A vida é encontro e desencontro. Não é frase de Antoine Lavoisier, o cara francês do control C, control V de “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.
É coisa minha mesmo. Vamos dar uma volta de DeLorean e voltar no tempo.
Dezembro de 2007.
Olha a Lu Sales aí gente
Eu não tinha sequer um cabelo branco e passava a maior parte do meu tempo atrás de telas pretas gigantes enquanto conversava com indianos malucos. Eu já não acreditava no Papai Noel. Sendo assim, não poderia pedir ao bom velhote que me ajudasse com meu TCC. Estava a me formar em Jornalismo.
Num sábado de plantão na antiga firma, meu telefone Nokia 1100 (aquele mais resistente que a armadura do Antony Stark) tocou. Do outro lado era um paizão feliz e babão:
“Roniel, topa fotografar a festa dos meus filhos?”.
O então crescente gosto por Fotografia e a oportunidade de rever velhos amigos me fizeram esquecer completamente as barreiras logísticas e resumir tudo num “Topo!”.
No domingo, dia 16 de dezembro de 2007, saí de Hortolândia às 16h45, rumei para São Paulo até a estação Barra Funda e, de lá, tomei um “confortável” trem para Caieiras, cidade famosa pelas vistosas árvores que deram rios de dinheiro ao Tio Patinhas da Melhoramentos.
O amigo pai dos gêmeos Amilton e Isabela, marinheiro de de primeira viagem no mundo mágico da paternidade e camarada da saudosa Zumbi Cup (campeonato de futebol virtual onde marmanjos passavam tardes comendo churrasco, bebendo cerveja e jogando Winning Eleven) é o Amilton Neves.
Eu o conheci em 2002, época que a minha tia ainda me chamava de Pelézinho e eu nem sabia o que iria fazer da minha vida profissional (não que hoje eu seja o senhor Você S/A).
Desde então, muita coisa mudou. Fotografei mais algumas vezes seus filhos (que nem devem se lembrar deste protótipo de Morgan Freeman que vos fala por meio de códigos binários). Nós deixamos de jogar a Zumbi Cup, eu passei alguns meses trabalhando como repórter e morando em Caieiras e, apesar dos desencontros da vida, eu sempre encontrava o Amilton.
Pri
Num desses reencontros mais recentes, ele me apresentou a Priscila, pessoa que ele conhecera durante sua juventude. Reza a lenda do amor que eles curtiram muitos shows de Rock and Roll juntos. Eu até gostaria de dar uma outra volta do De Lorean, mas a gasolina tá muito cara. Sendo assim, fiquemos com as lembranças do casal: grandes shows, rolês épicos na Galeria do Rock e metros de mullets. Aquela nostalgia gostosa.
Agora você, amiga leitora balzaca e fã de histórias fofas, me pergunta onde eles se reencontraram (no fundo você quer encontrar aquele carinha gatinho do colégio. Já está o imaginando a cara do George Clooney com colã da roupa do Batman).
Se você falou Facebook, Badoo, E-Harmony ou na Porta da Esperança, errou.
Amilton reencontrou a Pri num bar que toca o bom e velho Rock and Roll.
Sim, depois do mundo dar um monte de voltas (e põe volta nisso), eles se acharam, se identificaram, se apaixonaram e noivaram.
Como hoje eu creio que o Pokémon da minha fotografia evoluiu um pouco, assumi a responsabilidade de, mais uma vez, fazer parte de um momento bacana na vida do meu amigo palmeirense e contador de histórias.
Resolvendo as diferenças sobre estilos de Rock
Com o cabelo diferente, mas a mesma voz de moleque, fotografei Amilton e a Pri numa E-session que tinha um único objetivo: serem eles mesmos ao som de rock!
Dessa forma, rumamos para o Estúdio Moita Maria, no bairro de Perdizes, na terra onde não existe amor (fato aprovado pelo rapper Criolo e negado veemente pelo casal roqueiro) para fazermos alguns cliques.
Além da Pri e do Amilton, participaram da seção a make up artist Lu Sales (que reencontrei depois de uns bons cinco anos) e a assistente Tita Viviane (que esteve comigo há algumas semanas no lançamento do meu livro em São Paulo). Ao som de boa música (sim, não rolou Michel Teló) nos divertimos e aproveitamos outras dependências do prédio para fazermos um ensaio ainda mais incrementado.
Tá na veia
Incrível como a vida dá voltas. Incrível como apesar de todos desencontros, quando as pedras rolam, a coisa realmente dá certo.
Felicidades ao casal.
E sorte a todos nóis.
Mais encontros reais e menos desencontros virtuais.
O mundão bão agradece.
Let it be.
E, para fechar com chave de ouro, vamos de volta para o futuro com o Huey Lewis e a Banda com o “Poder do Amor”.
Aproveitamos para fotografar além da sala de treino de Dragon Ball
Depois de um hiato, cá estou todo saudoso vivendo meu momento Nelson Gonçalves de muita melalina. Faz três meses que estive por aqui e nesse período muita coisa aconteceu (mas eu ainda não cortei o cabelo, para desespero da Dona Marlene).
Durante esses noventa dias, houve momentos de visita ao passado. Não, eu não ganhei um De Lorean mágico. Voltei ao passado por meio da fotografia, obviamente.
Em 2011, antes de embarcar para minhas desventuras na terra do novo Papa, tive a deliciosa experiência de fotografar a tradicionalíssima lavagem da escadaria da Catredral de Campinas. Com a minha memória fotográfica de quem não lembra o que comeu há pouco no almoço, guardei na cachola alguns rostos.
No último sábado de aleluia, 30, voltei ao centro de Campinas para, mais uma vez, fotografar o belo evento. Se você não passa seu tempo em uma caverna abandonada no meio de lugar algum, sabe que a coisa está feia. Intorelância sexual, religiosa e racial são assuntos comuns.
Lava outra, lava uma
Sendo assim, como negro e amaldiçoado (segundo o pastor chapinha), foi um prazer reviver a energia do povo da religiões de matrizes africanas.
O outro revival (ui) se deu com o ator, ativista e brother, Sidney Santiago. Para alegria das assanhadas de plantão, o integrante de “Os Crespos”, que brilhou Muito nu Curintia e aqui no blog, está de volta em um novo ensaio.
Dessa vez, trocamos as quebradas do MASP pela Praça Dr. Mário Covas, também localizada na Avenida Paulista, aquela que o Maluf também fez.
Sidney Santiago, ator
Boas fotos e bom papo, como sempre.
Ah, ando meio afastado, mas 2013 é um ano em que meus amigos finalmente largaram o videogame e vão encarar o tal entrelace matrimonial.
Em outras palavras, esse é o ano dos noivos e princesos. Para quem sempre reclamou que as minhas fotos sempre deram destaque ao mulheril do Brasil varonil, preparem-se para uma avalanche de testosterona e marmanjos chorões.
Texto curto, mas espero que curtam as fotos, leks e minas. Forte abraço do Ronin (que ficou mais velho e já está pensando em usar Grecin 2000).
Eis as imagens:
Quase 30 anos de tradição. Coisa linda
Sid, manda um sorriso pras minas que reclamam que eu só fotografo cocotas
O Zezé di Camargo e o Luciano não vão gostar dessa foto
O retrato que foi pra fanpage
Água de cheiro refresca e traz boas energias
Eureca
As crianças de sempre
Viseira + óculos = style
Somos seres humanos independentemente de cor de pele. E Feliciano não é Curintia
O Parque Mário Covas é um bom local pras fotos. Fica dica, galera
Nesse mundo maluco meteórico, de chuvas que transformam o já ruim em caótico e de renúncia do pontífice poderoso chefão católico, cá estou de volta ao blog. Com as pessoas cada vez mais certas que a vaca comprou uma passagem só de ida para o brejo, eu sigo levando minha vida. E vida de jornalista e fotógrafo pode se resumir em algumas palavras-chave: escrever e fotografar, verbos mágicos que nos dão a possibilidade de quitar aquele crediário interminável das Casas Bahia.
Quem acompanha este espaço, sabe que sou um pouco saudosista e vivo falando de coisas que já passaram. O “flash black” de hoje fala da Carol e do meu xará Caio. Após eu ter fotografado o casamento deles em Avaré, a cidade do doce de leite de plástico (hummm), estivemos mais uma vez juntos para a realização de um novo delicioso sonho (hummmm). Assim que se casaram, eles se mudaram para Barcelona, aquela cidade onde há um time de futebol muito bom e de um jogador excepcional (mas o atual campeão do mundo é o Corinthians).
Lá, o Caio que já havia estudado gastronomia por aqui, se especializou. A Carol, estudante que só, também seguiu seu doutorado. Bem, eles tiveram a ideia de abrir um restaurante na volta ao país do “Ah, lek, lek, lek, lek”. Se trata do Plats. E adivinhe quem foi fotografar o delicioso menu que tem um quê de comida mediterrânea graças o frescor dos ingredientes (e comer feito um desperado). Quem? Quem?
Não me pergunte o nome do prato. Só sei que é ótimo
Sim. Roniel Felipe, o homem-menino que não engorda de ruindade, segundo algumas revistas de fofoca.
Eu vou deixar as imagens falarem por mim, mas só posso dizer que a dupla está de parabéns. Infelizmente, não consegui um assistente para me ajudar nesse dia (as pessoas perderama a chance de provar boa comida e ainda ganhar um cascalho). Resumo da história: alguns quilinhos a mais aqui. Estão me chamando de Péricles por aí.
Em breve, as fotos estarão no site do restaurante. Quem quiser conhecer o local me avise, pois voltarei para comer mais vezes. Eis a Facebook fanpage do Plats (que significa prato em espanhol). O Plats funciona de segunda à sexta, das 12h às 15h30 e está localizado na Praça Capital, em Campinas, São Paulo. Visitem.
Demorou, mas finalmente aprendi que Tiramissú não é um peixe japonês venenoso e primo do Baiacú
Outra coisa bacana que fiz foi visitar o mar. E que mar. E como há mar bonito no Brasil!
Ao lado da minha amiga Vanessa Franquilino, a global, amiga do Bial, estive em Arraial do Cabo, cidade praiana localiza há uns bons quilômetros do Rio de Janeiro (eu dormi durante o trajeto de ida, então não pude contar quantas kms rodamos até chegar lá). A cidade é pequena e mais parece cenário daquelas novelas das seis com trilha sonora do Roupa Nova, mas o grande barato de Arraial são suas praias maravilhosas.
Arraial do Cabo, a capital do mergulho
Por algumas Dilma$, o turista faz passeios de barco pelas principais praias. Ao som de músicas descoladonas (a nossa embaração tocava axé dos anos 80 enquanto outros barcos tocavam hits atuais), por 4h30, passeamos por cenários inesquecíveis. Como tiozão da foto, não poderia deixar de levar uma Canon, um flash e um Cactus V4 para brincar no paraíso. A praia que mais gostei foi a Praia do Farol.
Aos farofeiros de plantão, um aviso.
Em Arraial a fiscalização nas praias é pesada: sendo assim, não se vê neguinho com caixinhas de som cantarolando Naldo em um volume ensurdecedor e nem há aquela cena clássica do cara bêbado dormindo envolto de latas de cerveja. Tudo é muito limpo e regrado. Os popeyes da Marinha não dão mole.
Tão inesquecível quanto brincar de oferenda pra Iemanjá em praias de águas límpidas, foi o mergulho de batismo, realizado no nosso último dia em Arraiá.
Quem me conhece bem, sabe que quase já fui para o brejo quatro ou cinco vezes. Em pelo menos três vezes, o game over quase se deu na água. Sim, não sei nadar. Não sei boiar. Não jogo truco submarino com o Aquaman. Não sou o Príncipe Namor black.
Mesmo assim, acompanhei um grupo de profissionais tarimbados, alunos do curso de mergulho e marinheiros de primeira viagem (cheios de medinho).
O instrutor, vendo que estava diante de um homem destemido e magro, insistiu em levar equipamento extra, mesmo eu dizendo que não iria mergulhar. Depois que li os termos de responsabilidade, aí que pensei “Mas nem que o Renan Callheiros renuncie. Nem que o Silas Malafaia beije a boca do Ricky Martin e se assuma são paulino!”
Olha o Zé. Grande instrutor e mestre na arte de esvaziar caixa torácica cheia de gases
Pois bem, no mar, enquanto todos mergulhavam, fiquei conversando com o Sanderson, o dono da escola. Carioca da gema, ele me perguntou por que Campinas tem a fama de ser uma cidade de muitos homens alegres e também conversamos sobre trabalho, jornalismo, fotografia e falamos mal de BBB (e do chefe da Vanessa). Ele também me serviu uma lata de guaraná. Aceitei-a-a.
Após todos regressarem vivos do mar, fui convidado a entrar na água. Macho do peito peludo que sou, mesmo sabendo que poderia viver um mico épico, fui.
Porém, o espertalhão aqui esqueceu do princípio básico da física. Eu estava, literalmente, cheio de gás graças ao guaraná que tomei. A esse ligeiro problema, juntou-se o meu medo de morrer afogado e deixar meu Playstation 3 para algum vagabundo (brincadeira, mãe)
Foi tenso, mas depois que o Zé, caboclo mergulhador vindo de Fernando de Noronha, gentilmente deu umas forçadas no meu abdômen (e eu ter dado uma de Moisés ao abrir o mar com uma série de arrotos épicos), peguei o esquema de respiração e fui para o fundo do mar.
Coisa linda a fauna marinha. Além de ter que desviar das águas-vivas que pareciam me atrair, o instrutor pedia para eu ficasse na horizontal (eu tava pensando que o mar é um metrô lotado de SP). Como certas oportunidades são únicas na vida, me joguei mesmo (ui). Depois de 10 minutos, eu não queria mais subir pro barco.
Como o fotógrafo freelance oficial da escola faltou nesse dia, o próprio instrutor fez a foto. Conseguiu um belo clique comigo e a Matilde, uma tartarugona (não ninja) que mostrou muita simpatia. Decidi que quero me pós-graduar em mergulho de batismo.
Os simpáticos atobás
Bem. Como podem perceber, graças a Deus e a Iemanjá (que não aceitou essa oferenda cabeluda e faladora), cá estou para contar histórias e continuar fotografando, escrevendo, comendo e amando.
Abraços destemidos de um homem que ainda não sabe nem boiar, mas entendeu que a gente pode superar nossos desafios com um pouco de coragem e incentivo.
Paz, gente.
Olha o Plats aí, gente
O sorriso esconde o medo. Mulheres e suas técnicas de disfarce ninja
Salaba Barcelona, idealizada pelo chef Caio enquanto morava na capital catalã
Praia Grande, a praia mais muvuca de Arraial. Essa dá visitar a pé
Fotografa, confere, baba, pensa em comer, fotografa, baba e, enfim, mata a lumbriga
Esse é o reflexo de um ex-magrelo. Atualmente barrigudo
Fotografar gastronomia não é só farra. É um trabalho detalhista e demorado. Depois de ajeitar, a gente bagunça o rango no prato na hora de comer
A simpática igreja de Arraial. Desde sempre atraindo pescadores, mergulhadores e gente tenebrosa com o rei mar
A ideia do Plats é trabalhar com alimentos frescos. Daí vem o toque de comida mediterrânea
Praia do Farol. Um dos lugares mais lindos do Brasil
Nutella e um pouco de cachaça. Sim, quase fiquei bêbado pela primeira vez
A tartaruga Matilde (aquela do Dragon Ball Z) e o Aquamano (Foto: Sand’Mar Escola de Mergulho)
O prato pronto após alguns retoques. A mehor parte veio depois
Se eu estou aqui escrevendo e você esta aí lendo, significa que não acabou.
“Não acabou o quê?”, questiona o leitor impaciente.
Ora, o mundo.
Se o mundo não acabou em barranco para morrermos encostados, significa que o trabalho segue dando trabalho. O tal de 2013 chegou com tudo. Além de eu finalmente parir meu filho preto e culto “Negros Heróis: histórias que não estão no gibi”, livro-reportagem que será lançado no próximo dia 19, janeiro é o mês do primeiro casamento do ano.
Sorria, os Maias estavam errados
No dia 5, ainda queimado pelo mormaço do céu de Floripa, estive ao lado dos auxiliares Ly Park e Renato Neves fazendo a cobertura fotográfica do casamento da Renatinha Lopes e do Luke Riberto.
Dando sequência ao projeto “Casaozamigos”, reencontrei a noiva, que ainda trabalha na mesma multinacional que eu abandonara para viver no fantástico mundo do Texto e da Foto. Minha emancipação acontecera em 2008, quando um monte de gente que partiu dessas para melhor, ainda era viva.
Um detalhe interessante desse casamento foi que a Renatinha sempre me disse que, quando fosse casar, eu seria o fotógrafo. Na verdade, eu sempre escuto isso vindo de algumas mulheres (até hoje, só um homem me proferiu tal frase).
Porém, nós, fotógrafos, somos um tipo de Gremlins que se multiplicam. Como motoboys, grupos de pagode e sucessos sem nexo do sertanejo universitário, diariamente pipocam novos fotógrafos de casamento no mercado.
Tem para todos os gostos, estilos e preços.
Em dia de casamento, homem pode puxar homem pela gravata numa boa
Lembro que, quando passei meus valores para a noiva, ela disse que iria batalhar para conseguir fechar comigo, já que sempre gostou do meu trabalho. É muito legal quando alguém confia na gente e não abre mão de sua opinião.
Como podem ver, a Renatinha fez valer sua vontade (mesmo eu sendo mais custoso que as opções lhe oferecidas). E, como não poderia deixar de ser, vesti a camisa e fiz o meu melhor para que a torcida ficasse satisfeita (momento jogador de futebol).
Enfim. To feliz por começar o ano com o pé direito.
Chega de falar e vamos as imagens desse dia tão bacana.
Um grande beijo para a simpática avó da noiva.
Soube que ela não gosta de tirar fotos, mas comigo estava toda toda e ainda dizia que fazia questão de sair bonita nas imagens. Quando a gente faz com o coração, acaba atraindo coisas boas e pessoas idem.
E, para variar, as palavras que trouxeram mais pessoas aqui, além de fotos de casamento, foram Paola de Marco e Sabrina Sartori (eita povo que não pode ver uma mulher bonita).
Não posso fechar o post sem meu momento Maguila e meu agradecimento super especial às leitoras Mariana Barbosa, Sandra Nascimento, Leidiana Palma, minhas musas que sempre passam por aqui e deixam seu recadinho.
As minas são vocês. E o cara não sou eu.
O bom moço fotógrafo pega água pra moça noiva com sede de casar
A dança do estica e puxa
Oi
Sim. Eu lembrei da clássica frase “Eu sou rica!”
Sapadinoiva
Cerimonial em ação
Acho que esse casal do quadro revive todo os finais de semana o dia deles
Luke prometeu não acordar a esposa quando for ver Fórmula-1 de madrugada
Abraço de mãe é tudo
Olha os avós simpáticos da noiva. Destaque para a avó da Renata
Recém-casados e bastante clicados
Um por amor, dois por dinheiro
Os amigos do noivo inovaram. Alguém pediu um pedaço da cueca do cara. Reflitamos
Como o suposto fim do mundo está aí, nada como aproveitar a oportunidade para adiantar o já clássico post resumo com as imagens mais bacanas do ano. Diferentemente de uma retrospectiva na qual os fatos são elencados por meses, aqui a coisa é feita no achismo mesmo.
Como todo mundo só fala do bendito 21/12, separei 21 fotos das milhares que fiz durante o ano. Embora eu tenha feito menos cliques em relação a 2010 e 2011, não tenho motivos para ficar beiçudo e xingar muito no Twitter o ano de 2012. Primeiro, porque nesse ano eu consegui realizar vários desejos sem precisar esfregar meu corpinho magro em alguma lâmpada de algum gênio genioso. Dona Marlene ta com saúde, eu to com saúde e não faltou arroz, feijão e nem batata frita nos nossos pratos.
O Corinthians, aquele time que é conhecido por ser o dono do fim do mundo chamado Zona Lost, mostrou mais uma vez o seu valor. Conquistamos a América e o mundo.
Bem, vou parar de falar de futebol senão fico me vangloriando até 2029. Vou parafrasear Faustão e falar do pessoal e do meu profissional.
Pessoalmente, creio que cresci (não falo dos centímetros que ganhei por ter aparado o black power apenas uma vez em 2012). Cresci como gente, mano e ser humano. Meu livro está quase pronto e se os Maias não tiverem certos, em janeiro vou estar de blazer de ombreiras e cotoveleiras de couro, calça saruel e All Star lançando “Negros Heróis: histórias que não estão no gibi”.
Creio que daqui duas semanas o livro já esteja à venda. Estou feliz pacas, pois escrever um livro é como ter um filho que deve ser podado como uma árvore gigantesca. Um super obrigado aos amigos que emprestaram seus talentos ao meu grande projeto (o próximo será dominar o mundo).
Bem, o lado profissional foi bem também. Além de dar um salto de qualidade em relação a alguns equipamentos, também evolui meu olhar (ui) e sigo estudando muita fotografia. O trabalho na campanha do querido Dr. Sebastião dos Santos, também me trouxe muito conhecimento. Vi uma cidade que não conhecia e ralei bastantão.
Apesar do resultado não ter sido o esperado, só posso dizer que a trabalheira valeu muito. Foram muitas emoções (como o dia que fui confundido com um outro fotojornalista e a galera queria me dar porrada), horas de trabalho, churrascos, porcos-no-rolete, pagodes, sertanejos, visitas à igrejas e muitas pessoas que me forneceram histórias pra escrever pelo menos uns 20 livros (todos melhores que 50 Tons de Cinza).
Enfim…
O reconhecimento que o Pokémon segue evoluindo foi a aceitação na WPJA (World Photo Journalist Association), a associação dos grandes bambas do fotojornalismo de casamento de todo o planeta.
O ano de 2012 também me brindou com deliciosas viagens. Estive na bela Curitiba e voltei para o Rio de Janeiro, dessa vez como turistão e sem qualquer tipo de obrigação trabalhista.
Não tem como olhar para trás sem lembrar dos casamentos. Teve casamento italiano, casamento evangélico, casamento brazuca-nipônico e casamento cafuso. Não faltou amor em SP, Campinas, Piracicaba e no Rio.
Os ensaios também foram bem bacanas. Crianças divertidas, mulheres lindonas, casais carismáticos e muito mais. Ah, em 2012 também houve publicações em revistas e sites e mais uma penca de coisas que eu, já quase Jair Rodrigues, não consigo me lembrar. Gostaria de agradecer de coração aos amigos que frequentam (e que me cobram quando ando ausente) esse singelo, mas bem intencionado, espaço virtual.
Chega de lero-lero. Vai que o mundo acaba e a gente fica nesse ti-ti-ti.
Eis as 21 imagens que escolhi para ilustrar o fantástico 2012.
Espero que gostem. Vejo vocês por aí se o mundo não acabar.
Ah…se for acabar mesmo, gostaria dizer que podem me ligar dizendo que me amam.
Felicidades das mais felizes pra todos nós. Abraço do Marronzito.
Independência ou foto
1 – Essa foto foi feita em SP, precisamente no Minhocão. Sem malícia, por favor. Estava com algumas colegas passeando no elevado e cliquei o cidadão fotografando a bela tarde de domingo. Dia bacana e momentos legais (após ter dado de cara com o lendário Fofão da Augusta e não ter entendido bulhufas).
Não tem graça, seu feio
2 – Esse é o PH, sobrinho da tia Pri Banqui-Banqui. No momento do clique, como percebe-se, ele não estava muito à vontade, mas depois de um papo sobre as variações da bolsa de valores e esquemas táticos do futebol alemão, tudo melhorou. Ficamos amigões.
Suspiros
3 – Essa é a bela Lucélia Sérgio, atriz negra, ativista, mãe e dona de um vozerão potente. A Lu é integrante da “Cia Os Crespos”, um grupo de teatro formado por jovens negros que buscam em suas peças falar de assuntos que a nossa sociedade insiste em deixar pra lá. É sempre um prazer estar com essa galera. Vida longa ao teatro preto!
Ah, o amor
4 – Um dos cliques mais bacanas do ano. Ele nasceu do ensaio da Aline e do Matheus e fez muito sucesso entre os leitores (minhas amigas românticas piraram). Não consigo olhar para essa imagem sem esquecer do bebum que quis dar uma “força” na sessão fotográfica. No fim do ensaio, os balões de gás hélio foram soltos pelo casal. Se os virem por aí, agarrem. Diz a lenda que eles dão sorte na vida amorosa (pronto, olhas as minas correndo por aí atrás de balões em forma de coração). Taí uma boa maneira de esperar o fim do mundo. Fotos do ensaio apertando aqui.
Heleninha
5 – Se o tal autor da Globo (que não sei o nome porque não vejo novelas e estou com preguiça de pesquisar) é o rei das Helenas, eu também sou. Esse ano fotografei duas Heleninhas maravilhosas em 2012. A ideia era fotografar três, mas a Helenona Ranaldi tá de mal de mim. Enfim. Essa é a Heleninha campineira, uma criança doce que rendeu um dos mais belos ensaios do ano. Olha aqui ó.
Auuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
6 – De bobeira na Avenida Paulista, celular na mão e dois talentosos covers do mito Michael Jackson se apresentando. Nem pensei duas vezes antes de sacar o Roniphone e clicar o MJ, tendo como fundo o Conjunto Nacional. Taí mais uma prova de quanto é gostoso fotografar com o bom (e já velho) celular. Meta para 2013: aprender a fazer o moonwalk.
Menos calor, por favor
7 – Essa foto foi produzida para uma pauta do Viva Favela. O papo era o clima maluco que enlouquece muita gente e mostra quão reclamão é o ser humano. Se tá calor tá ruim, se tá frio tá ruim. Se você é assim, suma do meu blog, seu chato, feio e bobão.
Esse cara sou Eu
8 – É…desta vez estive ao pé do Cara lá de cima. Dia muito bacana no qual conheci o Corcovado. Além da beleza do Rio, não consigo me esquecer dos micos pagos pelos turistas. Havia uma senhora japonesa que ficava me empurrando e acenando de forma estranha. Demorei alguns minutos para entender que ela estava tentando dizer “sai daqui, cara. tá atrapalhando minha foto”. Sim, o mico foi meu.
Flora, florita
9 – Flora foi mais uma das amigas que fotografei o casamento em 2012. Antes dessa foto ela estava com um bico enorme, mas não demorou para que as coisas se acertassem e a cerimônia fosse um sucesso. Destaque para seu noivo, Richard. O cara casou usando a camisa do Iron Maiden. Respect. Reveja a história aqui.
A moça do espelho
10- A fotografia acaba nos presenteando com pessoas e encontros incríveis. Uma dessas pessoas foi a Gilvânia Guimarães. Fotografar gente amiga é um prazer e, quando as pessoas falam a mesma língua, há grandes chances de ambos lados ficarem felizes. Eu fiquei, ela ficou. E quem quiser ver mais fotos da dupla dinâmica, é só clicar aqui.
A viajante
11- Pegar carona na calda do Cometão é comigo mesmo. Foram muitas viagens regadas ao convidativo cheiro de Cheetos queijo, música sertaneja e até hinos evangélicos em bom e alto som. Essa foto foi feita com o celular no Terminal Rodoviário de Campinas, minha segunda casa.
O embaixador das embaixadinhas, Marcelo Mendes
12 – No Rio, fiz questão de dar um rolê fotográfico na Favela da Rocinha. Porém, não quis ir pelo tal “Favela Tour”. O negócio é subir o morro a pé, interagir com as pessoas e entender que somos todos farinha do mesmo saco. Foi o que tentei mostrar pros meus amigos gringos que me acompanharam na íngreme Estrada da Gávea. Foi cansativo, mas foi muito bom. Encontrei uns mano Curintia, bati baita papo maneiro com duas cocotas funkeiras e fomos muito bem recebidos pelo Seu Francisco, morador que nos emprestou sua laje para que fotografássemos a bela vista do alto do pico do cume do morro. Também encontramos Marcelo Mendes, figura simpática que tenta entrar para o Guiness Book com seu recorde de embaixadas.
Garota esperta
13 – Fiz esse clique em um casamento que fui para fotografar meus amigos do EH Cerimônial. Como o dedo coça quando vemos uma imagem legal, nem pensei duas vezes. No fim, acabou sendo um dos cliques mais bacanas de casório de 2012.
Paulinhaaaaaaaa
14 – A moça do sorriso largo é a Paulinha, uma dessas pessoas que a gente conhece sem querer e acaba ficando amigo. Ela topou meu convite quando disse que daria uma aula de foto noturna e precisava de uma modelo. Sempre bem humorada, ela se comportou bem (ahãm) e meus alunos adoraram sua energia. Valeu, Paulinha.
Ê, Macarena! Hey!
15 – Quem acompanha meu trabalho já deve conhecer a dupla Ângelo e Cíntia, jovens protagonistas de um dos mais divertidos casamentos que já fotografei. Lembro que quando cheguei ao cenário da foto, pensei com meus botões e comentei com a Pri, minha assistente: “Vai ser perfeito fazer uma foto dos dois aqui”. Só não contava com a alegria contagiante do casal que com seu estilo brincalhão fez a foto ser ainda mais bacana. Mais fotos do casório italino mama mia, aqui, bambinos, bambinos e bambis.
Óinc
16 – Essa é a Lorena, a filha de um casal de amigos que me contratou para fazer as fotos do seu primeiro aninho. Como de praxe, os pais vestiram sua filhas de bichinho. Dessa vez, a caçula foi a bela porquinha do dia. Ah, um abraço especial para toda família da Lorena e para meus amigos palmeirenses.
Beleza negra
17 – A moça bonita da foto é a Marcela. Ela me procurou após sofrer uma decepção fotográfica. Em suma, ela fez um ensaio do Peixe Urbano e o barato saiu meia boca. Decidida a ter um ensaio um bocadinho menos ordinário, ela me procurou. Conversamos muito, trocamos ideias e fizemos as fotos. A história do Peixe Grande pode ser revista aqui. Recordar é viver.
Fina
18 – Enquanto navegava no mar fotográfico de 2012, encontrei esse clique. Muitas vezes, fotografia é igual aquela menina especial que a gente esbarra sem querer e só vai notar quão linda ela é depois de alguns meses. Aí ela já tá com o status namorando no Facebook e você fica chupando o dedo. Ainda bem que minhas fotos não me trocam por nada nessa vida (acho).
Vem ser lindo aqui em Campinas
19 – Após subir a Rocinha, eu e meus amigos gringos (dois colombianos, uma peruana, uma mexicana, um casal tcheco e um brasileiro com cara de gringo) fomos ver o lindo por do sol da praia do Arpoador. Coisa linda demais. Ali, vivi momentos bem bacanas na minha última viagem ao Rio. Ah….saudades.
Nem vou falar nada
20 – Nem da Tekpix vou falar.
A foto do ano
Indiscreto, mas preciso
21- Para fechar com chave de ouro, essa é a minha foto predileta de 2012. Um casal de idosos no estilo Sassá Mutema curtindo a vida no banco de um ônibus. Clique feito em Campinas.
Mas a Ronin, a foto tá sem foco! Olha essa resolução zoada, meu!
Tecnicamente tá longe de ser perfeita, mas que se dane. A foto mostra o que muito de nós queremos pra nossa vida. O tal do amor, o tal do companheirismo e a tal da simplicidade, tão esquecida nos dias de hoje. Fico feliz por ter clicado esse momento. A gente não se dá conta das coisas, mas gostaria de encontrar esse casal e entregar-lhes a imagem impressa.
A foto é a melhor de 2012 porque ela presenteia e inspira quem a vê. E isso que é importante. O resto é balela da novelinha das 9h. Mais amor para todos em 2013. E, se virem o casal amoroso do chapéu azul por aí, o cliquem respeitosamente.
O ano era 2006. Esse auê de fim do mundo não existia e meus amigos me zoavam porque o Corinthians não tinha sequer uma Libertadores. Eu era estudante de Jornalismo da PUCC e tinha uma missão: escrever uma história/perfil de qualquer pessoa tendo por base o Jornalismo Literário. A chefa que me incubiu do trabalho foi Márcia Fantinatti, minha mestra, professora e eterna esposa de mentirinha (com quem hei de me casar um dia se o mundo não acabar).
Mais perdido que um fã de heavy metal no show do Mr. Catra na favela da Rocinha, acabei procurando uma colega de trabalho para me ajudar. Italiana de nascença, Elisa Raimondi falou que seus pais, também nascidos na terra da pizza, tinham uma história de vida fantástica. Fui até eles, os ouvi, me apaixonei por aquele jeitão italiano, escrevi o perfil do casal Raimondi e tirei nota dez no trampo.
O tempo passou, eu deixei de tirar nota dez em tudo, passei a fazer mais foto do que texto, mas eu nunca esqueci o jeito bacana e hospitalidade do Seu Giuseppe e da Dona Anna Raimondi. Geralmente, tardes bacanas com pessoas idem sempre ficam guardadas na nossa memória. Todo repórter adora uma história bacana.
Hoje, após todo esse tempo, os reencontrei em uma data especial. Foi dia de fotografar o casamento de um dos seus filhos. O bambino Ângelo (leia-se com aquele sotaque italiano) foi o noivo da vez. Sua senhora é a divertida e simpática Cíntia Gianini.
Sim, foi um casamento tipicamente italiano e com todos aqueles trejeitos do povo que fala com as mãos. E sim, foi uma tarde bacana com gente idem, e que ficará guardada na minha mente e na cabeça loira da minha querida assistente, Priscila Rodrigues.
A bela Capela São Sebastião
A cerimônia aconteceu na Capela São Sebastião, uma linda igreja construída em 1883 e tombada no começo dessa década que vivemos (se você acha que a igreja caiu e mesmo assim as fotos foram feitas lá, aconselho que vá ler sobre história da arte). Pequenina e antiga, mas extremamente bem conservada, a capela, localizada no Distrito de Sousas, Campinas, é fantástica em todos os sentidos.
Se um dia eu for casar, farei o máximo para que meu casamento ocorra lá (só cabem 50 pessoas no recinto, portanto podem começar a parcelar o meu fogão de 4 bocas).
Os noivos, como já andei falando nas comunidades sociais, sem dúvida formam um dos casais mais animados que já fotografei na minha vida. Mais do que felizes, eles demonstram aquela sincronia de duas pessoas que realmente se encaixam (se você pensou sacanagem, suma do meu blog e vá ler aquele lixo de “50 tons de Cinza”, seu tarado).
Demorou, mas chegou
Além da beleza da igreja, também rolou um mini-ensaio nas redondezas. Para nossa alegria, sempre há personagens engraçados que compõe a nossa história. Dentre eles destacamos:
O mendigo boa praça da praça: bêbaço, o cidadão acompanhou o casal durante o ensaio, teve seu momento de guarda de trânsito (ao pedir que os carros parassem para que a noiva atravessasse a rua) e ainda disse que se lhe déssemos um qualquer, ele garantiria a nossa paz. Não dava para entender nada que ele falava, mas espero que ele fique bem.
Stop, in the name of love…
A curiosa da ponte das pilhas perdidas: enquanto fotografávamos em uma ponte, uma transeunte interrompeu a seção fotográfica. Ela chegou de mansinho, olhou para o casal e, sem muita cerimônia, perguntou se eles eram noivos. A sorte é que noivos tolerância zero são raros.
“Não. Somos inimigos mortais e estamos pagando uma aposta após perdemos no truco para nossas respectivas avós”
“Eu sou gay e estamos casando de mentirinha. O fotógrafo negro lindo que é meu homem de verdade, moça”
“Não somos noivos. Isso é uma pegadinha do Silvio Santos. Olha a câmera ali”
Bem…enfim. Talvez a ponte receba muitos ensaios fotográficos de grifes de noiva. Vamos pensar que sim antes de chamar o Master of Obvious.
Olha ele aí
Vocês são noivos? Hein?
Ah, minutos antes da senhora fazer essa pergunta, houve um pequeno acidente que resultou na perda de duas pilhas recarregáveis. O flash se desprendeu do suporte, caiu, de um duplo twist carpado e as pilhas passaram entre os vãos da madeira da ponte, chegando ao rio e despedindo-se do papai Roniel para sempre.
Acidentes acontecem. O amor acontece. Reencontros épicos acontecem. Perguntas sem nexo também.
Após o ensaio, fomos para o belo Restaurante Ca’di Mattone onde rolou a recepção. Teve música italiana, vinho italiano, comida de origem italiana e muita alegria e emoção afro-italiana.
Belo ristoranti
Tarde toda dez! Fiquem com algumas fotos que eu vou jogar Super Mario e comer um pedação de pizza porque eu também son de dio mio, manos e minas.
Abraços.
Felicidades ao casal, aos familiares e a todos envolvidos na festa.
Construída em 1883, a capela é encantadora
Glória Raimondi foi uma das responsáveis pelas belas músicas da cerimônia
Aquele momento que precede o casamento (e que alguns homens pensam em fugir para o Congo Belga)
Casal que não precisa de direção é guiado pelo coração
Fé
Senhora Gianini Raimondi
Ê, Macarena! Hey! Só de olhar essa foto eu caio na risada
Yoga time
???
Ao lado de um homem grande numa grande foto, sempre há uma grande mulher numa imagem feita com uma lente grande angular
Assim eu me sinto quando o fotógrafo diz que estou liberado pra curtir o meu casamento
Saudações caros leitores do El Marronzito. Cá estou mais uma vez para falar da relação fotografia, amor e Sazon. Um dos ensaios mais famosos e que fizeram as pessoas vomitarem arco-íris, foi a seção do Rick e da Eri, realizada quando o Hopi-Hari era seguro e o Playcenter ainda existia para a nossa alegria.
Bem, neste final de semana também teve ensaio de deixar o Lampião com franja emo e cantar Julio Iglesias para a Maria Bonita. Porém, antes da E-session da Aline e do Mateus, estive em Itapecerica da Serra para clicar o Pedro Henrique.
Por bom gosto dos pais e da sua tia, o tema da festa foi o Pequeno Príncipe, personagem criado pelo francês Antoine de Saint-Exupéry. Aos fãs de Latino e que não leem nem bula de remédio, o Pequeno Príncipe é um dos livros mais famosos do mundo e conta a história de um menino que visita planetas. Em suas viagens, o Pequeno Príncipe encontra personagens com que tem papos filosóficos, inclusive um homem bêbado.
Vocês podem conferir a versão do clássico em desenho animado aqui.
Voltando ao ensaio do casal, tudo correu muito bem. Por escolha da noiva, fizemos as fotos no centro de Campinas.
Centro de Campinas, Ronin? Eca!
As ruas têm o glamour de Nova York? Não.
As avenidas têm o charme da Paulista? Nem em sonhos.
E por quê diabos não optaram por um lugar mais bacana?
Olha o homem bêbado, direto das página de O Pequeno Príncipe para Campinas
Simples. Porque apesar dos pesares, dá pra fazer boas fotos conhecendo alguns lugares e utilizando-se de algumas técnicas de iluminação. O astro-rei dei uma bela força para que tudo terminasse bem. Ele apareceu lindamente na manhã de domingo (contrariando todas as previsões do tempo que diziam que choveria canivetes).
Mais importante que o cenário, é o fato que os noivos devem estar em harmonia, independentemente de seus estilos. A Aline é mais descontraída, fazia caretas e arriscava passos de dança (sim, as pessoas vão se soltando a ponto de dançar Gangman Style). O Mateus é mais na dele, homem sério.
Hammer Time. Aline demonstrando habilidade para a dança do grande dia. Vai rolar um “U Cant touch This”.
À mistura, foram adicionadas uma dose de Roniel Felipe e outra de Priscila Rodrigues, a assistente sorridente. E o resultado final foi bem bacana. Imagens divertidas, românticas, engraçadas e um papo dos mais estranhos (como os noivos falando de uma senhora que caiu da passarela onde fotografamos e ainda está viva).
A correria de sair do mundo estrelado do Pequeno Príncipe, passando pela estrada de Itapecerica e chegando aos balões dos corações românticos do casal foi tensa. Ainda mais com uma hora a menos de sono devido o horário de verão. Cheguei em Campinas às 2h30, dormi algumas horas e fui, na cara de pau, fotografar os noivos com olhos de remela.
No fim do ensaio, também rolou um retrato do casal Lucas e Renata, que em breve estarão aqui no blog como senhor e senhora Lopes Riberto.
Lucas e Renata, os próximos depois dos próximos (mas se vieram outros próximos antes dos próximos, eu não reclamo)
Poucas horas de sono, muito trabalho, mas muito feliz por tudo ter dado certo. Quando é de coração, a coisa anda. Surgem estrelas e até bêbados quase gente boa (eu até assumira o papel de Príncipe Black da estatura mediana, mas trampo é trampo e o meu papo maluco beleza com o alcoólatra ficou pra outro dia ).
Felicidades ao casal, saúde ao Pedro Henrique e tudo de bom pras pessoas que sempre me ajudam. Para fechar poeticamente o post, uma das frases mais especiais do Pequeno Príncipe.
“Quando você dá de si mesmo, você recebe mais do que dá” – Antoine de Saint-Exupéry
Paz e amor pra tudo nóis.
Quando o coração sai pela boca
Quase tomaram um geral dos hómi
Notem como as unhas combinam perfeitamente com o cenário
Porque o Instagram não serve apenas para fotos de comida
<3
O bom de conhecer as quebradas, é imaginar as fotos antes dela serem produzidas. Agradecimentos especiais ao Pedrão que não fez chover canivetes e o bêbado que emprestou a passarela pra gente
Vou batizar esse local como Beco do Amor. Eu sei, parece brega, mas é de coração
Para o alto e avante
E os corações saíram voando livremente. Young hearts, run free (putz, vou até postar a música de tão boa que é)