salão Imperial, também em Americana. Obviamente, estive lá correndo feito uma barata tonta, me sujando com o bem casado da Tia Cida, reencontrando velhos conhecidos da IBM e fotografando um pouco. Anna Assis, minha ex-assistente e Orestes “Chubi” Polisel também marcaram presença no evento.

Que mensagem do noivo nada, tava rolando um Angry Birds, isso sim

Ah, eu também fiz uma coisa muito feia nesse dia, mas não vou contar que quase acabei com a festa ao tentar subir num poste de iluminação quase o derrubando. Tudo pela fotografia.

Bem, o importante é que ninguém se machucou, que todos estão felizes, com saúde e relaxando os pés com seus respectivos Crocs, após uma noite das mais agradáveis.

;)

Felicidades ao casal, parentes, penetras, ibmistas e ao poste que ficou firme e forte.

Paz.

Make up caseiro tem lá o seu charme

Gil esperando para ser chamado para casar (de novo)

E olha a benção do pároco da paróquia

Keila are you ok, Are you ok Keila?

Ajudar a noiva? Nem pensar

Só na mordomia do carrão

E mais uma passa anel de gente grande registrado

Gil, mesmo com o joelho contundido, mandou bem na Valsa

Para alegria das crianças do Brasil, dessa vez não houve buquet assassino

Pose para o pessoal do vídeo aproveitada pelo pessoal da foto

Mais um fichado na delegacia do amor (uiiiiiiiiiiiiiiii)

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